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domingo, 11 de outubro de 2009

REALIDADE MUSICAL.... "Com o livro em uma mao e com a bomba na outra..."


Clique aqui para ver video


La macchina che guidi (o carro que diriges)
guarda bene non è tua, (olha bem, nao è tua)
la paghi tutti i giorni (a pagas todos os dias)
al fabbricante di liquame (ao fabricante de )
che va a cena con i santi (que vai a janta com os santos)
che t'infilano le bombe nelle tasche. (que te botam as bombas no bolso)

E fanno guerre (e fazem guerras)
che bruciano ragazzi come te (que queimam rapazes como tu)
che cadono col sogno di proteggere un sogno (que morrem com o sonho de proteger um sonho)
e in chiesa la gente che piange (e na igreja a gente que chora)
fa largo e si stringe, (“procura lugar” e se aperta)
nel posto in prima fila (pra um lugar em primeira fila)
c'è sempre un governante (tem sempre um governante)
che tratta col mercante (que negocia com o mercante)
che cena con i santi (que janta com os santos)
che tirano le bombe (que lança as bombas)
e tirano le somme (e puxa as somas (dinheiro))
e il ciclo non si rompe, (e o ciclo nao se quebra)
la guerra non è santa, (a guerra nao è santa)
ma noi stiamo arrivando... (mas nòs estamos chegando)

COL LIBRO IN UNA MANO, (com o livro em uma mao)
LA BOMBA NELL'ALTRA... (a bomba na outra)

Nel pane c'è il corpo, (no pao tem o corpo)
nel vino c'è il sangue; (no vinho tem o sangue)
nell'oro il demonio, (no ouro, o demonio)
nell'umiltà il santo... (na humildade o santo…)
Nel pane c'è il corpo, (no pao tem o corpo)
nel vino c'è il sangue; (no vinho tem o sangue)
nell'oro il demonio, (no ouro, o demonio)
nell'umiltà il santo... (na humildade o santo…)

Scintilla un anello (Brilha um anel)
di giallo metallo, (de amarelo metal)
la mano pietosa (a mao piedosa)
saluta il Consiglio... (saúda o conselho)
Al polso gemelli (No pulso gemeos)
di rosso rubino, (de vermelho rubi)
su un abito bianco (sobre um vestido branco)
di seta e di lino... (de seda e linho)
La porpora è un manto (A purpora è um manto)
di gloria e di vanto, (de glòria e de vanto)
sul petto una croce (sobre o peito uma cruz)
con sopra il suo Santo... (sobre ela o seu Santo)
"Non m'immortalate!" (“nao me imortalem!”)
diceva il suo canto, (dizia o seu canto)
"Non mi sbandierate!", (“nao me ostentem!”)
gridava il suo pianto. (gritava o seu choro.)

Nel pane c'è il corpo, (no pao tem o corpo)
nel vino c'è il sangue; (no vinho tem o sangue)
che Dio ci perdoni, (que Deus nos perdoe)
se stiamo pregando... (se estamos rezando)

COL LIBRO IN UNA MANO, (com o livro em uma mao)
LA BOMBA NELL'ALTRA... (a bomba na outra)

Abbiamo il fuoco, (temos o fogo)
abbiamo ragione. (temos razao)
Saremo più grandi, (seremos maiores)
saremo più uniti, (seremos mais unidos)
saremo più forti (seremos mais fortes)
di chi ci ha colpiti...
(daqueles que nos golpearam…)

COL LIBRO IN UNA MANO, (com o livro em uma mao)
LA BOMBA NELL'ALTRA...
(a bomba na outra)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

BERLUSCONI visto pelo "The Economist"

Berlusconi rebaixa Itália, mas desta vez não está acima da lei

Caio Blinder, de Nova York

NOVA YORK- Bella Italia? Não. Feia Itália ! Este é um país em que beldades anunciam que foram pagas para ir à cama com Silvio Berlusconi e o primeiro-ministro paga qualquer coisa para amordaçar a imprensa, intimida opositores e acusa a Justiça que derruba sua imunidade penal de estar a serviço da esquerda. Triste Itália em que este magnata das comunicações guindado ao poder rebaixa o país.

Na expressão da revista "The Economist", a Itália hoje parece uma remota ditadura. Ali no coração da Europa civilizada, dezenas de milhares de pessoas precisam sair à ruas para gritar por liberdade de expressão, como aconteceu no sábado passado em Roma. Ao menos a Corte Constitucional (Supremo Tribunal) agiu com independência e na quarta-feira derrubou a lei que protegia Berlusconi de processos penais enquanto estivesse no cargo, alguns associados à corrupção no seu império de comunicações.

A Itália de Berlusconi está rebaixada no índice de liberdade de imprensa da Freedom House. Na lista de 195 países, está agora na posição 73, acima apenas da Bulgária. No diagnóstico do grupo Repórteres sem Fronteiras, ocorrem ataques à imprensa na Itália que dão a sensaçao de que se está no Zimbábue (e olha que o país africano de Robert Mugabe é barra pesada).

