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sexta-feira, 20 de abril de 2012

REI ESPANHA CAçCANDO ANIMAIS NA AFRICA

Spagna, Re Carlos chiede scusa per la caccia allelefante

3 giorni

Ambientalistas querem rei da Espanha fora da WWF após caçada de elefantes

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1077274-ambientalistas-querem-rei-da-espanha-fora-da-wwf-apos-cacada-de-elefantes.shtml


Uma petição on-line com mais de 70 mil assinaturas exige que o rei da Espanha, Juan Carlos, 74, deixe a presidência de honra do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) espanhol, após a revelação de uma viagem do monarca à Botsuana, na África, para caçar elefantes.

O caso veio a tona após Juan Carlos se acidentar na viagem, na última sexta-feira. Ele fraturou o quadril durante a caçada e teve de retornar à Espanha às pressas para passar por uma cirurgia.

Muitos jornais e canais de televisão divulgaram uma imagem do rei posando com uma arma ao lado de um elefante morto em 2006, numa viagem ao país.

Angel Villamor, cirurgião responsável, disse que o rei tem previsão de alta nesta semana. "O rei continua com um programa de reabilitação intensivo. A fisioterapia segue satisfatoriamente. Ele consegue levantar e sentar por conta própria", afirmou o hospital San Jose, em nota.

POSICIONAMENTO

Após receber centenas de mensagens via redes sociais sobre o caso, o secretário-geral do WWF na Espanha, Juan Carlos del Olmo, publicou ontem (16) no site da ONG uma carta solicitando uma reunião com a Casa Real. Abaixo, a tradução:

"Escrevo para transmitir o profundo mal-estar e a preocupação do WWF pelos últimos acontecimentos relacionados com a participação do rei em uma caçada de elefantes na África, o que provocou uma enorme rejeição entre nossos sócios e a opinião pública, em geral contrária à caça de elefantes, mesmo quando esta é realizada de forma legal.

Parte dessas manifestações solicita que o rei não continue mais ostentando o título de presidente de honra da WWF espanhola.

Esse acontecimento mundialmente conhecido implica em um grave prejuízo à credibilidade da WWF e ao trabalho árduo que tem sido desenvolvido ao longo de 50 anos para a proteção dos elefantes e de outras espécies.

Dessa forma, considero urgente a realização de uma reunião para analisar a situação e dar uma resposta a essas pessoas."


Pierre-Philippe Marcou/France Presse
Ativistas da ONG Igualdad Animal protestam em frente ao hospital onde o rei Juan Carlos se recupera. Os cartazes mostram fotos de animais com os dizeres "estas são as verdadeiras vítimas da caça"
Ativistas da ONG Igualdad Animal protestam em frente ao hospital onde o rei Juan Carlos se recupera. Os cartazes mostram fotos de animais com os dizeres "estas são as verdadeiras vítimas da caça"

CRÍTICAS GENERALIZADAS

Além dos ambientalistas, políticos e jornais espanhóis também atacaram o rei por sua viagem, considerada extravagante em tempos de recessão, com o país sofrendo pelo alto nível de desemprego e submetido a medidas de austeridade dolorosas. Alguns comentaristas pedem que ele se desculpe ou até mesmo abdique, deixando o trono para seu filho, Felipe.

"Foi uma viagem irresponsável, no pior momento possível", afirmou o jornal "El Mundo" em editorial. "A imagem de um monarca caçando elefantes na África num momento em que crise econômica cria tantos problemas para os espanhóis é um exemplo muito ruim", emendou.

Tomas Gomez, líder do partido socialista, disse à imprensa que o rei "precisa escolher entre as obrigações públicas, ou uma abdicação que o permitira aproveitar a vida de modo diferente".

Juan Carlos, que supervisionou a transição do país para a democracia, ganhou o respeito de muitos espanhóis em 1981, quando ele condenou publicamente uma tentativa de golpe militar.

Recentemente, sua família foi alvo de críticas quando seu genro, Inaki Urdangarin, foi processado por fraude e peculato. Na última semana, o neto de 13 anos do rei se machucou ao atirar no próprio pé e levantou questionamentos sobre o uso de uma arma por um menor de idade.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A CORRUPTA FACE OCULTA DA EUROPA

Assim os senhores da guerra e a corrupta Europa fazem com que as pessoas honestas passem fome e se suicidem como na Grecia e em Italia.
_________________________________
Fonte: http://archiviostorico.corriere.it/2012/febbraio/13/Fregate_sottomarini_caccia_Quelle_pressioni_co_8_120213025.shtml 
Fragatas, submarinos e caças. Aquelas pressões de Merkel e Sarkozy para obter contratos militares

Os gregos sofrem a fome, mas tem os arsenais de guerra cheios. E eles continuam a comprar armas. Este ano, queimarao três por cento do PIB (produto interno bruto) em gastos militares. Somente os Estados Unidos, em proporção, podem permeter-se tanto . Mas o que faz Atenas desperdiçar montanhas de dinheiro? O temor dos turcos? Não, é a ganância de Merkel e Sarkozy.
Os dois líderes europeus colocaram o governo grego durante meses contra o muro:: se vocês querem ajuda, se vocês querem permanecer com o euro, vocês tem que comprar nossos tanques e nossos belos navios de guerra . A pressão de Berlim sobre o governo de Atenas para vender armas têm sido denunciada nos últimos dias por uma imprensa alemã chocados com o cinismo de Merkel, que impõe cortes e sacrifícios cidadãos helênicos e, em seguida, pretende promover a indústria de belica da Alemanha.
Até 2009, as relações entre Atenas e Berlim andavam bem, o governo grego era liderado por Kostas Karamanlis (partido de centro-direita), um grande amigo de Merkel. Os anos de Karamanlis foram uma benção para a Alemanha. "Nesse período - calculou uma revista especializada - os fabricantes alemães de armas ganharam uma fortuna." Um dos contratos militares de Atenas riguardava 170 panzers Leopard, que custaram 1,7 bilhões de euros e 223 canhões abandonados pela Bundeswehr, a defesa alemã.
Em 2008, os líderes da NATO assistiam maravilhados os loucos gastos em armas que estavam fazendo a Grécia saltar em quinto lugar no mundo como nação importadora de armas de guerra. Antes de concluir seu mandato como primeiro-ministro, Karamanlis fez um último presente aos alemães, encomendou 4 submarinos produzidos pela ThyssenKrupp. Seu sucessor, George Papandreou, um socialista, sempre se recusou a recebe-los . Ele queria economizar um gasto monstruoso. Mas Berlim insistia. Então, o líder grego encontrou uma desculpa para dizer não. Ele fez realizar uma avaliação técnica pelos seus oficiais da Marinha, que determinaram que esses submarinos não pode suportar o mar. Mas a verdade, bradou o vice de Papandreou, Theodore Pangalos, é que "querem nos impor outras armas, mas nós não precisamos delas." Deu razão a ele o ministro turco Egemen Bagis, em entrevista ao Herald Tribune, disse claramente: "Os submarinos da Alemanha e França não servem nem a Atenas nem a Ancara." No entanto, Papandreou, na desesperada procura por fundos internacionais, não poderia dizer não a tudo. No verão passado, o Wall Street Journal revelou que Berlim e Paris exigiram a compra de armas como condição para aprovar o pacote de medidas para "salvar" a Grécia.
E assim o líder de Atenas teve que se render. Em março passado da Alemanha recebeu um desconto, em vez de 4 submarinos, comprou 2 submarinos a um preço de 1,3 mil milhões de euros. Ele também teve que ficar com 223 tanques Leopard II por 403 milhões de euros, enriquecendo a indústria alemã à custa dos pobres gregos. Um ganho imoral, de acordo com o alemão líder do partido "Verdes" Daniel Cohn-Bendit. Papandreou também se comprometeu com Sarkozy. Durante uma visita a Paris em maio passado assinou um acordo para o fornecimento de seis fragatas e 15 helicópteros. Custo: 4 bilhões de euros. Mais barcos de patrulha por 400 milhões de euros. No final, Merkel foi capaz de se livrar de Papandreou, substituído pelo mais dócil Papademos. E os programas militares repartem: ele planeja adquirir 60 caças interceptores. Os orçamentos têm sido crescentes. Para 2012, a Grécia prevê gastos militares acima de 7 bilhões de euros, 18,2 por cento a mais que em 2011, três por cento do PIB.
Será que irão respeitá-los também Portugal, outro país com a água na garganta e que a Alemanha e a França estão impondo a mesma receita: compra de armas em troca de ajuda. Os produtores de armas precisam de apoio forte dos governos dos seus países para vender seus produtos. E os governos estão colocando pressão sobre potenciais compradores. Assim, os gastos militares mundiais crescem de forma alarmante: em 2011 atingiu 1,8 trilhões de dólares, 50 por cento mais que em 2001.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

