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quarta-feira, 30 de junho de 2010

HITLER E AS GRANDES MULTINACIONAIS AMERICANAS

O que tem em comum Hitler e as grandes multinacionais americanas como Standard Oil, General Motors, Ford, IBM, Coca Cola, Du Pont, Union Carbide, a Westinghouse, General Electric, Goodrich, Singer, Kodak, ITT , JP Morgan?

Jaques R. Pauwels no seu livro "Profit uber alles: Le corporations americane e Hitler" explica...
"No momento em que os "libertadores" de ontem "exportam" hoje "a democracia" em meio mundo, essa leitura pode ser valiosa para a compreensão de relações - no passado e hoje - entre a guerra e o lucro: a alta finanza e as grandes empresas dos Estados Unidos (Standard Oil, General Motors, Ford, IBM, Coca Cola, Du Pont, Union Carbide, a Westinghouse, General Electric, Goodrich, Singer, Kodak, ITT , JP Morgan, ecc.) financiaram a ascensão ao poder do nacional-socialismo, o ajudaram a rearmar-se e a preparar a guerra, o apoiaram em suas agressoes e continuaram a trabalhar para o esforço bélico alemão, mesmo quando seu proprio país entrou na guerra contra a Alemanha.

Negócios são negócios, e a guerra é certamente o negócio mais rentável que si possa imaginar, ontem como hoje.

A alta finança americana sempre foi mestre nessa "arte" de colocar o lucro "uber alles" (acima de tudo em alemao).


Em 1941, o então vice-presidente Harry Truman declarou: "Se a Alemanha ganhar, devemos ajudar a Rússia e se a Rússia vencer, devemos ajudar a Alemanha, para que possamos obter o máximo benefício de ambos."


é possivel seguir um fio preto que liga a motivação dos "libertadores" da II Guerra Mundial com os "exportadores da democracia" de hoje.

é um caso que o avô de George W Bush foi um dos financiadores de Hitler? Ou para neto o lucro é, como para seu avô, sempre e de qualquer forma uber alles?"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

REDE GLOBO, IMPERIO DO CRIME E DA MANIPULAçAO, FALSIFICA DOCUMENTOS PARA OBTER REGULARIZAçAO NO MINIST. DAS COMUNICAçOES

Em relaçao ao ultimo post, andei procurando na internet noticias que me confirmassem que Roberto Marinho e sua banda tivessem realmente falsificado documentos para comprar a TV Paulista canal 5 do grupo Victor Costa e da familia Ortiz Monteiro.

No post precedente publiquei um post com uma previa visualizaçao do livro TELEJORNALISMO E PODER NAS ELEIçOES PRESIDENCIAIS no qual se pode ver a pagina 34 o relato desses fatos.

No site da universidade USP acabei encontrando uma tese de doutorado em comunicaçao que trata do argomento na pagina 42-43. (o endereço da tese é esse http://www.pos.eca.usp.br/sites/default/files/file/bdt/2007/2007-do-souza_florentina.pdf)

Depois acabei encontrando um site (http://www.piratininga.org.br/artigos/arquivo/artigo_marinho1.htm) que porta a unica fonte que noticiou o fato segundo o livro citado (Tribuna da Imprensa de 28/07/2003). Esse relato "corajoso" reproponho abaixo.


"Roberto Marinho não exibe documentos que falsificou

(Tribuna da Imprensa, em 28/7/2003)

No início do mês, a juíza Regina Lúcia Chuquer de Castro Lima, da 42ª Vara Cível, deu prazo de 10 dias para que o empresário Roberto Marinho e seus três filhos apresentassem em juízo os originais de uma série de documentos, cujas cópias eles próprios usaram judicialmente para tentar provar a legalidade da transferência do controle da antiga Rádio Televisão Paulista S/A para o nome do presidente de honra da Organização Globo. O prazo se esgotou e os papéis não foram entregues, com os advogados da família Marinho alegando não terem conseguido encontrar os documentos nos arquivos da TV Globo Ltda., que também é ré no processo, ao lado de Marinho e dos três filhos - Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. Nos meios forenses, sabia-se que os documentos originais não seriam apresentados, porque o exame pericial das cópias já fora conclusivo, com o Instituto Del Picchia de Documentoscopia classificando-as de "grosseiramente falsificadas", porque estavam datadas de 1953 e 1964, mas seus textos continham número de CIC (hoje, CPF), controle que só seria adotado pela Receita Federal a partir de 1970. No linguajar jurídico, trata-se de "anacronismo insuperável", uma prova irrefutável de falsidade. A juíza Regina Lúcia de Castro Lima nomeou a técnica Denise Gonçalves de Moraes Rivera, especialista em Documentoscopia, para realizar a perícia judicial nos documentos. Como os originais não foram anexados aos autos, a perita Denise Rivera deverá oferecer um laudo conclusivo apenas sobre as cópias dos documentos (recibos, procurações e substabelecimentos).

Andamento

Após a análise dos papéis, a perita deverá responder aos quesitos que os advogados das partes elaboraram. Depois, apresentará suas conclusões, para que a juíza possa então decidir sobre a falsidade ou autenticidade dos documentos, que já estão sendo investigados também pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Procuradoria da República em São Paulo. O processo, que corre na 41ª Vara Cível, é uma ação declaratória de inexistência de ato jurídico. Está sendo movido pelos herdeiros das famílias dos irmãos Ortiz Monteiro e Manoel Vicente da Costa, acionistas majoritários da antiga Rádio Televisão Paulista S/A (hoje, TV Globo de São Paulo). Se perder a causa, Marinho e seus três filhos terão de devolver o controle da TV Globo de São Paulo para os autores do processo, que então passam a ter direito de reivindicar judicialmente também a indenização pelos prejuízos sofridos nos últimos 40 anos.