É exagero, mas este é o estado emocional na terra de Berlusconi, onde a imprensa oficialista ou de propriedade do primeiro-ministro o trata como um santo perseguido por mentirosos safados e os enclaves de resistência o consideram um mero delinquente. Com mais sobriedade, o pessoal de Repórteres sem Fronteiras acerta ao lembrar que a Itália é o país da União Européia com menos liberdade de imprensa. É isto que vale (e já é muito desolador) e não comparações descabidas com Zimbábue. A comparação vale com a própria Itália. Ainda conforme "The Economist", desde a época de Mussollini não era tão acintosa e alarmante a interferência do governo na imprensa.

A razão imediata dos protestos de sábado foi a emissão de mandados judiciais pelo primeiro-ministro contra dois jornais de oposição, "La Repubblica", por insistir na cobrança de dez questões sobre a vida privada do primeiro-minstro e "L''Unitá", que o acusa de abuso de poder pelo controle da imprensa. Ele também está processando jornais na França e Espanha.

Berlusconi investe em uma clara campanha de intimidação contra o que sobrou de imprensa livre no país. Seu conglomerado Mediaset controla três dos sete canais de televisão. Outros três, da estatal RAI, respondem ao Parlamento dominado por sua coalizão de governo. Os tentáculos midiáticos de Berlusconi também estão em jornais diários, revistas, editoras e mundo publicitário.

Berlusconi insiste que existe liberdade de expressão na Itália e que as investigações sobre ele são uma farsa política. Linguagem orwelliana. Nenhuma surpresa na inspiração do autor de "1984" e "Revolução dos Bichos". No julgamento na Corte Constitucional que derrubou a imunidade penal do primeiro-ministro (a chamada lei salva-Berlusconi), seu advogado Gaetano Pecorella argumentou que o dirigente estava acima da lei, dizendo que ele deveria ser considerado "primus super pares", primeiro acima dos iguais, dando uma nova versão ao mais familiar latim "primus inter pares", ou primeiro entre os iguais.

Não deu outra. O deputado da oposição Massimo Donadi observou que o argumento lembrava os porcos em "Revolução dos Bichos" decretando que "todos animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros". Pelo menos na quarta-feira, a Justiça conferiu outro veredicto à fábula orwelliana. Mas Berlusconi, que garantiu que não vai renunciar, ainda tem apoio de uma massa popular que o considera "primeiro acima dos iguais". Até quando esta massa orwelliana vai seguir o pequeno "grande irmão" bufão?

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/08/berlusconi+rebaixa+italia+mas+desta+vez+nao+esta+acima+da+lei+8770924.html

BERLUSCONI e seus atuais processos - NY Times

fonte: New York Times


Quarta-feira foi um dia ruim para o primeiro-ministro Silvio Berlusconi,

mas um bom dia para a democracia italiana.


Estas foram as duas únicas certezas imediatamente claras depois que a mais alta corte do país reverteu uma escandalosa lei aprovada após a eleição do ano passado que garantia a Berlusconi imunidade contra qualquer processo judicial durante seu mandato.

A Corte Constitucional manteve o princípio democrático fundamental de que ninguém, não importa quão rico ou poderoso, pode estar acima da lei, mesmo se um Parlamento complacente legislar imunidade.


Silvio Berlusconi segue sob pressão na Itália / AP


Ainda não se sabe qual será o próximo passo dos promotores e se eles irão impedir que Berlusconi cumpra os três anos restantes de seu mandato.

Berlusconi passou sua carreira política alegando que o sistema judicial tem inclinação esquerdista e que o magistrado independente da Itália conduz vinganças políticas contra ele.

Ainda que o sistema judicial italiano seja lento e imperfeito, as cortes compõem a parte menos desacreditada do governo da Itália. Depois da decisão de quarta-feira sua posição é ainda melhor. A decisão da corte revive três casos pendentes contra Berlusconi.

Em um deles, um advogado britânico já foi condenado por aceitar US$ 600 mil para proteger Berlusconi com falso testemunho em dois julgamentos por corrupção.

Em outro, o primeiro-ministro – que também é um dos homens mais ricos da Itália - é acusado de fraude nos impostos em ligação com a expansão de seu império de mídia.

No terceiro e mais fraco dos casos, ele é acusado de tentar subornar membros do Parlamento para participarem de sua coalizão governante.

Os advogados de Berlusconi reclamaram que a necessidade do primeiro-ministro se defender será uma grande distração de suas responsabilidades.

No entanto, ele já parece gastar mais energia em questões controversas de sua vida particular do que com os imensos problemas da Itália, como anos de crescimento abaixo da média, corrupção e um déficit e dívida nacional que estão entre os maiores da Europa.

A Itália não pode passar outros anos sem direção, mas pode ainda menos deixar que a lei seja prejudicada para proteger um homem.

Não há sucessores óbvios na coalizão de centro-direita de Berlusconi, ou na dividida e desmoralizada centro-esquerda incapaz de se unir em torno de uma visão, um líder ou um programa.

