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terça-feira, 15 de maio de 2012
Petiçao Desmatamento Zero
sábado, 12 de maio de 2012
Brasil, ditadura e Condor: Entrevista com Horacio Verbitsky
Fonte: http://old.kaosenlared.net/noticia/brasil-entrevista-com-horacio-verbitsky
“O caso do Brasil é o caso mais extremo no Cone Sul, um caso de segredo e de obscuridade.O Brasil ainda mantém em segredo os arquivos da Guerra do Paraguai,um fato que ocorreu há um século e meio.”
Horacio Verbitsky é uma comissão de verdade em si mesmo. A dívida da sociedade argentina com esse jornalista investigativo que revelou os rincões mais obscuros da repressão da última ditadura militar é enorme. Diretor do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), autor de cerca de 20 livros e de investigações jornalísticas de muito peso, Verbitsky é um dos mais finos conhecedores dos sistemas repressivos na América Latina. Suas obras e seu trabalho a frente do CELS lhe valeram numerosos reconhecimentos internacionais, entre eles o prêmio da Fundação Konrad Adenauer e o da Comissão Nacional Consultiva dos Direitos Humanos da França.
Por meio do CELS, cuja vocação é a promoção e proteção dos direitos humanos e o fortalecimento do sistema democrático na Argentina, Verbitsky promoveu numerosas causas contra os repressores argentinos. Ele é autor de uma das revelações mais horripilantes da recente história argentina. No livro “El vuelo” (“O Voo”), Horacio Verbitsky traz o testemunho de Adolfo Scilingo, um militar que contou em detalhes a metodologia de extermínio empregada pelos militares para eliminar os opositores na última ditadura militar. “El Vuelo” narra todo o pavoroso processo dos seqüestros, as torturas, o envolvimento da Igreja Católica e a participação dos médicos naquilo que seria a solução final: lançar no mar as pessoas seqüestradas.
Em entrevista à Carta Maior, Verbitsky analisa o peso dos arquivos na busca da verdade e da justiça, detalha o funcionamento dessa multinacional do crime que foi a Operação Condor e destaca as particularidades que fazem do Brasil um país que ainda guarda em documentos secretos a implicação de suas forças armadas nos anos de chumbo.
ENTREVISTA
Horacio Verbitsky - A Operação Condor foi organizada por chilenos, argentinos, brasileiros, uruguaios, paraguaios e peruanos. Os arquivos norte-americanos serviram para confirmar que os estadunidenses sabiam da existência da Operação Condor e constatar a forma pela qual Washington interviu nessa operação.
Por exemplo, os documentos dão conta de uma reunião no Chile, em junho de 1976, entre o então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, e o vice-almirante argentino César Guzzetti. Eles voltaram a se encontrar em Nova York, em novembro-dezembro do mesmo ano. Nas duas vezes, Guzzetti contou a Kissinger o que estavam fazendo com a repressão e Kissinger respondeu dizendo: “façam, mas terminem rápido”.
Nós usamos muitos desses documentos nos julgamentos. Eles foram muito úteis como peças para completar quebra-cabeças. Esses documentos não eram provas em si mesmo, mas se encaixavam com outras coisas que estavam sendo investigadas. A divulgação dos arquivos é essencial para facilitar que seja feita a justiça. Mas não é tudo. Na Argentina, a justiça avançou muito – diria que mais que em qualquer outro lugar do mundo -, mas avançou apesar de não haver arquivos.
A Argentina é a prova de que o arquivo é útil, mas não imprescindível. O que ocorre é que, sem o arquivo, depende-se da reconstrução oral, do testemunho do sobrevivente, e isso faz com que muita gente escape porque não há quem testemunhe contra eles, porque mataram as vítimas.
Os arquivos também servem para afinar um pouco a direção da busca. A falta de arquivo pode levar a que se queira julgar todo mundo, ou seja, como houve um genocídio, quem estava ali era responsável. Nós, no CELS, defendemos que têm que existir provas concretas da participação de uma pessoa.
No caso do Brasil, neste momento há um forte debate sobre a abertura ou não dos arquivos da ditadura.
Horacio Verbitsky - O caso do Brasil é o caso mais extremo no Cone Sul, um caso extremo de segredo e de obscuridade. O Brasil ainda mantém em segredo os arquivos da Guerra do Paraguai, um fato que ocorreu há um século e meio. No que diz respeito à ditadura, e comparando com o que aconteceu na Argentina, há vários fatores que explicam isso. Por um lado, comparativamente com a Argentina, no Brasil a quantidade de vítimas é ínfima. O Brasil tem uma população várias vezes superiores a da Argentina e teve menos de 150 pessoas desaparecidas. O que houve sim foram milhares de torturados. Isso foi muito bem investigado pelo Arcebispo de São Paulo, Paulo Evaristo Arns. Ele conseguiu ver arquivos e atas ainda que não estivessem abertos oficialmente.