OBAMA (PREMIO NOBEL DA PAZ) CONTINUA MATANDO INOCENTES (ATÉ CRIANÇAS) NO PAQUISTAO


FONTE http://www.thebureauinvestigates.com/2012/02/04/obama-terror-drones-cia-tactics-in-pakistan-include-targeting-rescuers-and-funerals/


Drones do terror de Obama: as táticas da CIA no Paquistão incluem mirar equipes de resgate e funerais


A campanha de drones da CIA no Paquistão matou dezenas de civis que tinham ido socorrer vítimas  ou que participavam a funerais, revelou uma investigação da The Bureau of Investigative Journalism para o Sunday Times.

Os resultados são publicados poucos dias depois de o presidente Obama afirmar que a campanha de drones no Paquistão era um "direcionada, esforço focado" que "não causou um grande número de vítimas civis."

Falando publicamente pela primeira vez sobre as polêmicas dos ataques drones da CIA  , Obama afirmou na semana passada que eles são usados ​​exclusivamente para golpir os terroristas, rejeitando o que ele chamou de "percepção de que estamos apenas enviando um monte de ataques à toa".

"Drones não causaram um grande número de vítimas civis", disse a um entrevistador em um fórum on-line. "Este é um esforço direcionado, focado em pessoas que estão em uma lista de terroristas ativos que tentam entrar e prejudicar os americanos".

Mas a pesquisa pelo Bureau of Investigative Journalism descobriu que desde que Obama assumiu o cargo há três anos, entre 282 e 535 civis foram de forma credível reportados como mortos, incluindo mais de 60 crianças. Uma investigação de três meses, incluindo relatos de testemunhas oculares encontrou indícios de que pelo menos 50 civis foram mortos depois  de ataques, quando eles tinham ido socorrer vítimas. Mais de 20 civis também foram golpidos em ataques deliberados contra funerais e parentes. As táticas têm sido condenadas pelos principais especialistas legais.

Embora os ataques com drones iniciaram sob a administração Bush em 2004, eles foram intensificados enormemente com Obama.

Houveram 260 ataques de Predators ou Reapers não tripulados no Paquistão pela administração de Obama - em média um a cada quatro dias. Como os ataques são realizados pela CIA, nenhuma informação é dada sobre os números de mortos.

Funcionários do governo insistem que esses ataques segretos são legais. John Brennan, assessor do presidente em contraterrorismo , argumenta que os EUA têm o direito de, unilateralmente, atacar terroristas em qualquer lugar do mundo, não apenas o que ele chamou de "campos de batalha quente".

Mas alguns especialistas em direito internacional fortemente discordam e questionam como o governo dos EUA iria reagir se um outro estado, como a China ou a Rússia iniciasse a tomar tais medidas contra aqueles que declaram como inimigos.

[...]

sábado, 7 de abril de 2012

"DEUS ABENçOE A AMERICA" DIRIA OBAMA...

Debate no Trinity College de Dublin em 2003. Fala de William Blum.
Link http://killinghope.org/bblum6/debate.htm

Aqui está
um breve resumo do que Washington tem se empenhado do fim da Segunda Guerra Mundial até o presente:

>>
Tentado derrubar mais de 40 governos estrangeiros.
>>
Injustificada invasão militar de cerca de 20 nações soberanas.
>>
Trabalhado para esmagar mais de 30 movimentos populistas que estavam lutando contra os regimes ditatoriais.
>>
Provedendo indispensável apoio a um pequeno exército de ditaduras brutais: Mobutu do Zaire, Pinochet do Chile, Duvalier do Haiti, Somoza da Nicarágua, a junta militar grega, Marcos das Filipinas, Rhee da Coréia, Shah do Irão, 40 anos de ditadores militares na Guatemala, Suharto da Indonésia, Hussein do Iraque, A JUNTA MILITAR BRASILEIRA, Trujillo da República Dominicana, o talibã do Afeganistão, e outros.

>> Soltado poderosas bombas sobre o povo de cerca de 25 países, incluindo 40 dias e noites consecutivos no Iraque, 78 dias e noites na Iugoslávia, e vários meses no Afeganistão; todos esses três países tiveram o primeiro requisito como um alvo bombardeio americano : ser completamente indefeso. E nem uma vez os Estados Unidos chegaram perto de reparar os danos causados ​​pelos seus grandes bombardeios. Afeganistão e Iraque são, claro, os exemplos mais recentes.
>> Aumentado o uso de urânio empobrecido, uma das armas mais desprezíveis já projetados pela humanidade, que produz bebês grosseiramente deformadas entre as suas muitas qualidades encantadoras, e que, num mundo civilizado não intimidado pelos Estados Unidos, seria categoricamente proibido.
>> O uso repetido de bombas de fragmentação, um outro dispositivo diabólico concebido por um cientista louco, que roubou de muitos jovens um ou mais membros, e alguns a sua visão, e continua a fazer isso todos os dias em muitos países, com as bombas permanecem no chão.
>> Tentativas de assassinato contra a vida de cerca de 40 líderes políticos estrangeiros.
>> Interferência bruta em dezenas de eleições democráticas estrangeiras.
>> Grande manipulação dos movimentos trabalhistas.
>> Vergonhosa fabricação de "notícias", cujo efeito de desinformação se multiplica quando os ativos da CIA em outros países propagam as mesmas histórias.
>> Fornecer manuais, materiais e incentivo para a prática de tortura.
>> Guerra química ou biológica ou o teste de tais armas, e o uso de herbicidas poderosos, todos que causam efeitos terríveis para as pessoas e ambientes de China, Coréia, Vietnã, Laos, Panamá, Cuba, Iraque, Afeganistão, Sérvia e em outros lugares.
>> Incentivo do tráfico de drogas em várias partes do mundo quando serve aos propósitos da CIA.
>> Apoio a esquadrões da morte, particularmente na América Latina.
>> Causar graves danos à saúde e ao bem-estar das massas do mundo girando os parafusos de do FMI, Banco Mundial, OMC e outras instituições financeiras internacionais, bem como pela imposição de sanções e embargos impiedosos.
>> Muito do acima tem criado milhões de refugiados sem-teto errantes em giro pelo mundo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

DEMOCRACIA E SOBERANIA... COMO O ELEFANTE ROSA, ALGUEM JA VIU?