Empresário não sabe como comprou a TV

Para comprovar a legalidade da transferência do controle da antiga Rádio Televisão Paulista S/A, a família Marinho inicialmente anexou ao processo uma série de cópias de documentos (procurações, substabelecimentos e recibos).

Submetidos à perícia pelo Instituto de Documentoscopia Del Picchia, os papéis, datados de 1953 e 1964, foram considerados grosseiramente "fabricados" na década de 70, porque já continham número de CIC (hoje, CPF). Diante do laudo dos peritos, o juiz da 41ª Vara Cível, Leandro Ribeiro da Silva, então determinou que a família Marinho apresentasse em juízo os documentos originais, no prazo de dez dias. A ordem judicial, porém, não foi cumprida, e 36 dias depois o juiz não somente revogava este importante despacho, que até então, estranhamente, sequer havia sido publicado, como também se afastava do caso, declarando-se "suspeito", por ser amigo de um dos advogados.

Contradição

Depois que os documentos foram declarados falsos pela perícia, contraditoriamente a família Marinho tentou demonstrar ter adquirido o controle da emissora de outra maneira, exibindo em juízo a cópia de um contrato de compra e venda, celebrado com Victor Costa Petraglia Geraldine Júnior, herdeiro do conhecido diretor de televisão Victor Costa. Porém, conforme ficou provado nos autos, Victor Costa jamais fora proprietário da emissora, mas apenas administrador. Por isso, não havia em seu inventário sequer referência ao fato de ser controlador da Rádio Televisão Paulista S/A. Portanto, seu filho também não poderia se declarar dono da empresa, tampouco transferi-la para terceiros.

Defesa

Para tumultuar o processo, os advogados de Roberto Marinho também defenderam a tese de que os irmãos Ortiz Monteiro e seu cunhado Manoel Vicente da Costa não eram os verdadeiros donos e controladores de 52% do capital da emissora. Mas tanto o eram que, mesmo depois de mortos, Hernani Ortiz Monteiro (falecido em 1962) e Manoel Vicente da Costa (em 1964) continuaram participando das decisões da empresa tomadas por Roberto Marinho, mediante pseudo procuradores inteiramente desconhecidos pelas respectivas famílias. Por ter usado estas procurações depois das mortes deles, o empresário Roberto Marinho teria cometido crime de estelionato (art. 171 do Código Penal, segundo um dos pareceres da Procuradoria da República de São Paulo. Pareceres mostram muitas ilegalidades

Constam do processo contra a família Marinho dois pareceres emitidos pela Procuradoria da República em São Paulo. Em um deles, a procuradora Melissa Garcia Blagitz de Abreu e Silva, do Núcleo Criminal, faz a seguinte afirmação:

"Diante do relatado, tudo indica que houve vários fatos ensejadores de ilegalidades cometidas por Roberto (Marinho). Há indícios de que as procurações e substabelecimentos utilizados nos atos de transferência do controle acionário da Rádio Televisão Paulista S/A para Roberto (Marinho) foram falsificados, com base, entre outros fatos, no citado laudo." Além da falsidade documental, a procuradora da República identificou outros crimes que o presidente de honra da Organização Globo e um de seus colaboradores, Armando Piovesan, teriam cometido à época. "Por outro lado, tanto a Armando (Piovesan) como a Roberto (Marinho), por terem representado Hernani (Junqueira Ortiz Monteiro, um dos maiores acionistas), através de procuração que não mais surtia efeitos, poderia ser imputado o crime de estelionato (art. 171 do Código Penal), por omitirem o falecimento do outorgante da procuração à época dos fatos, conforme Certidão de Óbito juntada às fls. 44, mantendo em erro os demais acionistas e as autoridades federais", denuncia a procuradora Melissa Abreu e Silva.

Concessão

O outro parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República em São Paulo confirma que o empresário Roberto Marinho e a TV Globo Ltda. falsificaram documentos não somente para assumir o controle da antiga TV Paulista, como também para legalizar a situação da emissora junto ao Ministério das Comunicações.

Subscrito pela procuradora Cristina Marelim Vianna, o parecer assinala que "houve, na década de 60, transferência ilegal do controle acionário da atual TV Globo Ltda., visto ter a negociação se baseado em documentação grosseiramente falsificada", destacando que "tal como se deu, esteado em documentação falsificada, o ato de concessão estaria eivado de nulidade absoluta"."

ESTUDO SOBRE AS MANIPULAçOES DA REDE GLOBO

O livro nos ensina como essa rede de comunicaçoes perpetua a ignorancia do povo brasileiro em favor dos seus interesses politicos e economicos. Uma leitura indispensavel para um mente que realmente quer se tornar livre (admitindo que isso seja possivel!).

As julgamentos se fazem com os fatos! E aqui està um bom inicio.


TELEJORNALISMO E PODER NAS ELEIçOES PRESIDENCIAIS

di FLORA NEVES


terça-feira, 22 de junho de 2010

Haiti 2/6 - Terremoto e as promessas nao cumpridas dos "grandes" (miseraveis) da Terra


Um documentario de Silvestro Montanaro. Iluminante.

Depois das promessas de atores e atrizes de Hollywood, de politicos de meio mundo que aproveitaram para fazer publicidade com a desgraça do pobre povo haitiano, da cobertura hipocrita e interesseira dos meios de comunicaçao, hoje nao se fala mais nada. E nao é por que a situaçao voltou ao normal. Pelo contrario, PARECE QUE A SITUAçAO FICOU PIOR QUE ANTES DO TERREMOTO.