Esta não é uma situação aceitável para a Itália ou para a Europa.

A era Berlusconi já foi longe demais, com poucas conquistas positivas. Chegou a hora de ambas coalizões desenvolverem uma nova geração de líderes mais construtivos e competentes para apresentar aos eleitores.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Juiz declara BERLUSCONI co-responsavel de corrupçao

fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1403774&idCanal=11

Tribunal Constitucional começa hoje a apreciar lei que lhe deu imunidade

Juiz acusa Berlusconi de ser "co-responsável" por corrupção em caso do início dos anos 90





O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, é "co-responsável" pelo suborno de um juiz que, nos anos 1990, lhe permitiu assumir o controlo do grupo editorial Mondadori.

A conclusão é do magistrado que, no sábado, condenou o grupo Fininvest, do chefe do Governo, a pagar 750 milhões de euros à CIR, holding do empresário Carlo de Benedetti, por "prejuízos patrimoniais". "Como consequência lógica do princípio da responsabilidade civil", Berlusconi é "co-responsável no caso de corrupção", escreveu o juiz milanês Raimondo Mesiano, citado pela Reuters.

O caso diz respeito ao período entre 1986 e 1991, quando Berlusconi estava a construir o seu império mediático. O empresário começou a acumular acções do Mondadori, com o objectivo de retirar o controlo a Benedetti, que controla o diário La Repubblica e o semanário L' Espresso. Em 1991, três anos antes de Berlusconi entrar na política, um juiz de Roma, Vittorio Metta, autorizou a Fininvest a assumir uma posição de controlo no grupo editorial.

Berlusconi foi ilibado das suspeitas de suborno, mas, em 2007, a Justiça considerou que a sentença de 1991 foi "comprada". Agora, o juiz Mesiano condenou o grupo a indemnizar a CIR e entendeu que "não é pensável que uma transferência" de cerca de três milhões de dólares feita pela Fininvest para pagar veredictos favoráveis "tenha podido ser decidida sem que o representante legal", à época Berlusconi, o soubesse e aceitasse.

O grupo, actualmente presidido por Marina, filha do chefe do Governo, anunciou que vai recorrer da condenação. Segundo a agência Bloomberg, o Mondadori tem um valor de mercado de 878 milhões de euros.

Numa reação à condenação, Berlusconi considerou-a uma "monstruosidade judicial". "Estou literalmente chocado", disse. "Todos os opositores devem saber que este Governo vai cumprir o seu mandato de cinco anos e que nada nos fará trair o mandato que os italianos nos deram", afirmou.

Nas suas palavras, Berlusconi teria já em mente uma nova ameaça: o Tribunal Constitucional vai apreciar, a partir de hoje, a lei aprovada em Julho de 2008, seis semanas após o seu regresso ao poder, e que lhe dá – tal como ao Presidente da República e aos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados – imunidade penal enquanto estiver em funções.

Os procuradores dos casos envolvendo o chefe do Gverno recorreram da aprovação da lei, alegando que viola princípios constitucionais, como o que considera todos os cidadãos iguais perante a lei. Se os 15 juízes considerarem que a lei Alfano – do nome do ministro da Justiça que a subscreveu, Angelino Alfano – viola a Constituição, os processos contra Berlusconi serão desbloqueados, observou a AFP.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

LIVRO EX-PASTOR IGREJA UNIVERSAL - MARIO JUSTINO


Introduçao do livro
"Nos Bastidores Do Reino- A Vida Secreta Na Igreja Universal Do Reino De Deus"


Não considero este livro uma autobiografia. Essas são escritas por aqueles que já viveram tudo. Ele também não pretende ser uma busca de remissão, nem uma tentativa de me justificar a quem quer que seja. Acima de tudo, este livro não tem a pobreza de ser uma forma de vingança.

Talvez eu não tivesse o direito de escrever uma historia que envolve tantas pessoas. Mas, no decorrer dos últimos anos, eu vinha sentindo uma irresistível vontade de contar a minha verdade. Entretanto, seria impossível contar essa historia sem que se revelasse, no andamento natural da narrativa, a historia dos porões da Igreja Universal.

Infelizmente, as duas historias estão fundidas em uma só. Sexo, dinheiro e drogas se confundem, no mesmo púlpito, com orações e salmos de Davi. Lamento pelas pessoas que se sentirão traídas por esta obra. Mas espero que ela contribua para que se forme uma discussão de âmbito nacional sobre a influencia nociva que pseudopastores vem exercendo sobre as massas, fazendo com que menores abandonem famílias, e estudos, desgraçando assim seu futuro e sua vida. Isso, se não é, deveria ser caso de policia. As poucas pessoas que conseguem se liberar desse crack religioso se vêem no meio de um profundo vazio.