Trecho da entrevista do Professor de economia Andrea Fumagalli (Italia) .
http://apertisverbis.blogspot.it/2012/03/intervista-al-professor-andrea.html


A escolha do
equilibrio na balança de pagamentos do Estado adicionado à Constituição [italiana] foi realmente ditado pela Europa?

"De acordo com algumas opiniões, isto enfraquece o próprio conceito de soberania nacional. A soberania econômica nacional é um conceito (como aquele de democracia), que não existe mais há pelo menos 20 anos.

As mudanças da organização tecnológica, da produção / acumulação e do trabalho que têm ocorrido ao longo dos últimos trinta anos redefiniram os aspectos geo-económicos e geo-políticos internacionais. O processo de financeirização foi um dos efeitos e tal processo agora determina a hierarquia de comando economico. Hoje 10 multinacionais da finança são capazes de impor seus interesses econômicos à inteiras comunidades nacionais e sopranacionais
[Uniao Europeia por exemplo].

A novidade
que
a crise europeia nos oferece é que agora sao esses poderes que escolhem diretamente os chefes de governo, enquanto até alguns anos se limitavam a condicionar indiretamente as escolhas econômicas.
"


Precisa adicionar alguma coisa?

domingo, 1 de abril de 2012

A AMERICA E SUA BARBARIE NO IRAQUE...

fonte: http://www.diplomatique.org.br/edicoes_especiais_artigo.php?id=92

[...]


O canal CBS News informava, em 19 de julho de 2003, bem antes da descoberta dos casos comprovados de tortura na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá: “A Anistia Internacional examina certo número de casos de tortura presumida cometidos no Iraque pelas autoridades norte-americanas, dos quais um é o caso Khraisan al-Aballi. A casa de Al-Aballi foi destruída por soldados dos Estados Unidos que entraram atirando para todos os lados; eles o prenderam, assim como a seu velho pai de 80 anos. Golpearam e feriram seu irmão... Os três homens foram levados... Al-Aballi diz que seus interrogadores o deixaram inteiramente nu e o mantiveram acordado por uma semana, de pé ou ajoelhado, com as mãos e os pés amarrados, a cabeça coberta por um saco. Al-Aballi diz ter declarado a seus sequestradores: ‘Não sei o que vocês querem. Eu não tenho nada’. ‘Pedi que me matassem’, conta Al-Aballi. Oito dias depois eles o deixaram partir acompanhado por seu pai... Os oficiais norte-americanos jamais responderam às inúmeras solicitações que foram feitas para discutir esse caso...”

[...]

Viva a liberdade diriam os grandes colossos produtores de arma a BUSH...

O CINISMO GLOBAL DE BUSH (escrito por CHOMSKY)

fonte: 

A "guerra preventiva" no Iraque provocou a disseminação do terrorismo pelo mundo, mas um país que dá abrigo a uma lista de notórios terroristas nunca será alvo desta política: os Estados Unidos
por Noam Chomsky
Contrariamente ao que se poderia pensar, as ocupações militares, mesmo quando realizadas pelos conquistadores mais brutais, podem ser bem-sucedidas. É o caso da invasão da Europa Ocidental por Hitler, ou a da Europa Oriental pela Rússia, no pós-guerra. Em ambos os casos, os países ocupados eram dirigidos por colaboracionistas que dispunham de redes locais, civis e militares, e eram meramente apoiados pelas tropas do conquistador. Desenvolveu-se uma corajosa resistência contra Hitler, mas sem ajuda externa ela teria sido esmagada. Na Europa Oriental (como na própria Rússia), os Estados Unidos tentaram dar apoio à resistência anti-soviética até o início da década de 50, mas sem êxito.
Por contraste, observemos a invasão do Iraque. Ela pôs fim a dois regimes monstruosos, um dos quais temos permissão de citar e o outro, não. O primeiro foi o regime do tirano; o segundo, as sanções impostas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, que mataram centenas de milhares de pessoas, devastaram a sociedade, reforçaram o poder do tirano e obrigaram a população a depender dele para sua sobrevivência (por meio do racionamento) - preservando, dessa forma, Saddam Hussein do destino que tiveram outros ditadores apoiados por diversos governos dos Estados Unidos, particularmente por parentes e amigos do atual governo norte-americano - tais como Suharto, Marcos, Duvalier, Ceaucescu, etc., que foram depostos por uma oposição interna. Tal perspectiva era plausível antes da guerra.
Ninguém duvida que a população tenha recebido com satisfação o fim das sanções e o fim do regime de Saddam Hussein. Os opositores à guerra no Iraque no mundo inteiro também, embora esse fato tenha sido ocultado. Mas teria sido possível suprimir o regime das sanções sem a guerra; além do que, se elas tivessem sido abolidas, a população poderia ter conseguido se livrar da ditadura. A investigação realizada pelo inspetor David Kay, nomeado pelo presidente Bush após a vitória, não só desmentiu, de maneira absolutamente clara, a pretensa detenção de armas de destruição em massa pelo Iraque, como demonstrou, além do mais, que o poder exercido por Saddam Hussein, nos anos que precederam a invasão norte-americana, era muito frágil. Isto confirmou, a posteriori, as teses de inúmeros especialistas que conheciam bem a situação interna iraquiana. Dois coordenadores do programa de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, Denis Halliday e Hans von Sponeck1, haviam repetido inúmeras vezes que se o boicote e as sanções impostas por Washington e Londres tivessem poupado a população, os próprios iraquianos teriam deposto seu tirano.
Infâmia comparável a Pearl Harbor

Teria sido possível suprimir o regime das sanções sem a guerra; além do que, se elas tivessem sido abolidas, a população poderia ter conseguido se livrar da ditadura