(os outros 4 pedaços irao sendo publicados na medida que eu termine as as legendas!)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

COMO FAZER UM DESATRE AMBIENTAL E LUCRAR COM ISSO!!!

http://www.socialismo.org.br/portal/ecologia/95-artigo/1565-derrame-ou-caixa-de-pandora

Silvio González ( chefe do Departamento de Difusão de Prensa Latina)

 

A empresa Brittish Petroleum verteu mais de 400 mil galões de perigosos e ainda não investigados dispersantes químicos e nas próximas semanas essa cifra pode duplicar-se ou triplicar-se segundo assegurou Lamar McKay, Presidente de BP America.

Dave Andrews, Doutor do Grupo Ecologista federal assinalou que muitas pessoas desconhecem o que esses dispersantes podem causar quando são utilizados concentradamente em grandes quantidades.

O certo é que esses produtos não provocarão que desapareça o fluxo derramado, senão que, como explicou a revista Nature, o que fazem na prática é fragmentar em pequenos segmentos a atual maré negra.

Sua utilização implica fazer concessões ambientais e é evidentemente um ato desesperado e irresponsável, manifestou Jane Lubchenco, administradora da Entidade Oceânica e Atmosférica Federal.

Todo o Golfo se converteu agora num laboratório gigantesco, simplismente porque não podemos responder à pergunta sobre se ajuda a utilização maciça de dispersantes ou nos cria males maiores, publicou alarmado o jornal New York Times.

Os dispersantes utilizados nol Golfo existem há décadas e são o COREXIT EC9527A que chegou no mercado nos 80 e o COREXIT 9500 descoberto nos anos 90, ambos produzidos pela empresa NALCO.

A Agência Federal de Proteção ao Meio Ambiente autorizou até o presente o uso de quantidades muito limitadas de dispersantes, mas não deu ainda luz verde para seu uso maciço neste incidente concreto.

O certo é que o público realmente não tem acesso à informação sobre as consequências destes produtos altamente tóxicos, porque as empresas produtoras clasificam o tema como "confidencial" ou "somente para o uso do fabricante".

O próprio produtor protege-se quando põe uma etiqueta de que não se realizaram estudos de toxidade sobre este componente químico.

Outra evidência chamativa é que a produtora destes dispersantes, a empresa NALCO, é propriedade da petroleira Exxon Mobil e da própria BP, segundo a revista Greenwire.

Mas as trasnacionais petroleiras nunca investiram o dinheiro necesásario para investigar a fundo esses agentes químicos e agora isso se fará com as contribyuições dos desesperados contribuintes.

Por isso, todo o que sabemos sobre as consequências que podem provocar estes quase desconhecidos produtos é tão obscuro como as manchas das águas que rodeiam o derrame.

Se os derrames anteriores servem de guia, o comprovado até hoje é que BP só poderá capturar uma pequena quantidade do petróleo, ao passo que a natureza encarregar-se-á de dissipar lentamente uma bona parte e o resto estará incomodando por séculos.

O petróleo pode desaparecer por evaporação, dispersão, pela ação de bactérias e pela remoção manual mediante a ação de voluntários.

Pode penetrar na cadeia alimentícia e sabe-se que pode afetar os sistemas imunológicos e os órgãos internos dos animais marinhos, o que ainda não foi estudado profundamente pelos biólogos.

Ocurre que os animais intoxicados não podem buscar com facilidade alimentos, nem se defender com astúcia de seus predadores, manifestou Gail V. Irving do Laboratório Geológico.

Ira Leifer, que trabalha no Grupo Técnico de Fluxo, afirma que é possível que se estejam infiltrando cem mil barris, quantidade muito mais alta do que o cálculo inicial oficial do governo.

Leifer declarou a McClatchy Newspapers que, uma vez que o óleoduto ascendente foi retirado, não havia quase nada que bloqueasse a ascensão do cru à parte superior do dispositivo para prevenir explosões.

 Agora, BP está em condições de levar parte do petróleo a um barco, mas Leifer afirmou que a quantidade real que se está infiltrando no Golfo aumentou sustancialmente.

 O arrogante representante de BP, Randy Prescott, fez declarações no sentido de que Louisiana não é o único estado que produz bons camarões, pelo que talvez fosse conveniente recordar-lhe que tampouco é BP a única empresa que oferece gás e petróleo, razão pela qual muitos clientes podem somar-se a um boicote contra ela.


domingo, 20 de junho de 2010

Haiti 1/6 - Terremoto e as promessas nao cumpridas dos "grandes" (miseraveis) da Terra

Um documentario de Silvestro Montanaro. Iluminante.

Depois das promessas de atores e atrizes de Hollywood, de politicos de meio mundo que aproveitaram para fazer publicidade com a desgraça do pobre povo haitiano, da cobertura hipocrita e interesseira dos meios de comunicaçao, hoje nao se fala mais nada. E nao é por que a situaçao voltou ao normal. Pelo contrario, PARECE QUE A SITUAçAO FICOU PIOR QUE ANTES DO TERREMOTO.




(os outros 5 pedaços irao sendo publicados na medida que eu termine as as legendas!)

terça-feira, 15 de junho de 2010

EUROPA CONTRA a MODERNA DITADURA ITALIANA (precisamente contra a "banda Berlusconi")


A representante da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação Europeia), Dunja Mijatovic, em palavras citadas pela agência France Press, pedia que a Itála abandonasse "a lei das interceptaçoes telefonicas (...) ou que a modificasse, de modo a que as suas disposições respeitem os princípios internacionais de liberdade de expressão e os compromissos da OSCE".