Como se o tapete mágico tivesse sido puxado repentinamente de sob seus pés. Em muitas vezes as seqüelas são irreparáveis. Nos Estados Unidos existem varias organizações, algumas governamentais, que dão apoio psicológico e legal a essas pessoas vitimadas por grupos como a "igreja" de Edir Macedo. Eu acredito que no Brasil essas vitimas sejam em grande numero ex-pastores, missionários, evangelistas, obreiros, membros. Pessoas de boa fé que deram seus lombos para que sobre eles fosse construído o império de Macedo.

Somente denunciando elas serão ouvidas. Recuso-me a acreditar que a Constituição, quando protege a liberdade de culto, também proteja a lavagem cerebral e a exploração financeira da credulidade publica. A principio, este livro pretendia ser uma denuncia, um clamor por justiça, mas, na medida em que foi sendo concebido, foi assumindo a forma daquilo que realmente e: a trajetória de alguém que, buscando o desconhecido, encontrou a si mesmo.

MÁRIO JUSTINO
Nova York, verão de 1995



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

EDIR MACEDO E SUA IGREJA UNIVERSAL

I) Depoimento ex-pastor da IGREJA UNIVERSAL
II) EDIR MACEDO e sua casa nova

Depoimento ex-pastor da IGREJA UNIVERSAL


"Aprendi a extorquir o povo"


fonte:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI93948-15223,00-APRENDI+A+EXTORQUIR+O+POVO.html


Um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus relata como o bispo Edir Macedo o instruía a tirar dinheiro dos fiéis e a depositá-lo em contas no exterior

 Reprodução
GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal. Na foto, tirada em 2001, ele aparece no altar de uma das igrejas que comandou em Nova York




Mariana Sanches, de Balneário Camboriú (SC)

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. "Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan", diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, "desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral". Disse que "a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade" e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: "Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios". A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.
"Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja, e a meta era financeira. Não era de fiéis "


ESCLARECIMENTO

A respeito das afirmações feitas pela Rede Record sobre a reportagem "Aprendi a extorquir o povo", a revista ÉPOCA esclarece que:

1) Não paga por entrevistas ou documentos. O ex-pastor Gustavo Alves da Rocha não recebeu nada em troca de seu depoimento.

2) O ex-pastor apresentou documentos que comprovam seu antigo vínculo com a Igreja Universal do Reino de Deus. Parte deles foi publicada pela revista.

3) Antes da publicação da reportagem, ÉPOCA ouviu Jacira Aparecida da Silva, ex-mulher de Gustavo Alves da Rocha. Jacira confirmou o teor do depoimento de Gustavo, mas pediu para que suas declarações não fossem publicadas por ÉPOCA. Seu pedido foi atendido.


domingo, 4 de outubro de 2009

FHC e a Privatizaçao da VALE DO RIO DOCE

fonte:

http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/exibir_artigos_entrevistas.asp?Id_sub_artigo=240&Id_artigo=2



Há dez anos atrás, em maio de 1997, a Companhia Vale do Rio Doce (CRVD), uma das jóias da coroa do patrimônio público brasileiro, foi privatizada sob o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Um confronto entre 600 policiais militares e cerca de cinco mil manifestantes transformou as proximidades da praça XV, onde fica a sede da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) e local da privatização, num autêntico campo de guerra. O confronto terminou com 33 pessoas feridas e a privatização da Vale.


Em entrevista, Clair da Flora Martins, ex-presa política do Regime Militar, ex-vereadora em Curitiba e ex-deputada Federal pelo Paraná, afirma que "usando de uma metáfora, podemos dizer que sem a posse da Companhia Vale do Rio Doce podemos tirar a cor amarela de nossa bandeira". Ela foi a autora de uma das ações populares que questiona o leilão da Companhia Vale do Rio Doce.

Por outro lado, dez anos após leilão, a sociedade civil organizada realizará um plebiscito em nível nacional para saber a opinião dos brasileiros sobre a anulação da venda da segunda mais importante mineradora do Mundo e a maior da América do Sul. Clair da Flora Martins comenta a importância do plebiscito popular e as possibilidades de se reverter o leilão. Agradecemos ao jornalista Marcos Henrique Guimarães pela contribuição na entrevista.


Onde a Sra. estava no dia 07 de maio de 1997, há dez anos atrás quando a Vale foi privatizada a Vale e qual foi o seu sentimento?

Clair da Flora Martins - Eu estava participando de manifestações em Curitiba contra a privatização da Vale do Rio Doce juntamente com inúmeras entidades do movimento social organizado. Foi um terrível sentimento de perda...mas também de revolta por tudo aquilo estar acontecendo, por nosso país estar sendo vendido.


O que a Companhia Vale do Rio Doce representa para os brasileiros?


Clair da Flora Martins - Usando de uma metáfora, podemos dizer que sem a posse da Companhia Vale do Rio Doce podemos tirar a cor amarela de nossa bandeira. O seu valor é incalculável, não só pelas imensas riquezas minerais como ferro, bauxita, nióbio, alumínio, cobre, carvão, manganês, ouro, urânio e outros, bem como pela estrutura logística que opera em 14 estados do país, englobando 9 mil quilômetros de malha ferroviária, portos, usinas e terminais marítimos. A história da Companhia Vale do Rio Doce está ligada a nossa identidade como nação, ao orgulho nacional.