Todos sabemos que as intervenções militares podem ter efeitos secundários positivos: o bombardeio de Pearl Harbor pela aviação japonesa em dezembro de 1941, por exemplo, levou à expulsão das potências imperiais ocidentais da Ásia, poupando, dessa maneira, milhões de vidas que teriam se perdido. Seria isso uma justificativa para o fascismo japonês e seus crimes? É evidente que não. Todo mundo reconhece que a agressão japonesa contra os Estados Unidos foi um crime de guerra, o "crime capital", segundo o Tribunal de Nuremberg.
Foi com toda a razão que Arthur Schlesinger, o mais respeitado historiador norte-americano, lembrou esse precedente de Pearl Harbor quando começaram os bombardeios do Iraque. O presidente Franklin D. Roosevelt, escreveu ele, tinha motivos para dizer que o ataque japonês era uma data memorável na história da infâmia e que os norte-americanos deveriam viver com o ataque contra Bagdá como uma infâmia comparável à política imperial japonesa.
Com o fim dos dois regimes - o das sanções e o de Saddam Hussein - os Estados Unidos dispunham de recursos imensos para reconstruir o Iraque. A população estava aliviada e a resistência praticamente não contava com qualquer apoio externo. Mas ela se desenvolveu fundamentalmente a partir de dentro, como uma resposta à violência e brutalidade dos invasores. Foi necessário um verdadeiro talento para conseguir fracassar...
"Santuário de terroristas"

O governo Bush considerou os riscos da guerra insignificantes, quando comparados com a perspectiva de assumir o controle do Iraque e de suas riquezas

Isto porque a invasão desencadeou um ciclo de violência que, por sua vez, produziu ainda mais violência, como provam os terríveis combates travados em Falluja - e nos quais são os civis as principais vítimas. Embora jamais tenham existido vínculos entre o antigo regime iraquiano e a rede terrorista Al-Qaida, todo mundo concorda que o "Iraque ocupado" se tornou um "santuário de terroristas", como observou, no New York Times2, Jéssica Stern, especialista em terrorismo da Universidade de Harvard.
A guerra contra o Iraque foi decretada apesar da oposição da opinião pública internacional, que receava que tal agressão conduzisse à disseminação do terrorismo. O governo Bush considerou esses riscos insignificantes, quando comparados com a perspectiva de assumir o controle do Iraque e de suas riquezas, de lançar a primeira "guerra preventiva" e de reforçar seu domínio sobre o cenário interno norte-americano.
Por outro lado, a "guerra contra o terrorismo" fracassou e os atentados sangrentos se multiplicaram pelo mundo inteiro. Para a desgraça de seus moradores, não pára de aumentar o número de cidades atingidas pelo terrorismo desde o 11 de setembro de 2001 e, principalmente, após a invasão do Iraque. Elas já são hoje Bagdá, Casablanca, Istambul, Jacarta, Jerusalém, Haifa, Ashdod, Mombassa, Moscou, Riad, Madri e Damasco. Nesse ritmo, é possível prever um cenário em que o terrorismo e as armas de destruição em massa acabem por se unificar numa mesma organização cujos ataques poderiam assumir proporções realmente aterradoras.
Fracasso surpreendente

Para a desgraça de seus moradores, não pára de aumentar o número de cidades atingidas pelo terrorismo desde o 11 de setembro de 2001

O conceito de "guerra preventiva", tão caro a George W. Bush, revelou sua verdadeira natureza: trata-se de um simples eufemismo para poder atacar quem quer que seja. Foi o caráter arbitrário e perigoso dessa doutrina - e não, unicamente, sua concretização no Iraque - que desencadeou, em fevereiro de 2003, a grande onda de protestos contra a invasão, rejeição que se ampliou desde então, principalmente devido à incapacidade de Washington provar que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.
Desde abril de 2003 que as pesquisas junto à opinião pública revelavam que os cidadãos norte-americanos desejavam que a ONU assumisse, no pós-guerra, a principal responsabilidade de reconstruir política e economicamente o Iraque. Apesar de tudo, o fracasso da ocupação é surpreendente, considerando-se o poder militar e os recursos de que dispõem os Estados Unidos. Esse fracasso forçou o governo Bush a dar marcha à ré, resignando-se a pedir a ajuda das Nações Unidas. Estas se perguntam se o Iraque poderia vir a ter um status que não fosse o de vassalo de Washington. Os Estados Unidos construíram em Bagdá sua maior missão diplomática do mundo, com 3 mil funcionários, o que significa de maneira bastante clara que a transferência de soberania, prevista para o próximo dia 30 de junho, será consideravelmente restrita.
Esse sentimento foi reforçado pela exigência norte-americana de manter no Iraque importantes bases militares e uma presença considerável de suas tropas. Essa vontade de avassalar Bagdá também pode ser identificada nas ordens dadas por Paul Bremer, o pró-cônsul de Washington, no sentido de que a economia local permaneça aberta e controlada por estrangeiros (leia, nesta edição, os artigos de Ibrahim Warde e Juan Cole). A perda de controle sobre a economia restringe de forma radical a soberania política, assim como as perspectivas de um desenvolvimento saudável. Essa é uma das lições mais claras da história. Jamais algum país colonizado conseguiu se desenvolver enquanto sua política e sua economia fossem dominadas pela potência invasora.
O fator eleitoral

O conceito de "guerra preventiva", tão caro a George W. Bush, revelou sua verdadeira natureza: trata-se de um simples eufemismo para poder atacar quem quer que seja

Em dezembro de 2003, uma pesquisa da organização PIPA/Knowledge Networks revelou que a própria população norte-americana apóia com reticências a decisão do governo Bush de manter uma grande presença militar no Iraque em caráter permanente. Essa preocupação popular decorre do fato de que as pessoas não acreditam que a causa seja justa.
A oferta eleitoral nos Estados Unidos é bem restrita e as pessoas sabem que, em geral, as eleições são compradas nos Estados Unidos. Às vezes, o candidato democrata, John Kerry, é descrito como um "Bush carente de calorias". No entanto, as duas facções do que se convencionou chamar o "Partido dos Patrões" têm propostas políticas distintas. Os pequenos detalhes que, à saída, separam os dois candidatos, podem vir a se transformar, à chegada, em impactos gigantescos e de natureza bastante contraditória, caso o eleito seja Bush ou Kerry. Isso pode ocorrer no próximo mês de novembro, como ocorreu em 2000, quando os candidatos eram Bush e Gore.
Bush formula sua doutrina da seguinte maneira: "Livrar o mundo do Mal e do terrorismo"."Declarar guerra ao terrorismo é também declarar guerra a qualquer Estado que dê abrigo a terroristas. Pois um Estado que abriga terroristas em seu território é, ele próprio, um Estado terrorista e como tal deve ser tratado", afirmou após o 11 de setembro de 2001. Em nome dessa doutrina, Bush desencadeou a guerra no Afeganistão, em 2001, e no Iraque, em 2002. E ameaça outros países, como a Síria. Às vezes, dá até para questionar se Bush é realmente coerente, pois existem inúmeros outros países que abrigam terroristas, que os protegem, e que não são bombardeados, nem invadidos. A começar... pelos próprios Estados Unidos!
É sabido que, desde 1959, os Estados Unidos deram apoio a ações terroristas contra Cuba. Houve a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, rajadas de metralhadoras, a partir de aviões, contra civis, bombas colocadas em locais públicos, em Havana e outras cidades, o assassinato de funcionários do governo, a destruição, em pleno vôo, de um avião da empresa aérea cubana, em 1976, que provocou a morte de 80 pessoas, assim como foram organizadas dezenas de complôs para assassinar Fidel Castro. Um dos terroristas anticastristas mais famosos, acusado de ser quem planejou o atentado contra o avião comercial, em 1976, é Orlando Bosch. Em 1989, George Bush, o pai, cancelou uma decisão do Departamento de Justiça que recusava o pedido de asilo feito por Bosch. Este vive até hoje tranqüilamente nos Estados Unidos, onde prossegue com suas atividades anticastristas.
Os "combatentes da liberdade"