Mijatovic manifestou-se também "inquieta por o Senado ter aprovado um texto que poderia colocar sérios entraves ao jornalismo de investigação em Itália ... Isto mostra uma tendência para criminalizar o trabalho jornalístico". E explicou que a lei "na sua forma actual contradiz os compromissos da OSCE, especialmente por proibir a utilização de certas fontes confidenciais que poderiam ser necessárias ao jornalismo de investigação ao serviço da democracia".

O projecto limita a possibilidade de publicação de documentos preparatórios de um processo que ainda não esteja aberto, e prevê multas até 450 000 euros para os jornalistas ou meios de comunicação social que publiquem escutas telefónicas, bem como penas de prisão para os "não-jornalistas" que filmem ou gravem pessoas sem o seu consentimento prévio.

O projecto foi aprovado pelo governo e terá ainda de passar pela Assembleia Nacional e ser promulgada pelo presidente da República.


FONTE: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Europa-junta-se-ao-coro-contra-a-lei-das-escutas-de-Berlusconi.rtp&article=352565&visual=3&layout=10&tm=7

domingo, 13 de junho de 2010

CELEBRAçAO DA NOVA DITADURA ITALIANA

Como diz o comico Beppe Grillo no documentario "The Berlusconi Show": Voltamos a idade medieval onde os ladroes (fuorilegge) fazem e comandam as leis. (obviamente nao é sò privilegio italiano!! se bem que na "bota" a situaçao ficou escancarada).

Se o povo nao se der por conta que o seu destino depende somente dele, seu futuro serà muito tragico. A uniao, a elevaçao espiritual/moral (notando que o progresso moral e tecnico nao coincidem) e a conscientizaçao das massas é condiçao necessaria para o bem-estar nao sò dela, mas daquele coletivo-geral.


fonte da noticia abaixo: jornal A Bola
(http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=209482)


Itália: Oposição decreta «a morte da liberdade»


O Senado italiano aprovou, esta quinta-feira, uma lei proposta pelo Governo de Berlusconi, que limita o uso de escutas telefónicas em processos judiciais. António Di Pietro, do partido da oposição, Itália dos Valores, já afirmou que a nova lei significa «a morte da liberdade».

O projecto, apoiado pelo partido de Berlusconi e pela Liga do Norte, limita o uso das escutas telefónicas, que só poderão ser efectuadas caso se detectem «graves indícios de delito» e durante um período máximo de 75 dias, prorrogáveis por três períodos. Além disso, o uso de microfones ambientais, que não poderão ser instalados em lugares privados, ficará limitado a um período de 72 horas. Além disso, as transcrições das escutas não poderão ser publicadas na imprensa enquanto não estiver concluída a investigação preliminar.

Para que seja definitivamente aprovada, a lei terá que ser novamente discutida na câmara baixa do parlamento e assinada pelo presidente da República.

«É algo que não se poderia ter passado nem com Mussolini», disse Di Pietro, citado pela edição online do El País. Para o deputado, a nova lei vai ter efeitos profundos no sistema de Justiça, na luta anti-máfia e na liberdade de imprensa. Também o Povo Violeta – movimento criado com o objectivo de defender a Constituição italiana – marcou para esta quinta-feira um “velório” em Roma, para assinalar a «morte da democracia em Itália».

sábado, 5 de junho de 2010

OBAMA E A ALIENAçAO TOTAL

O absurdo virou moda. O paradoxo é normalidade. Os governantes mundiais fizeram com que a vida perdesse muito de sua graça.

Na Italia, Andreotti [SETE vezes primeiro ministro] foi condenado por associaçao mafiosa segundo sentença da Corte de Appello de 2 maio 2003. (mas està em liberdade, pois o crime era prescrito!).
Berlusconi, atual primeiro ministro "hospedou" por anos em sua casa um mafioso chamado Vittorio Mangano e ainda o definiu um heròi!!! Como se nao bastasse, Marcello Dell’Utri, o amigo e co-fundador do seu partido (hoje Popolo della Libertà) ja foi condenado a 9 anos de prisao, em primeiro e segundo graus, pelo mesmo motivo de Andreotti (concurso esterno em associaçao mafiosa).
Mas nao è tudo obviamente. E nao sei se alguém consegue resumir todos os processos nos quais Berlusconi è chamado em causa. Existem processos que confirmam que Berlusconi é corrupto, mentiroso (sentenças do “Processo Mills” que comprovam que Berlusconi pagou 600 mil dolares ao advogado Mills para que esse mentisse a favor de Berlusconi nos processos “All Iberian” e “Tangenti alla Guardia di Finanza” e da sua afiliaçao à Loja Maçonica P2). Mas nestes processos nenhum dos dois acabou na cadeia. Per Mills ajudou a solita prescriçao e per Berlusconi suo governo (!) aprovou uma lei que o impedia de ser processado (!). O jornalista Marco Travaglio elencou 37 leis “ad personam” feitas sobre misura para salvar o magnata das comunicaçoes desde 1994 (è um tipo Roberto Marinho italiano).

Berlusconi e sua tropa chegam ao ponto de tornar real o surreal e a ficçao de "Watch the Dog" com o seu monopolio televisivo (sem falar dos seus bancos, revistas, jornais, time de futebol (Milan), ecc). Detalhe interessante è que seus advogados, sao deputados e senadores do seu partido, ou seja, os mesmos que depois fazem as leis (!!!!).