Já em 1910, no XI Congresso Geológico e Mineralógico, realizado em Estocolmo, na Suécia as reservas da Vale foram estimadas em 2 bilhões de toneladas métricas. O lucro da empresa é astronômico. Em 2007, teve ganhos de R$ 13,4 bilhões, mais de 4 vezes o valor pelo qual foi vendida. O processo pelo qual a Vale foi constituída é um símbolo da resistência nacional à dominação estrangeira. Uma resistência que começou com o presidente Arthur Bernardes e continuou com Getúlio Vargas, que encampou as reservas de ferro de Percival Farquhar, num acordo com os EUA e a Inglaterra, que só foi conseguido através da participação do Brasil na Segunda Guerra.


Com a venda da Vale, o governo Fernando Henrique fez o Brasil voltar ao período colonial, destruindo nosso projeto de nação e nos colocando simplesmente como fornecedores de matéria-prima para os chamados países de primeiro mundo. Não poderemos jamais aceitar isso passivamente.

Os defensores da privatização alegam que a anulação do leilão pode afastar os investidores e causar prejuízo à Nação...


Clair da Flora Martins - Prejuízo nós teremos se não anularmos este leilão. Um prejuízo irreparável de 400 anos, que é o tempo estimado para a lavra de nossas reservas. Este "discurso do prejuízo" é feito por quem não tem interesse em ver nas mãos dos brasileiros a riqueza que é gerada pelo nosso próprio país. Falta vontade política.


Na Bolívia, o governo de Evo Morales está "nacionalizando" o gás; na Venezuela, o Chávez está nacionalizando o petróleo. Os países latinos estão tomando consciência da importância de suas matérias-primas. E por que no Brasil isto não acontece? Aqui, o governo Lula recebeu doações da Companhia para sua reeleição, enquanto falava no prejuizo das privatizações no horário eleitoral. A Vale patrocina evento de magistrados e até campanha da fraternidade. Mas a população precisa estar consciente que o dinheiro não pode comprar o nosso futuro e nossa responsabilidade com o país.

O dinheiro não pode comprar a consciência de milhares de cidadãos, de patriotas, de brasileiros, comprometidos com as necessidades de nosso povo. Um país que não tem recursos para investir em educação, em infra-estrutura, em saúde, em segurança...não pode se dar ao luxo de remeter o lucro da venda de suas riquezas para investidores estrangeiros e particulares.


E quais são as reais possibilidades de reverter este processo? Como está o andamento das ações?

Clair da Flora Martins - As chances de reverter o processo têm dois componentes. O primeiro é jurídico. As mais de 100 ações propostas na época do leilão de privatizações (1997) foram todas elas remetidas para a Justiça Federal de Belém do Pará. Em 2002, o juiz de Belém julgou improcedentes 7 ações e extinguiu sem julgamento do mérito as outras 69. Houve, portanto, julgamentos diferentes. Em dezembro de 2005, a 5ª Turma do TRF anulou a decisão do Juiz de Belém (que extinguiu as ações sem analisar o mérito), determinando que os 69 processos retornassem a Belém para que os fundamentos constantes nas ações fossem analisados e rejeitou o recurso interposto pelos autores das 7 ações que haviam sido julgadas improcedentes, ou seja, que não tiveram ganho de causa.


A nossa ação, junto a outras ações, segue suspensa para avaliação do ministro Luiz Fux (STJ). A decisão do STJ publicada no Diário da Justiça, de 22/09/06, suspende momentaneamente o retorno das ações populares ao Juízo Federal de Belém do Pará. Assim, as ações populares que objetivam a anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce tiveram seu andamento suspenso, tendo em vista que a empresa entrou com um recurso. A Companhia Vale do Rio Doce alega que há uma orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que não pode haver julgamentos diferentes para o mesmo caso.


A 5ª Turma do TRF da 1ª Região (Brasília), de um lado, reconheceu a legalidade do processo de privatização em 9 processos e em outras 69 ações adotou procedimento diverso. Há, portanto, sentenças diferentes, descumprindo a orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que a mesma matéria deve ser decidida de forma igual. Assim, a Companhia Vale do Rio Doce requereu a anulação das decisões proferidas pela 5ª Turma do TRF da 1ª Região e a reunião dos processos. A 5ª Turma do TRF da 1ª Região, por sua vez, entregou a resposta ao pedido de informação do STJ no dia 31/10/06, sendo que agora será encaminhado ao Ministro Luiz Fux, da 1ª Seção do STJ para análise e decisão final. O outro componente é político. Ou seja, a União é ré no processo e o governo Lula, que agora representa a União, pode reconhecer a qualquer momento as nulidades do Leilão. O Poder Judiciário pode ser "esclarecido" pela opinião pública de que houve irregularidades no processo...


O que se questionou nas ações?