A perda de controle sobre a economia restringe de forma radical a soberania política, assim como as perspectivas de um desenvolvimento saudável do Iraque

A lista de terroristas refugiados nos Estados Unidos também contempla Emmanuel Constant, do Haiti, conhecido pelo apelido de "Toto" e ex-líder paramilitar da época dos Duvalier. "Toto" foi o fundador da Frente Revolucionária pelo Avanço e o Progresso do Haiti (FRAPH), uma milícia paramilitar que, obedecendo às ordens da Junta que depôs o presidente Aristide, aterrorizou a população entre 1990 e 1994. Segundo informações obtidas recentemente, "Toto" está morando no bairro de Queens, em Nova York. E Washington recusou o pedido de extradição formulado pelo Haiti. Por quê? Porque "Toto" poderia revelar os vínculos entre os Estados Unidos e a Junta, responsável por ter mandado assassinar - pelos homens da FRAHP - de 4 mil a 5 mil haitianos... É bom acrescentar que, entre os gângsteres que participaram, junto às tropas norte-americanas, do recente golpe de Estado contra o presidente Aristide, encontram-se vários ex-dirigentes da organização terrorista FRAHP...
Washington resiste a entregar gente que lhe prestou bons serviços, mesmo quando se trata de terroristas. Em fevereiro de 2003, por exemplo, a Venezuela pediu a extradição de dois oficiais que participaram do golpe de Estado de 11 de abril de 2002 e, em seguida, organizaram um atentado em Caracas antes de fugirem para Miami, onde encontraram abrigo.
Isto porque nem todos os terrorismos são da mesma natureza. E os que servem aos interesses dos Estados Unidos não poderiam ser qualificados pela expressão vilã de "terroristas". Eles são os novos "combatentes da liberdade", que é o termo empregado pelos meios de comunicação quando se referiam a Osama bin Laden - nos tempos em que ele praticava ações terroristas contra os soviéticos e a servi?

segunda-feira, 19 de março de 2012

A INDIFERENçA: QUE BELEZA....

 O mundo ocidental em que vivemos hoje possui muitas falhas graves e perigos, mas comparado ao mundo de ontem tem uma enorme vantagem: todos podem saber tudo sobre tudo. A informação é hoje o "quarto poder" pelo menos em teoria, o cronista e o jornalista têm acesso livre em todos os lugares, ninguém os pode parar , distanciar ou silenciar. E tudo mais fácil: se você quiser, escuta o rádio do seu país ou de qualquer outro país; escolhe o jornal que você quer, italiano de qualquer tendência, ou americano ou soviético, dentro de uma ampla gama de alternativas; compra e le os livros que você quer, sem medo de ser acusado de "atividades subversiva" ou de procurar-se a casa uma busca da polícia política. Claro que não é fácil escapar de todos os condicionamentos, mas você pode pelo menos escolher o condicionamento que preferir. [...]

Na Alemanha de Hitler era difuso um costume particular: quem sabia não falava,, quem não sabia não fazia perguntas, a quem fazia perguntas não se respondia. Desta forma, o cidadão típico alemão conquistava e defendia a sua ignorância, que lhe parecia uma justificativa suficiente de sua adesão ao nazismo: fechando a boca, os olhos e os ouvidos, ele se construia a ilusão de não estar ciente, e então de não ser cúmplice, do que acontecia fora de sua porta.



PRIMO LEVI
Appendice (1976) a Se questo è un uomo, in Opere, Einaudi, Torino 1998

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RELIGIAO: OPIO DOS POVOS

O fundamento da crítica irreligiosa é: o homem faz a religião, e não a religião o homem. De fato, a religião é a consciência de si mesmo e o sentimento de si do homem que ainda não conquistou ou já perdeu novamente a si mesmo. Mas o homem não é um ser abstrato, colocado fora do mundo. O homem é um homem do mundo, do Estado, da sociedade. Este Estado, esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido.



A religião é a teoria geral deste mundo, seu compêndio enciclopédico, sua lógica em forma popular, o seu ponto de honra espiritualista, seu entusiasmo, sua sanção moral, a sua conclusão solene, a sua base universal de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui uma realidade verdadeira . A luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra aquele mundo, do qual a religião é o aroma espiritual.



A miséria religiosa é tanto uma expressão da miséria real e um protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo sem coração, assim como é o espírito de uma condição sem espírito. É o ópio do povo.



Eliminar a religião enquanto ilusória felicidade do povo quer dizer exiger a sua verdadeira felicidade. A necessidade de abandonar as ilusões sobre sua condição é a necessidade de abandonar uma condição que necessita de ilusões. A crítica da religião é, portanto, a crítica do vale de lágrimas, da qual a religião é a auréola.



A crítica arrancou da corrente as flores imaginárias , não para que o homem carregue uma corrente nua e desconfortavel, mas para que ele possa se livrar da corrente e colher as flores vivas.

A crítica da religião desengana o homem para que ele pense, opere, constitua a sua realidade como um homem desiludido e que alcançou a razao, de modo que ele se mova em torno de si mesmo e, portanto, em torno de seu verdadeiro sol.

A religião é apenas o sol ilusório que gira em torno do homem até que ele não se move em torno de si mesmo.

Portanto, é tarefa da história, uma vez desaparecido o além da verdade, restabelecer a verdade daqui . É principalmente tarefa da filosofia, que está a serviço da história, uma vez desmacarada a sagrada figura da auto-alienação humana, desmascarar a auto-alienação em suas figuras terrenas. A crítica do céu transforma-se assim em crítica da terra; a crítica da religião na crítica do direito; a crítica da teologia na crítica da política

(Karl Marx - Per la critica della filosofia del diritto di hegeliana - 1844)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A ETERNA MENOR IDADE DOS HOMENS

TRATO DA: http://bfp.sp.unipi.it/dida/kant_7/ar01s04.html#ftn.id2794969

Immanuel Kant

Iluminismo é a saída do ser humano do estado de imaturidade do qual ele mesmo é culpado. Imaturidade é a incapacidade de usar o proprio entendimento sem a orientação de outro. Culpada é essa imaturidade, se a sua causa não depende de um defeito de entendimento, mas por falta de determinação e coragem para usá-lo sem a orientação de outro. Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento! Então este é o lema do Iluminismo.