Mas saindo da tao famosa e mau falada Italia e dirigindo-nos verso Inglaterra as coisas nao mudam tanto. E nao è de hoje. No passado a rainha Elisabeta fundou as suas companhias maritimas (West Indian Company) com o lucro dos seus piratas que assaltaram barcos espanhòis (Keynes – Profezie e esortazioni). E nos ultimos anos, Blair em parlamento admite nao ter remorsos de ter invadido o Iraque basando-se em mentiras e admite que faria outra vez.

Indo para a américa nada de novo. Depois do guerrafondista Bush, chega seu sucessor Obama que aumentou os gastos militares (ainda mais do que jà gastava Bush!). Attualmente os americanos gastam mais com guerra QUE O RESTO DO MUNDO JUNTO!

Segundo Jack A. Smith (Asia Times Online. Jack A. Smith é editor do Hudson Valley Activist Newsletter no estado de NY e ex-editor do Guardian Newsweekly) os gastos chegam ao trilhao! Ou seja o triplo de quanto produz em um ano (PIB) paises como Finlandia, Irlanda, Dinamarca, o dobro de paises como Suécia, Suiça, Belgica, o mesmo valor do PIB australiano o mexicano.

Depois se pensassemos nos estudos de Hubbert sobre o petrolio feitos em 1956 (teoria do pico de Hubbert) que indicam que a ùltima regiao do mundo na qual se esgotaria o petrolio seria o oriente medio, poderiamos entender por que os americanos que sao tanto dependentes de petrolio fazem tantas guerras àquela regiao sem convincentes motivos. E por que na resoluçao da ONU para uma investigaçao esterna do massacre cometido pelos militares de Israel os americanos (assim como os italianos) votaram contra. Se alguém nao sabe a américa fornece mais de 3 BILHOES em ajuda militar a Israel anualmente. (http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/8681919.stm )

Se pode com uma cultura média entender como as coisas continuam sempre como foram. Que a mobilidade social é conto de fadas. Ainda mais lendo um estudo de genealogia que afirma que Bra Pitt, Obama, Bush, Clinton, McCain, Madonna, Gerald Ford (ex-presidente americano) sao todos parentes. (reportagem copiada abaixo da http://port.pravda.ru/news/mundo/26-03-2008/22165-barak-0 )

Temos que nos dar conta que vivemos na escravidao, mas nao naquela violenta e conhecida. Sao formas de dominio muito mais sutis... como dizia o Gattopardo " para que as coisas permaneçam como sao, tudo deve mudar"!

Ahhh MISéRIA HUMANA!!!!!!!!!!!!!

Boa semana e nao se esqueça de impenhar-se no trabalho, pois somos os novos escravos modernos e do nosso trabalho depende a richeza da elite!





“Barack Obama, é primo distante de Brad Pitt

Barack Obama, é primo distante de Brad Pitt, e Hillary Clinton, a ex-primeira-dama, compartilha antepassados com a atriz Angelina Jolie, mulher do ator, revela um estudo da New England Historic Genealogical Society (NEHGS) de Boston, que analisou a árvore genealógica dos democratas Hillary Clinton e Barack Obama, e o candidato republicano, John McCain, seguno a rede Globo.

O estudo conclui que Hillary, que tem ascendência franco-canadense por parte de mãe, é também prima distante das cantoras Celine Dion, Madonna e Alanis Morissette, além de Angelina Jolie.

A pré-candidata também é prima distante de Camilla Parker-Bowles, duquesa da Cornualha e esposa do príncipe Charles, assim como do escritor americano Jack Kerouac.

Já Barack Obama, filho de um agricultor do Quênia e de uma anglo-saxã do Kansas, além de primo distante de Brad Pitt, também é parente do ex-presidente americano Gerald Ford, assim como do atual dirigente, George W. Bush.

Os demais parentes famosos do senador incluem o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill.

Do lado republicano, o estudo indica que o senador pelo Arizona John McCain é primo distante da atual primeira-dama americana, Laura Bush. A pesquisa genealógica certamente dará o que falar na sociedade e na imprensa americanas, mas Christopher Child, especialista do NEHGS, adverte de que os parentescos dos aspirantes "não devem influenciar os eleitores" no pleito presidencial.

No entanto, em um momento no qual os aspirantes à Casa Branca se dedicam a ressaltar suas diferenças para ganhar votos, é curioso ver que Hillary, Obama e McCain têm mais semelhanças do que imaginavam."


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Debate Noam Chomsky e Michel Foucault (1971)

Ocorrido na Escola Superior de Tecnologia de Eindhoven (Países-Baixos), em novembro de 1971.

Um debate muito interessante sobre sociedade, natureza e a criatividade humana, sobre as istituiçoes (escolas, universidades, governos e exercitos) que servem como instrumento para as elites que, utilizando-as, conseguem manter o poder em suas maos.

Duas grandes mentes que mereceriam programas diarios em rede nacional de TV. Mas obviamente o futebol, mulheres semi-nuas e programas de distraçao de massa sao muito mais funcionais para a alienaçao popular. Divertimento para o povo que, paradoxalmente, no mesmo tempo em que o diverte, perpetua o seu proprio penar.

Avram Noam Chomsky (Filadélfia, 7 de dezembro de 1928) é um linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Além da sua investigação e ensino no âmbito da linguística, Chomsky é também conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos Estados Unidos. Chomsky descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarcossindicalismo.

Paul Michel Foucault foi um importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Todo o seu trabalho foi desenvolvido em uma arqueologia do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso. Seu trabalho também se concentrou sobre a relação entre poder e governamentalidade, e das práticas de subjetivação.




domingo, 30 de maio de 2010

APERTEM OS CINTOS! A AMERICA QUER GUERRA

A “nova” máquina de guerra dos EUA

Jack A. Smith do Asia Times Online. Jack A. Smith é editor do Hudson Valley Activist Newsletter no estado de NY e ex-editor do Guardian Newsweekly (US).