Clair da Flora Martins - Nós questionamos, em nossa ação, o Decreto 1510, que incluiu a CVRD no Programa Nacional de Desestatização, os vícios do edital, os critérios e o valor da avaliação da empresa. Demonstramos em nossa ação que o critério utilizado para a avaliação na época foi somente o valor das ações multiplicado pelo percentual de ações preferenciais colocadas à venda, sem examinar o valor das reservas minerais e das 54 empresas coligadas e controladas. A juíza desembargadora Selene Maria de Almeida, do Tribunal de Brasília, levou em conta estes argumentos para dar andamento ao processo.


Como a senhora vê a realização do plebiscito sobre a Companhia Vale do Rio Doce?

Clair da Flora Martins - Este plebiscito é uma prova viva de que a sociedade civil nunca vai aceitar passivamente este escândalo que é a transferência de nossas riquezas para as mãos de alguns poucos acionistas, em sua maioria de estrangeiros. O plebiscito é uma reação de quinhentos anos a exploração da Nação brasileira. Esta consulta popular vai ser o divisor de águas do governo Lula. Ou ele assume uma postura de defesa dos interesses brasileiros, ou se alia aos exploradores, aos vendilhões. Não existe meio-termo.


Nós estamos nos empenhando e vamos levar o plebiscito a cada escola, a cada Igreja, a cada sindicato, a cada entidade da sociedade civil, a cada cidadão. Depois do resultado, veremos como o governo Lula ficará conhecido no futuro. Como um governo que impediu o saque de nossas riquezas, ou como um governo que se aliou aos traidores da pátria.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Assassinato do juiz Boselino. Estado Italiano ajudou a Máfia?



Existem crimes apenas parcialmente elucidados. O tempo passa, os autores matérias são identificados, presos e condenados. Mas, não se dissipa a certeza de que uma nuvem escura encobre os mandantes do crime.

Ontem, 19 de julho, centenas de crianças deixaram as escolas para praticarem, defronte da palermitana Via d´Amélia, o "jogo da legalidade". Há 15 anos, a máfia, naquele lugar, dinamitou o magistrado Paola Boserselino, de 51 anos, e cinco policiais da sua escolta.

Para recordar os 15 anos dos assassinatos, duas estatuas em bronze foram colocadas na Via d´Amelio.

Uma das estatuas é do magistrado Paolo Boserlino, morto em 19 de julho de 1992. A outra, do seu colega de profissão e amigo Giovanni Falcone. Falcone foi morto pela Máfia em 23 de maio de 1992, ou seja, 57 dias antes de Borselino: vide post abaixo sobre a tragédia

Com efeito. Ontem, 15 anos após, abriu-se uma nova investigação. O foco: "quem estaria por trás da máfia" ?

Alguns fatos levaram às novas invstigações. Vou enunciar os principais:

1)
Borselino, 28 anos de carreira, fora designado para o ocupar o posto de Falcone, depois do assassinato de 23 de maio de 1992.

Como sabia que seria o próximo alvo, começou a escrever um diário: Agenda Rossa (Agenda Vermelha).
Na agenda, fazia avaliações e mostrava como se moviam os políticos e empresários envolvidos com a Máfia.

Também desconfiava-- e com razão—do envolvimento de 007 do serviço secreto italiano com a Máfia. Ou melhor, com 007 do Sismi, órgão de espionagem militar do Estado italiano.

Naquele 19 de julho fatídico, a pasta de Borselino foi apreendida dentro do automóvel oficial que lhe tinha transportado.

Posteriormente, a pasta de trabalho acabou entregue à família, que denunciou, de imediato, a falta da Agenda Vermelha.

Bruno Contrada- 007 do Estado a serviço da Máfia.



A referida agenda, como apurado, foi furtada. Isto logo depois da explosão do automóvel Fiat, estacionado defronte ao prédio de apartamentos onde morava a mãe de Borselino.

Parêntese Na Fiatt, 100 kg de dinamite, acionados à distância por um supermoderno sistema de detonagem à distância.

A Máfia não dominava essa tecnologia de detonagem a quilômetros de distância. Basta atentar que, 57 dias antes e quando da explosão que matou o juiz Falcone, o aparelho de acionamento remoto era rudimentar e com poucos de metro de alcance.

Parentese fechado, sem deixar de frisar que o Simi e os seus 007 sempre utilizarm ecnologia de ponta.

2)

Depois da morte de Borselino restou processado e condenado definitivamente Bruno Contrada. E ele era um 007 do Sismi (órgão de espionagem militar do Esado italiano). Contrada mudou de lado. Como agente de inteligência, trabalhou para a Máfia, transmitindo informações do Estado.

3)

Os mafiosos que se tornaram colaboradores de Justiça informaram, -- nos autor processuais e na condição de testemunhas-- ter ocorrido uma mudança nos planos mafiosos, depois da eliminação do juiz Falcone, em 23 de maio de 1992.

Referidos "pentiti" (arrependidos), declararam que, de repente e para atender uma emergência, a cúpula mafiosa começou, às pressas, a elaborar um projeto para matar Borselino.