A preguiça e a covardia são as razões pelas quais grande parte dos seres humanos, depois que a natureza da muito tempo os libertou da guia altrui , no entanto, permanecem de bom grado de menor idade a vida, e por isso tão facilmente outros conseguem estabelecerem-se como seus tutores. É muito conveniente ser menor de idade! Se eu tiver um livro que tem intelecto por mim, um diretor espiritual que tem uma consciência por mim, um médico que avalia a dieta por mim, etc., Eu certamente não preciso esforçar-me sozinho. Eu não preciso pensar, desde que possa pagar: outros prontamente assumirao esta tarefa tediosa em meu lugar. A garantir que a grande maioria dos seres humanos considere a mudança para a maior idade, além de difícil, também muito perigoso, se preocupam jà os tutores que tão gentilmente assumiram a alta vigilância sobre eles. Depois de ter-lhes inicialmente estupidecidos, como se fossem animais de estimação, e de ter cuidadosamente evitado que essas plácidas criaturas ousassem dar um passo sem o andador pra crianças no qual lhes engaiolaram e em que foram confinados, mais tarde descrevem-lhes o perigo que os ameaça se tentassem andar sozinhas. Ora, este perigo não é tão grande, porque, com poucas quedas, eles eventualmente aprenderiam a andar: mas um exemplo deste tipo, no entanto, os rende timorosos e, normalmente, os alontana de qualquer ulterior tentativa.

Para cada ser humano individualmente tomado é, portanto, difícil de se livrar de uma menor idade que lhe virou quase natureza . Chegou até mesmo a amá-la, e de fato é realmente incapaz de usar seu próprio entendimento,, não lhe tendo nunca sido autorizado de colocar-lo a prova. Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos de um uso racional, ou melhor de um abuso , de suas disposiçoes naturais, são a base de uma menor idade permanente. E mesmo aqueles que se livrassem desse jogo , faria, no entanto,só um salto inseguro mesmo sobre a vala mais estreita , nao sendo acostumado a mover-se tão livremente. Entao, somente poucos são capazes, trabalhando em seu próprio espírito, de livrar-se da menor idade caminhando , ao mesmo tempo, com passo seguro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Soldados americanos mijam em corpos mortos no Afeganistao

Nao precisa descriçao.
Essa é a America.
Esses sao "marines"!
Essa é a moral e a liberdade que os Estados Unidos porta ao mundo....

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

RAINHA INGLATERRA TENTA ROUBAR DINHEIRO DOS POBRES INGLESES

("Rainha") Elizabeth 2ª quis usar fundo para pobres para pagar contas de palácio

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/806183-elizabeth-2-quis-usar-fundo-para-pobres-para-pagar-contas-de-palacio.shtml


NESSE MUNDO Sò DUAS COISAS NAO TEM LIMITE:

A IGNORANCIA DOS POVOS e A GANANCIA DOS MILHARDARIOS...
Multidao na frente do Palacio Buckingham Palace para ver casamento do principe!!!


Mesmo uma rainha precisa de uma ajudinha de tempos em tempos -- especialmente quando o custo para aquecer seu palácio passa de US$ 1,5 milhão por ano.
A rainha, no caso, foi Elizabeth 2ª, uma das mulheres mais ricas do mundo. Ela pediu ajuda a um fundo do governo que oferece subsídio para aquecer a casa de britânicos de baixa renda.



Matt Dunham/AP - 17.mai.05
Palácio de Buckingham, em Londres; custo para aquecer o local passa de US$ 1,5 milhão por ano
Palácio de Buckingham, em Londres; custo para aquecer o local passa de US$ 1,5 milhão por ano



O pedido de sua Majestade, feito em 2004, foi educadamente recusado pelo governo -- em parte, por causa do medo de publicidade negativa-- e varrido para debaixo do tapete, silenciosamente. Até que o jornal "Independent" teve acesso a documentos, por meio da lei de liberdade de informação, e divulgou o caso na última sexta-feira (24).


Os documentos citam um funcionário não identificado gentilmente lembrando a família real de que o programa de 60 milhões de libras é voltado a famílias carentes, não à aristocracia, e notando o potencial desastre público que poderia acontecer se o dinheiro fosse destinado ao palácio de Buckingham, em vez de a hospitais e associações de moradores carentes.
Autoridades do palácio, decepcionadas, confirmaram o caso na sexta-feira. A porta-voz do Palácio de Buckingham disse que as autoridades reais exploraram a possibilidade de obter dinheiro por meio do programa como forma de reduzir o custo da monarquia para os contribuintes, tornando o sistema de energia do palácio mais eficiente. Ela alegou que, na época, a família real não sabia que o dinheiro era voltado a britânicos de baixa renda. 



Assistentes reclamaram em 2004 que as contas de gás e eletricidade da rainha, que tinham aumentando em 50% naquele ano, haviam se tornado "insustentáveis".
A revelação do "Independent" gerou uma certa revolta no Reino Unido porque ocorreu em um momento em que o país enfrenta severos cortes nos gastos públicos em meio a uma prolongada recessão.
CRÍTICAS

Graham Smith, porta-voz do grupo antimonarquia Republic, disse que a tentativa da rainha de usar fundos destinados à baixa renda é vergonhosa. "É uma evidência clara do desprezo que o palácio tem pelas pessoas comuns nesse país", afirmou.
Alguns londrinos concordam.
O instrutor de academia Nick Bowring, 23, disse não acreditar que a rainha deva receber ajuda para pagar contas de aquecimento. "Há pessoas que precisam mais do que ela."
As finanças da rainha já geraram controvérsias no passado, com debates ocasionais sobre o motivo de a chefe de Estado britânica --cujo papel é principalmente cerimonial-- custar tanto aos contribuintes.
A monarca de 84 anos tem residências reais por todo o país, incluindo o castelo Balmoral, na Escócia, e a Sandringham House, no leste da Inglaterra. Outras residências, como o palácio de Holyroodhouse em Edimburgo (Escócia) e o palácio de St. James, em Londres, são usados como escritórios ou para outras funções.
Ela possui muitos outros bens, incluindo uma extensa coleção de arte e uma frota dos mais finos automóveis do mundo, apesar de o iate real ter sido vendido.
O palácio de Buckingham é propriedade real desde que o rei George 3º o comprou em 1761, e é a residência oficial dos monarcas britânicos desde 1837. Embora ele tenha jardins magníficos e grandes salas com pinturas e mobiliário de de valor inestimável, grande parte do palácio, que tem 775 cômodos, não foi modernizada e é fria e canaliza vento. Muitas das salas usadas pelos funcionários são extremamente escuras.
O isolamento é ruim e os sistemas de aquecimento precisam ser substituídos, assim como muitas das janelas, que não possuem bons vidros. Teste de imagem termal, usado para identificar e medir gasto de energia, mostrou o aquecimento escapando pelas janelas, o telhado e buracos nas paredes.
VERBAS