Há mais guerra no futuro dos EUA – muito mais, a julgar pelos relatórios, pronunciamentos e ações do governo Obama nesses últimos meses.

Esses documentos incluem o Relatório de Revisão Quadrianual da Defesa [Quadrennial Defense Review (QDR)], a Revisão da Postura Nuclear [Nuclear Posture Review (NPR-2010)], o Relatório da Defesa de Mísseis Balísticos [Ballistic Missile Defense Report], o encontro de segurança nuclear em New York e a conferência da ONU, de 3 a 28 de maio, de revisão do Tratado de Não-proliferação Nuclear, além, claro, das guerras em curso no Oriente Médio e na Ásia Central, e das exigências do orçamento de guerra do Pentágono.

O governo dos EUA comanda um colosso militar sem par, mas a [QDR], publicada em fevereiro, sugere que Washington entende que os EUA estejam constantemente sob ameaça de ataque por inúmeras forças terríveis, decididas a destruí-los. Por isso, mais trilhões de dólares têm de ser consumidos em guerras presentes e futuras – ostensivamente para salvaguardas a pátria amada ameaçada.

A Revisão da Postura Nuclear (NPR-2010) diz que o objetivo de longo prazo é um mundo “livre de bombas nucleares”, mas, apesar de reduções simbólicas dos arsenais desse tipo de armas, o Pentágono só faz ampliar sua capacidade nuclear, temperando a ampliação com uma devastadora “contenção convencional” capaz de atacar vários alvos pelo mundo, no período de uma hora. Além disso, esse documento, publicado em abril, preserva a prontidão para disparar ataque nuclear imediato [ing. “ ‘hair-trigger’ nuclear launch readiness”], não limita a força nuclear à função de contenção, sugere uso ofensivo e, pela primeira vez, autoriza ataque nuclear, se necessário, contra Estado não-nuclear (o Irã).

Entre um e outro documento, Obama expande vigorosamente as guerras que herdou do governo de George W. Bush, ampliando e operando o maior poder militar que os EUA jamais tiveram.

Feito a elogiar do governo Obama foi ter assinado, dia 9 de abril, em Praga, novo Tratado Estratégico de Redução de Armas Nucleares com a Rússia, que reduz em 1.500 o arsenal de ogivas nucleares de cada lado. Foi passo positivo, mas todos sabem que excessivamente tímido, e nem de longe reduz efetivamente o risco de guerra nuclear.

A Revisão Quadrianual da Defesa (QDR) é relatório de 128 páginas que o Departamento de Defesa envia ao Congresso a cada quatro anos, com uma projeção do planejamento militar dos EUA para os 20 anos seguintes. Comissão de 20 membros civis, selecionados pelo Pentágono e pelo Congresso, analisam o documento e sugerem alterações, para acrescentar uma perspectiva dita “independente”. 11 dos 20 membros ‘independentes’, inclusive o co-presidente dessa comissão – ex-secretário da Defesa William Perry; e o ex-conselheiro de segurança nacional Stephen Hadley – são empregados da indústria da Defesa.

Embora o Pentágono trabalhe nos preparativos de uma possível III Guerra Mundial e novo pós-guerra, o relatório que está sendo apresentado concentra-se no futuro relativamente mais próximo, e só acrescenta rápidas generalizações sobre o futuro de longo prazo. Três das prioridades do QDR merecem comentário extra.

A primeira dessas prioridades é “vencer as guerras em andamento” [orig. “prevail in today's wars”] no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Iêmen e onde mais houver intrusão militar da Washington pós-11/9 nos anos vindouros. Na apresentação da Revisão Quadrianual, dia 1/2/2010, o secretário de Defesa de Bush-Obama Robert Gates fez declaração importante: “O sucessos nas guerras futuras dependerá do sucesso nas guerras em andamento.” As “guerras futuras” não foram identificadas. Além disso, a Revisão Quadrianual declara que a vitória militar no Iraque e no Afeganistão “é apenas o primeiro passo rumo a nossos objetivos estratégicos”.

Segundo, enquanto no passado os EUA concentraram-se em construir capacidade para combater duas grandes guerra simultâneas, a Revisão Quadrianual sugere que não basta isso. Hoje, o governo Obama afirma “a necessidade de força robusta, capaz de proteger os interesses dos EUA contra uma multiplicidade de ameaças, inclusive as que advenham de sofrer ataque simultâneo por dois Estados-nação”.

Hoje se trata de mais de duas guerras – sendo o “a mais”, a obrigação de “lutar de contrainsurgência em larga escala, [montar e operar] operações de estabilização e contraterrorismo em ampla variedade de ambientes”, sobretudo em países pequenos e pobres como o Afeganistão. Outros alvos “a mais” incluem “atores não estatais”, como a al-Qaeda; “Estados fracassados”, como a Somália; e Estados de tamanho médio mas bem defendidos, que não se curvem ao Tio Sam, como o Irã e a República Popular Democrática da Coreia ou, algum dia, talvez, a Venezuela.

Terceiro, é absolutamente evidente, na Revisão Quadrianual, embora não assumidamente reconhecido, que o governo Obama crê que China e Rússia sejam os dois possíveis “Estados-nação” contra os quais Washington deve preparar-se para defender-se. Nem Pequim nem Moscou têm qualquer iniciativa que justifique o pressuposto do Pentágono de que seriam suficientemente suicidários a ponto de atacar os poderosos EUA.