Os colaboradores,-- ex-mafiosos--,deixaram claro que a cúpula mafiosa (órgão de governo) atendeu a pedido que partiu de fora dessa organização criminosa.

Falcone e Borselino.


















Como se percebe e para voltar à expressão empregada no início deste "post", nuvens escuras continuam a impedir que se cheguem a outros mandantes do bárbaro e ousado crime.

Não se deve esquecer, para se ter idéia das relações da Máfia com a política, da condenação definitiva por associação mafiosa de Giulio Andreotti. Ele foi sete vezes primeiro ministro da Itália: só não está na cadeia porque os crimes prescreveram. Atualmente, Andreotti, de mais de 80 anos, é senador vitalício.



testo de Wálter Fanganiello Maierovitch retirado do site http://www.ibgf.org.br/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PAPA - BERLUSCONI - DELL'UTRI E O PROCESSO POR ASSOCIAçAO MAFIOSA

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Que Deus os abençoe... por que acho que nem o diabo seria capaz com a concorrencia...




fonte: http://maierovitch.blog.terra.com.br/ (site do jurista e professor Wálter Fanganiello Maierovitch)


“Sobre cavalos, ele não entendia nada”, disse o procurador de Justiça que atua junto à Corte de Apelação de Palermo a respeito do “cavalariço” Vittorio Mangano, um mafioso de ponta contratado, de 1973 a 1975, para cuidar do valioso plantel de cavalos do haras de luxo de Sílvio Berlusconi, na sua fazenda em Arcore (norte da Itália).

“Não entendia de cavalos”, virou a frase-piada carimbada no premier Silvio Berlusconi na última sexta-feira, tão logo ele retornou dos EUA, onde, no palácio de vidro das Nações Unidas em Nova York, procurou a ribalta e só conseguiu destaque de canto de página. Isto em razão de ter passado alguns minutos preso no elevador do célebre hotel Waldorf Astorias, por problemas técnicos.

Na Corte de Apelação de Palermo tramita um processo por associação mafiosa contra o senador siciliano Marcello Dell´Utri, amigo fraterno de Berlusconi, co-fundador com ele do partido Forza Itália e seu exclusivo correspondente na Sicília.

Por sentença de primeiro grau, o senador berlusconiano Marcello Dell´Utri está condenado a 9 anos de prisão por associação à Máfia.

Sexta feira, na Corte de Palermo, o procurador de Justiça Antonino Gatto lembrou ter sido Dell´Utri a indicar o mafioso Mangano para trabalhar para Berlusconi na fazenda de Arcore.

Só para lembrar, Mangano foi condenado à prisão perpétua por ser mafioso e responsável por dois homicídios perpetrados a mando da Cosa Nostra: ele morreu em 2000, com um câncer no cérebro.

Gatto lembrou que Dell´Utri era o braço direito de Berlusconi para negócios na Sicília: “Mangano era o símbolo vivo de como a Cosa Nostra tutelava Berlusconi”. E acrescentou Gatto: “Mangano foi chamado para cultivar interesses diversos para os quais foi oficialmente contratado”.

No final da sua manifestação perante a Corte de Apelação de Palermo, indagou o procurador: - “O que fazia um cavalariço de fachada e mafioso na fazenda de Berlusconi em Arcore ?”

Numa investigação conduzida pelo magistrado Paolo Borsellino, — dinamitado pela Máfia em 1992–, figurava Vittorio Mangano. Para Borsellino ele era o “testa de ferro” que cuidava dos negócios da Cosa Nostra no norte da Itália. Esse juízo de Borsellino foi lembrado pelo magistrado Gatto, em função de representante do ministério Público.

Apesar do odor de máfia a impregnar em Berlusconi no momento, ele conseguiu, antes de o papa Ratzinger embarcar para Praga, agendar um encontro.

Sem saber o que dizer, Berlusconi, ontem, foi logo dizendo: - “Santidade, trago-lhe um afetuoso abraço do presidente Barack Obama”.

Com um cinismo nada cristão, Ratzinger emendou: - “Presidente (do Conselho de Ministros), que alegria em encontrá-lo”.

PANO RÁPIDO. Como não mais está entre nós, só podemos imaginar que tenha ficado o mafioso Mangano, –que em vida nunca montou ou tratou de cavalos–, admirado com o diálogo entre Berlusconi e o papa Bento XVI.

Nem Totó Riina, o encarcerado “capo-dei-capi” (chefe dos chefes) da Máfia poderia imaginar um trato diplomático igual.


domingo, 27 de setembro de 2009

ITALIA- MAFIA AFUNDA NAVIOS COM LIXO RADIOATIVO !!!!

Polícia italiana 'acha corpos' em navio que pode ter lixo radioativo

Nave dei veleni, l'allarme all'Ue "Il pericolo va oltre la Calabria"
foto navio (jornal La Repubblica)


Investigadores na Itália afirmaram que podem ter encontrado dois corpos a bordo de um navio que teria sido afundado por membros da máfia e pode também conter lixo nuclear.