Contribuintes financiam a casa real com um total de 38,2 milhões de libras (R$ 103,5 milhões) por ano, valor que, segundo o site oficial da monarca, custa aos 62 milhões de britânicos menos de 1 libra.
A página na internet destaca que as despesas reais têm sido cortadas substancialmente nas últimas duas décadas, caindo de 87,3 milhões de libras no ano fiscal de 1991-1992 para os 38,2 milhões de libras neste ano. Esse total não inclui o custo de segurança para a rainha e sua família.
Elizabeth 2ª também recebe 7,9 milhões de libras todos os anos para os salários de seus funcionários e outras despesas, um valor que não subiu nos últimos 20 anos.
A contabilidade mostra que o governo gastou mais de 15 milhões de libras na manutenção de residências reais, incluindo o palácio de Buckingham e o castelo de Windsor, e quase 4 milhões de libras em viagens reais.
Enquanto alguns criticam a rainha por tentar conseguir ainda mais ajuda do governo, outros a defendem.
O carpinteiro Ian Laming, 49, disse que o governo deveria ter aceitado seu pedido. "Ela ajuda muito", disse, completando que a monarca é um grande benefício à economia do Reino Unido. "Você só precisa andar até o palácio de Buckingham para ver todos os turistas."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ESTADOS UNIDOS: DEPOIS DA INVASAO, O ROUBO AO POVO IRAQUIANO...

Iraque: instituições americanas desviaram US$ 17 bilhoes do país

Fonte:  http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5194765-EI308,00-Iraque+instituicoes+americanas+desviaram+US+bi+do+pais.html

O Parlamento do Iraque procura cerca de US$ 17 bilhões que o país diz terem sido roubados depois da invasão dos Estados Unidos ao país em 2003. O legislativo iraquiano pediu ajuda às Nações Unidas para achar os recursos e afirma que indícios apontam que os valores foram desviados por instituições americanas.
Em 2004, o governo do ex-presidente americano George W. Bush enviou bilhões de dólares ao Iraque. O dinheiro era da venda do petróleo iraquiano, recursos do programa petróleo por comida das Nações Unidas e de bens iraquianos confiscados.

O dinheiro desaparecido havia sido levado dos Estados Unidos para o Iraque para ajudar na reconstrução do país depois da queda de Saddam Hussein, mas acabou desaparecendo. Numa carta no mês passado ao escritório das Nações Unidas em Bagdá, o Comitê de Integridade do Parlamento pediu ajuda para achar e recuperar o dinheiro de petróleo tirado do Fundo de Desenvolvimento do Iraque em 2004 e perdido no caos pós-invasão.

"Todas as indicações são de que as instituições dos Estados Unidos da América cometeram corrupção fiscal roubando dinheiro do povo iraquiano, que fora alocado para desenvolver o Iraque, cerca de US$ 17 bilhões", diz a carta enviada às Nações Unidas, junto com um relatório de 50 páginas.

O comitê chama o desaparecimento do dinheiro de um "crime financeiro", mas diz que resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidos não permitem ao Iraque fazer alegações contra os Estados Unidos. "O nosso comitê decidiu levar esse tema até vocês para exame e para a recuperação do dinheiro roubado", declara a carta.

Representantes das Nações Unidas não estavam disponíveis para comentar o caso. O Fundo de Desenvolvimento do Iraque foi estabelecido em 2003, um pedido da autoridade provisória do país naquela época, entidade comandada pelos EUA. O fundo era para ser usado para pagar salários e pensões de funcionários do governo iraquiano, além de projetos de reconstrução.

Em julho passado, um relatório da inspetoria americana para a reconstrução do Iraque afirmou que o Departamento de Defesa dos EUA não foi capaz de prestar contas de maneira apropriada de US$ 8,7 bilhões de dinheiro da venda de petróleo e gás iraquianos, depois da invasão de 2003.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A ORGIA SE TRANSFORMA EM NATAL... O TRAVESTIMENTO DE UM VELHO RITO ROMANO DE HOMENAGEM AO DEUS CHAMADO SATURNO



SATURNALIA – TEMPO DE PRESENTES




Texto de Leni Ribeiro Leite (paginas 103-108) em:
ANAIS DA XXV SEMANA DE ESTUDOS CLÁSSICOS
Intertextualidade e Pensamento Clássico
13 a 16 de setembro de 2005
DEPARTAMENTO DE LETRAS CLÁSSICAS
FACULDADE DE LETRAS / UFRJ
Disponivel em http://www.letras.ufrj.br/pgclassicas/SEC-Textos-2005.pdf



    No começo de dezembro, escreve Columella, o fazendeiro deveria ter terminado sua plantação de outono. Então, no momento do solstício de inverno – 25 de dezembro no calendário Juliano – Saturno, o deus do plantio e da colheita, era homenageado com um festival. As Saturnalia eram oficialmente celebradas no dia 17 de dezembro (a.d. XVI Kal. Ian.) e, na época de Cícero, duravam sete dias, de 17 a 23 de dezembro. Augusto tentou limitar o feriado para três dias, de forma que as atividades civis não tivessem que se interromper por mais tempo do que o necessário, e Calígula estendeu-o para cinco dias. Ainda assim, parece que as celebrações continuavam acontecendo durante uma semana inteira, de acordo com Macróbio, com a troca das sigillaria, pequenas figuras de terracota ou prata dadas como presente.
     Macróbio, em seu livro denominado exatamente Saturnalia, cria uma simpósio imaginário entre intelectuais pagãos, que ocorre durante o período das Saturnalia. Em certo ponto, ele oferece uma explicação para a duração variada do feriado. Segundo consta, o feriado era originalmente celebrado em um só dia, 19 de dezembro (a.d. XIV Kal. Ian.). Com a reforma do calendário Juliano, entretanto, dois dias foram adicionados a dezembro, e as Saturnalia passaram ao dia dezesseis antes das Kalendas de janeiro, ou seja, dezessete de dezembro 
“resultando que, já que o dia exato não era conhecido de forma comum – alguns observando a adição que César fizera ao calendário e outros seguinte o antigo costume – o festival passou a ser considerado como durando mais do que um só dia.”
     O dia original havia sido escolhido em função da Opalia, em honra à deusa Ops, que personificava a abundância e os frutos da terra, e era a consorte de Saturno. Como as duas divindades representavam o produto dos campos e pomares, eles também representavam o céu e a terra. Era por esta razão, segundo Macróbio, que os festivais eram celebrados ao mesmo tempo, com os cultores de Ops sempre sentados em oração, de forma a tocar a terra, mãe de todos. 
    No calendário romano, as Saturnalia eram consideradas dias sagrados, ou feriados, em que ritos religiosos aconteciam. Saturno recebia sacrifícios; no Templo de Saturno, um dos mais antigos segundo os registros dos pontífices, construído para as Saturnalia, os pés da imagem do deus eram livrados dos fios de lã que o cingiam, para simbolizar a libertação do deus.
    Mas as Saturnalia eram também dias de festas. Após o sacrifício no templo, havia um banquete público, costume que, segundo Tito Lívio, havia sido iniciado em 217 a.C. Pode ter havido também um lectisternium, ou seja, um banquete para o deus em que sua imagem era colocada junto à mesa, como um conviva. De acordo com Macróbio, a saudação durante o período era “Io, Saturnalia”, que os participantes do banquete gritavam durante a festa no templo.
     As Saturnalia eram sem dúvida a festividade mais popular do calendário romano. Catulo as descreve como “o melhor dos dias”, no poema 14:

Nei te plus oculis meis amorem,
Iocundissime Calue, munere isto
Odissem te odio uatiniano;
Nam quid feci ego quidue sum locutus,
Cure me tot male perdere poetis?
Isti dei mala multa dent clienti,
Qui tantum tibi misit impiorum.
Quod si, ut suspicor, hoc nouum ac repertum
Munus dat tibi Sulla literator,
Non est mi male, sed bene ac beate,
Quod non dispereunt tui labores.
Dei magni, horribile est sacrum libellum!
Quem tu scilicet ad tuum Catullum
Misti, continuo ut die periret
Saturnalibus, optimum dierum!