Afinal, os EUA, com 4,54% da população mundial, investe mais na preparação para a guerra que todo o resto do mundo somado. O orçamento de Obama em 2010 para o Pentágono é de US$680 bilhões, mas o total real alcança o dobro disso, se se consideram que os gastas de Washington em segurança nacional e gastos de outros departamentos devem ser somados, como o custo da manutenção e armazenamento das armas nucleares, as 16 agências de segurança, a Segurança Nacional e lucros das dívidas de guerra, dentre outros programas.

Gastos anuais relacionados à guerra alcançam facilmente o trilhão de dólares. Ao falar de um congelamento seletivo de programas nacionais, em janeiro, no discurso “State of the Union”, Obama especificamente excluiu do congelamento os gastos do Pentágono/segurança nacional. Obama é gastador pródigo em guerras. A atribuição de $708 bilhões que fez ao Pentágono, para o ano fiscal 2011 (sem contar os $33 bilhões que esperam aprovação no Congresso para o “surge” afegão) excede o mais alto orçamento de Bush, de $651 bilhões, para o ano fiscal de 2009.

Hoje, o poder militar dos EUA está presente em todo o planeta. Como se lê na Revisão Quadrianual: “Os EUA são potência global, com responsabilidades globais. Incluindo operações no Afeganistão e no Iraque, cerca de 400 mil soldados e pessoal militar em geral estão estacionados ou na alocação militar rotativa, em todo o mundo.”

O Pentágono comanda mais de 1.000 bases militares em todo o mundo (inclusive nas zonas de guerra), grandes frotas em todos os oceanos, força aérea em expansão, satélites militares no espaço e mísseis nucleares em prontidão e alerta totais, pré-direcionados para “o inimigo” ou para cidades e instalações militares potencial emente “inimigas”. Leitura da Revisão Quadrianual mostra que nada disso será modificado, senão da direção da modernização e da ampliação (o Pentágono acaba de ocupar seis novas bases na Colômbia) e do acrescentamento de novos sistemas, como o Prompt Global Strike, importante sistema de armas ofensivas, que discutiremos adiante.

A expressão “dominação militar de pleno espectro” [orig. "full spectrum military dominance"] – que os neoconservadores cunharam nos anos 1990s e foi adotada pelo governo Bush para definir sua estratégia militar agressiva – não foi incluída, espertamente, na Revisão Quadrianual de 2010, mas conservar e aumentar sua capacidade de dominação militar plena continuam a ser a principal preocupação do Pentágono.

A Revisão Quadrianual vem apimentada com expressões como “os interesses dos EUA e seu papel no mundo exigem forças armadas com capacidades superiores a tudo que se conhece” e proclama a importância do “domínio continuado pelas Forças Armadas dos EUA, nas guerras de larga escala de exército contra exército”. Gates foi ainda mais longe, na conferência de imprensa dia 1/2/2010: “Os EUA precisam ter amplo portfólio de capacidades militares, com versatilidade máxima no espectro mais amplo possível de conflitos”. Recentemente, Obama pavoneou-se de comandar “os mais poderosos exércitos da história do mundo”.

Evidentemente o Pentágono planeja engajar-se em várias guerras futuras, interrompidas por rápidos períodos de paz, durante os quais se preparará para a guerra seguinte. Dado que a única entidade que já manifestou claro interesse em atacar os EUA é a al-Qaeda – organização paramilitar de fanáticos religiosos extremistas, com cerca de mil membros ativos e aproveitáveis em todo o mundo – é evidentemente claro que o poderio militar sem precedentes que os EUA acumulam hoje visa a outro objetivo.

Na minha opinião, esse “outro objetivo” é geopolítico – aumentar o poderio militar do Pentágono para assegurar que os EUA consigam tentar manter a posição hegemônica global de dominação, em tempos de endividamento pesado, erosão severa de sua base econômica, impasse quase absoluto na política doméstica e aparição, no cenário global, de outras nações e blocos interessados em contestar a hegemonia dos EUA.

A Revisão Quadrianual toca nesse ponto sensível com admirável delicadeza: “A distribuição global do poder político, econômico e militar está em transformação, tornando-se mais difusa. O aparecimento da China no quadro global, o país mais populoso do mundo; da Índia, a maior democracia do mundo, continuarão a reformatar o sistema internacional. Embora os EUA continuem como ator mais poderoso, é indispensável que cada vez mais cooperem com seus aliados e parceiros-chave para manter a paz e a segurança. O modo como os poderes hoje emergentes integrar-se-ão ao sistema global é questão das que definirão esse século e que portanto são centrais para os interesses dos EUA”.

No presente momento, a Revisão Quadrianual indica que Washington está preocupada com estratégias estrangeiras “antiacesso” que limitam o “poder [dos EUA] para projetar capacidades” em várias partes do mundo. Isso significa que alguns países, como China e Rússia estão desenvolvendo novas armas sofisticadas que equivalem ao armamento dos EUA, o que “limita” o deslocamento das forças dos EUA para onde o Pentágono bem entenda. Por exemplo:

A China está desenvolvendo e instalando em campo grande número de mísseis balísticos e cruzadores avançados de médio alcance, novos submarinos de ataque equipados com armas avançadas, sistemas de defesa antiaérea de longo alcance cada vez mais efetivos, capacidades para guerra eletrônica e redes de computadores, aviação de ataque sofisticada e sistemas espaciais de defesa. A China tem divulgado informação limitada sobre o ritmo, o escopo e os objetivos estratégicos de seus programas de modernização militar, o que faz aumentar o número de interrogações legítimas quanto a suas intenções de longo prazo.