Uma câmera submarina usada para examinar o navio, que está a uma profundidade de 500 metros na costa sudoeste da Itália, também mostrou barris da cor laranja, com a palavra "tóxico" escrita neles.

As autoridades afirmam que acreditam que o navio pode ter sido afundado pela máfia calabresa como parte de um plano para lucrar com a indústria do lixo.

O cargueiro foi descoberto depois que um informante da máfia disse às autoridades que ele estava envolvido em uma operação para destruir navios que continham lixo nuclear e outros tipos de dejetos.

'Lucro milionário'

Promotores locais afirmam que é possível que parte da tripulação não soubesse da intenção de afundar a embarcação ou então foi morta pela máfia.

As autoridades afirmam que só poderão ter certeza quando o navio for resgatado.

O informante da máfia, por sua vez, afirma que ele afundou pessoalmente dois outros navios e que também sabia a respeito de pelo menos outros 30 navios sabotados pela máfia.

O homem, que atualmente está em prisão domiciliar, disse durante interrogatório que o lixo tóxico veio de companhias farmacêuticas italianas e europeias e que a máfia recebeu entre US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,6 milhões) e US$ 20 milhões (cerca de R$ 36 milhões) para afundar os navios.



Abaixo o mapa do crime. As bolinhas indicam naves descobertas (da notar que a primeira nave afundada é de 1979!!!). Os "X" sao afundamentos suspeitos.

Fonte mapa: La Repubblica

(veja mapa completo em http://www.repubblica.it/popup/2009/affondamenti/01.html)



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

RODEIOS

Assim como acontece seguido nos circos nos quais levamos nossas crianças, nos rodeios a situaçao nao é diferente. Comprove voce mesmo, assistindo o video, como sao considerados os animais. Veja o que nao aparece - ou o que nao fazem aparecer - nos "espetaculos", tire suas proprias opinioes e, sobretudo, pense bem antes de querer parecer bacana indo a "Barretos" (rodeio de Barretos)!!!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

INTEL MULTADA por comportamento desleal (com a ajuda de HP, DELL, NEC e LENOVO)


Antitrust diz que Intel afetou e prejudicou o mercado economico com seu poder economico, prejudicando concorrentes - em especial AMD - com suas chantagens feitas a HP, DELL, LENOVO, NEC e a redes de distribuiçao come Media Saturn Holding. Assim fazendo, Intel disturbou a livre concorrencia e, de consequencia, prejudicou os consumidores. Se fossemos conscientes e inteligentes boicotarìamos Intel....


Materia abaixo do site:
http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/05/13/entenda-o-processo-da-uniao-europeia-contra-a-intel/


São Paulo - Investigações começaram em 2000 e resultaram em processo judicial só em 2007. Fabricante tentou adiar audiências várias vezes.

Nesta quarta-feira (13/05), a União Europeia aplicou uma multa recorde à Intel de 1,06 bilhão de euros, pela prática de truste dentro do bloco econômico. A fabricante de processadores é acusada de conceder descontos para grandes compradores - como governos e universidades - e de pagar redes de varejo para retirar das lojas produtos equipados com processadores da rival AMD.

Leia também
> UE multa Intel em 1,06 bilhão de euros
> Intel promete recorrer

O processo, porém, vem se desenrolando desde muitos antes. As primeiras investigações aconteceram em 2000, mas foi só em julho de 2007 que a UE acusou formalmente a maior fabricante de chips do mundo de conceder “descontos substanciais” a empresas de computadores em troca de que estas comprassem grandes volumes de seus processadores.


intel-em-numeros.gif


Em janeiro de 2008, a Intel respondeu às acusações da UE, pedindo audiências fechadas com seus conselheiros para se defender das acusações, com o prolongamento do prazo inicialmente oferecido para a fabricante.

Em julho de 2008, a Comissão Européia apresentou novas acusações antitruste contra a Intel. Nessa segunda fase do processo, foram iniciadas as investigações sobre práticas de mercada voltadas a tirar a rival Advanced Micro Devices (AMD) de varejos da Europa. Uma das acusações que pesam contra a fabricante de processadores é de que ela teria pago à rede Media Markt para deixar de vender produtos da rival.

Três meses depois, em outubro, a empresa entrou com uma ação contra a Comissão Europeia, órgão responsável por fiscalizar a competição dentro do bloco econômico, alegando que o órgão grupo falhou em obter "evidências documentadas" sobre as acusações do caso. A Intel exigiu que as decisões da Comissão fossem anuladas. Sem sucesso, a companhia disse que a ação antritruste da União Européia era “discriminatória e parcial”.

Pouco depois, a Intel tentou adiar a audiência referente à investigação antitruste realizada contra a companhia pela Comissão Europeia. Mas, no começo deste ano, a Corte de Primeira Instância de Luxemburgo, onde o processo tramita, rejeitou o pedido da fabricante de chips. A decisão de punir a Intel com uma pesada multa foi anunciada neste mês de maio, com o valor da multa, de 1,06 bilhão de euros, sendo anunciado nesta quarta-feira.