Se não te amasse mais do que a meus próprios olhos,
Felicíssimo Calvo, por tal presente
Eu te odiaria com o ódio de Vatínio;
Pois o que eu fiz, o que eu falei,
Para que me perdesses com tão maus poetas?
Que os deuses mandem muitos males ao teu cliente
Que enviou a ti tantas coisas ímpias.
Se, conforme suspeito, este presente novo e inacreditável
Te dá Sila, o gramático, não me parece mal,
Mas sim bom e belo por não desperdiçares teus esforços.
Grandes deuses, que livro horrível e infame!
Este que sem dúvida tu deste a teu Catulo para que ele morra
subitamente
Neste dia de dons, das Saturnais, melhor dos dias!

     Neste poema de Catulo, encontramos o costume mais bem documentado dos dias das Saturnais: o de trocar presentes. As Saturnais eram uma ocasião para celebrações em que os amigos deveriam ser visitados e presenteados, inicialmente com as já mencionadas sigillaria e pequenas velas de cera (cerei), talvez para representar a volta do sol com sua luz. Também atesta o costume Petrônio, no Satyricon 56.7-10. No entanto, ao que tudo indica, logo os tipos de presentes foram significativamente ampliados, conforme documenta Marcial. Este autor nos legou dois livros inteiros de epigramas, intitulados Xenia e Apophoreta, exclusivamente compostos de dísticos que são dedicatórias criadas para acompanhar vários tipos de presentes. Cada pequeno poema tem um título, que nada mais é do que o presente que o epigrama deveria acompanhar. Considera-se que os livros teriam sido publicados em dezembro do ano 85 d.C. O primeiro contém poemas para acompanhar presentes de comida e bebida; o segundo, presentes de variados tipos, a serem dados aos visitantes. Estes livros são tradicionalmente numerados XIII e XIV, respectivamente, nas edições das obras completas do autor. 



[...]

     No entanto, nem todos parecem ter apreciado a festa, nem a apreciado da mesma forma. Sêneca, nas Epistulae Morales ad Lucilium, reclama que “toda a plebe se deixa levar pelos prazeres”. Plínio-o-Jovem diz que se retirava para seu quarto enquanto o resto da casa celebrava. Cícero ia para o campo. Aulo Gélio, nas Noctes Atticae XVIII. 2 conta que ele e seus compatriotas romanos se reuniam nos banhos em Atenas, onde estudavam, e faziam um jogo de perguntas e respostas e, caso ninguém soubesse responder à pergunta feita, deveriam dedicar uma coroa de louros a Saturno.
     Uma característica da celebração que ganhou em importância com o passar do tempo era que, durante o feriado, muitas restrições eram deixadas de lado, e a ordem social era invertida. Jogos de azar eram permitidos em público. Os escravos não precisavam trabalhar e podiam jogar com os dados; ao invés da toga, roupas menos formais eram permitidas (synthesis). Dentro da família, um “chefe do desregramento” era escolhido. Os escravos eram tratados como iguais, inclusive usando roupas de seus senhores e sendo servidos nas refeições. Essa igualdade era temporária, é claro, e Petrônio fala de um escravo imprudente que agiu em outra época do ano “como se fosse dezembro”.
     No fim do primeiro século d.C., Estácio ainda podia proclamar:

“Por quantos anos este festival vai permanecer! Nunca a terra
deverá destruir dia tão sagrado! Enquanto as colinas do Lácio
permanecerem de pé, e o pai Tibre, enquanto romano e o
Capitólio estiverem firmes sobre o mundo, ele deve continuar.”
     
     E a Saturnália de fato continuou sendo celebrada, como Brumália (de bruma, solstício de inverno) até a era cristã, quando, em meados do século IV d.C., seus rituais acabaram absorvidos pela celebração do Natal. Há quem diga que os cristãos do século IV apontaram o dia 25 de dezembro como o do nascimento de Cristo porque os pagãos já tinham esse dia como sagrado. Essa escolha evitaria o problema de eliminar um feriado muito popular e auxiliaria no processo de cristianização da população.
     No entanto, houve problemas, registrados em sermões e outros documentos eclesiásticos, em função das diferenças entre as celebrações, uma vez que já no primeiro século d.C. são registradas profundas alterações nos costumes das Saturnalia. O feriado em honra a Saturno parece ter-se degenerado para os excessos, marcados pela alteração de papéis sociais, e a liberdade de ação então proclamada teria sido a razão pela qual, já na era cristã, o termo saturnalia, em minúscula, seria sinônimo de ORGIA. Sêneca, dirigindo-se novamente a Lucílio, escreveu a respeito das Saturnalia romanas nos seguintes termos:

“É agora o mês de dezembro, em que a maior parte da cidade está
em festa. Rédeas soltas são dadas para a dispersão pública, em
qualquer lugar que se vá são ouvidos os sons de grandes
preparações, como se houvesse realmente uma grande diferença
entre os dias devotados a Saturno e os dias comerciais. Se você
estivesse aqui, eu gostaria de debater com você se deveríamos ter
uma noite como as outras ou se, para evitar a diferença,
deveríamos ambos ter um jantar melhor e deixar de lado a toga.”

A moral estóica, e depois a cristã, condenaram as Saturnalia, especialmente em sua faceta de inversão dos valores e costumes, tal como aconteceu com outras festas pagãs, vide o Carnaval, ainda hoje evitado pelos segmentos mais religiosos. No entanto, o costume da troca de presentes moderna pode ser traçado até as pequenas sigillaria, e não faltam a nós os banquetes com os amigos e família, regados a vinho e alimentos festivos, como agradecimento pela fartura, e como promessa de um novo ano de colheitas abundantes.


Referências bibliográficas:


BORNECQUE, H. & MORNET, D. Roma e os romanos. SP: EPU-EDUSP, 1976.
CATULO. O livro de Catulo. Trad. João Ângelo Oliva Neto. SP: EDUSP, 1996.
GRIMAL, Pierre. Dicionário de mitologia grega e romana. 4. ed. RJ: Bertrand Brasil, 2000.
MARTIAL. Epigrams. Cambrige, Massachussets: Harvard, 1993.
SULLIVAN, J. P. Martial – The Unexpected Classic. Cambridge: Cambridge University, 1991.