Para contrabalançar esse movimento dos chineses – e não só deles –, o Pentágono planeja, com custos astronômicos e não divulgados, os seguintes avanços: “Expandir as capacidades de ataque a longa distância; explorar as vantagens das operações subterrâneas; garantir acesso ao espaço e ao uso de recursos espaciais; aumentar a robustez de capacidades-chave de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento [orig. ISR, Intelligence, Surveillance, and Reconnaissance]; derrotar sistemas inimigos de sensores e engajamento; aumentar a presença e a prontidão para responder, das forças dos EUA, em todo o mundo.”

Além disso, os EUA não só mantêm a China na mira de seus mísseis e bombas; estão também cercando o país (e também a Rússia, é claro) com balística antimísseis. O objetivo é evidente: no caso de os EUA acharem “necessário” lançar mísseis contra a China, o sistema antimísseis lá estará para destruir a capacidade limitada de retaliação dos chineses.

Matéria publicada dia 22/2/2010 no China Daily, diário chinês editado em inglês, “Washington parece determinada a cercar a China com sistemas balísticos antimísseis produzidos nos EUA, observaram hoje especialistas chineses (…). Para o coronel Dai Xu da Força Aérea, renomado estrategista militar, em artigo distribuído esse mês, “a China está sob cercamento em formato de meia-lua. O anel começa no Japão, estende-se pelas nações do sul do Mar da China até a Índia e termina no Afeganistão”.

Em comparação com a Revisão Quadrienal do governo Bush em 2006, no documento de 2010 constata-se que houve esforço consciente para baixar o tom da retórica anti-China. Mas é absolutamente evidente que a China é a referência número 1, nos pontos em que a Revisão Quadrienal de 2010 fala de “Estados-nação potencialmente hostis”.

Para a revista Defense News, de 18/2/2010, publicação dirigida ao complexo industrial-militar, “Dizem os analistas que a Revisão Quadrianual da Defesa visa a enfrentar o problema chinês, sem enfurecer ainda mais Pequim. “Se se considera a lista de novas ampliações e reforços nas forças e capacidades dos EUA (…), vê-se que são forças e capacidades necessárias para derrotar a China, não o Irã nem a Coreia do Norte nem o Hizbollah – disse Roger Cliff, especialista em questões militares chinesas da Rand Institution. ‘Assim, embora pouco se cite a China (…), é a ameaça chinesa, sim, que inspira muitos dos programas de modernização descritos na Revisão Quadrianual da Defesa de 2010’.”

Incidentalmente, segundo o Center for Arms Control and Non-Proliferation, o orçamento chinês de defesa para esse ano, para país quatro vezes maior que os EUA, é de $78 bilhões, bem inferior aos $664 bilhões reservados para o Pentágono (sem contar todos os extras para segurança nacional, espalhados nos orçamentos de outros departamentos). A China possui entre 100 e 200 ogivas nucleares; os EUA, 9.326 (se se somam as ogivas montadas em mísseis e as estocadas). A China considera a construção de um porta-aviões; os EUA mantêm 11 em atividade. E a China não tem base militar fora do território chinês.

Tudo faz crer que a China esteja construindo instrumentos, sistemas e armas de defesa, não de ataque contra os EUA. E a política exterior chinesa baseia-se a não se deixar prender no corner, pelos EUA, fazendo todo o possível para evitar confrontação mais séria.

Também a Rússia recebe melhor tratamento na nova Revisão Quadrianual da Defesa, que na de 2006, mas aparece incluída ao lado da China em vários casos. Apesar do imenso poder de contenção de Moscou, e das reservas abundantes de petróleo e gás, a Rússia aparece sempre como “inimigo potencial” número dois, entre as grandes potências. Washington sente-se mais ameaçada por Pequim. Isso, em larga medida, por causa das dimensões territoriais da China, do rápido desenvolvimento, do sucesso da economia capitalista guiada pelo Estado dirigido pelo Partido Comunista; e pelo fato de que, ao ritmo em que vamos hoje, a China ultrapassará os EUA como principal potência econômica do mundo, nos próximos de 20 a 40 anos.

Parece já bem evidente, por menos que se fale sobre isso, que essa situação é extremamente perigosa. A China não dá qualquer sinal de que aspire a dominar o mundo, mas tampouco se deixará dominar. Pequim trabalha sob o conceito de ordem mundial multipolar, no qual vários países e blocos atuam em diferentes papéis. Pode-se discutir, no máximo, quem será o primeiro entre iguais.

Washington prefere a situação que existe nos últimos 20 anos posteriores à implosão da URSS, quando os EUA ficaram com a posição de única superpotência militar remanescente e líder do bloco capitalista expandido. Nesse período, Washington operou como potência hegemônica em mundo unipolar, e não quer perder esse título.

Tudo isso parece estar mudando hoje, com a emergência de outros países, o principal deles a própria China; e os EUA dão sinais de entrar em declínio gradual. O modo como for encaminhada a transição na direção da multipolaridade nas próximas duas, três décadas, determinará se se evitará, ou não, mais uma guerra desastrosa.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Resultado da guerra americana no Afeganistao? Tragedia para as crianças!

"Afeganistão: efeitos colaterais? é um filme de Fabrizio Lazzaretti e Alberto Vendemmiati documenta as atividades de "Emergency" no Afeganistão de Setembro a Dezembro de 2001: da normal emergencia da vida diária em Panshir à viagem da equipe de "Emergency" verso Cabul para levar ajuda às vítimas da nova guerra do Afeganistão.

Esse trecho mostra quem sao as verdadeiras vitimas da insanidade americana. Olhe o video e nao esqueça que sua indiferença é também cumplicidade!