Em segundo lugar, isso também se explica porque, no contexto do princípio desenvolvimentista, no Brasil houve um governo em sucedido. Em troca, na Argentina, foi um fracasso. A outra diferença entre os dois países radica igualmente no fato de que, enquanto o Brasil teve relações amistosas com as potências, a Argentina viveu uma guerra com a Grã-Bretanha (as Malvinas) e os Estados Unidos. Com isso, a possibilidade de que os militares brasileiros mantenham os arquivos fechados tem sido e é muito forte. Uma ditadura como a argentina que massacrou um percentual muito alto de pessoas e que, além disso, fracassou economicamente e perdeu uma guerra contra a Grã-Bretanha, não está em condições de manter segredos de Estado.
Mas não faltou vontade política por parte dos sucessivos governos, começando pelo de Lula?
Horacio Verbitsky - O governo de Lula não teve muito entusiasmo para mexer nesse tema. Vários fatores explicam isso: a experiência pessoal sindical de Lula, que não tem muito a ver com a de Dilma. Pode ser que isso tenha influído. Mas, de modo mais geral, no Brasil não há um grande interesse por esses temas. A sociedade não se interessa muito, é um tema que não provoca entusiasmo.
Eu tenho uma experiência muito concreta. Meu livro “El Vuelo”, que traz as confissões de Adolfo Scilingo sobre como se jogavam no mar os presos na ESMA (Escola Mecânica da Armada), foi traduzido para muitos idiomas, mas a edição que menos repercussão teve foi a brasileira. O livro teve mais repercussão na Itália, na Inglaterra, na França ou nos EUA do que no Brasil.
Há, então, no Brasil, uma espécie de bloqueio político.
Horacio Verbitsky - Sim, sim, muito claro.
A Operação Condor foi uma autêntica coordenação entre as ditaduras do Cone Sul. Seguirá sendo um fato pouco comum na história latino-americana?
Horacio Verbitsky - Foi uma coordenação das ditaduras da Argentina, Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai e Peru. Essas ditaduras compartilhavam informação de inteligência e também operativos de inteligência. Há argentinos detidos no Chile, no Uruguai, no Peru e no Brasil que foram entregues às forças armadas argentinas para serem assassinados. E na Argentina, também operaram forças dos outros países. Houve um campo de concentração em Buenos Aires que se chamava Automotores Orletti, onde o grosso dos detidos era de uruguaios. Os repressores de Montevidéu vinham participar dos interrogatórios junto aos argentinos. Dali eram transportados a Montevidéu e decidiam quem vivia, quem morria e quem roubava as crianças. Foi uma colaboração muito estreita entre os governos.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
O CARATER MAFIOSO DO BRASIL
A primeira confissão do atentado ao Riocentro
Ex-delegado do DOPS conta ter participado atentado, dá nomes dos chefes militares da operação e conta o que deu errado
“Participei do atentado ao Riocentro (durante as comemorações do Dia do Trabalhador, em 1981) e fiz parte das várias equipes que tentaram provocar aquela que seria a maior tragédia, o grande golpe contra o projeto de abertura democrática”, revela o ex-delegado Cláudio Guerra, do DOPS (Departamento de Operações Políticas e Socias), no livro “Memórias de uma guerra suja”.
O depoimento aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, que acaba de ser publicado pela editora Topbooks, é a primeira confissão de participação no atentado feita por um integrante das forças de resistência á redemocratização do país no final da década de 70.
(No Riocentro, bomba explodiu antes da hora do atentado previsto e matou agente de informações do Exército)
Cláudio Guerra conta que a bomba explodiu por engano no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário por um erro do capitão Wilson Luís Chaves Machado, que dirigia o Puma onde os dois estavam:
“Aquela bomba era uma das três que deveriam explodir no show. O capitão Wilson estacionou o veículo embaixo de um fio de alta tensão e a carga elétrica desse fio, a energia que passava em cima do Puma, fechou o circuito da bomba, provocando a explosão. O erro foi do capitão. (...) Eu era especialista em explosivos.”
O coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações); o comandante Antônio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Operações de Informações do 2º Exército – DOI-Codi).
Quanto à sua equipe, a missão seria prender esquerdistas que seriam responsabilizados pelo atentado: “Fui para lá com uma lista de nomes.”
Mas deu tudo errado. Com a explosão da bomba no Puma, os militares policiais civis e os policiais civis que levavam outras duas bombas abortaram a operação.
“O destino daquela bomba era o palco. Tratava-se de um artefato de grande poder destruidor. O efeito da carga explosiva no ambiente festivo, onde deveriam se apresentar uns oitenta artistas famosos, seria devastador. A expansão da explosão e a onda de pânico dentro do Riocentro gerariam consequências desastrosas. Era evidente que muitas pessoas morreriam pisoteadas.”
Segundo conta Cláudio Guerra, a coordenação feita pelo pessoal de inteligência havia mandado suspender todos os serviços de apoio do Riocentro, incluindo o policiamento e a assistência médica, para que não houvesse socorro imediato às vítimas. Até as portas de saída foram trancadas e placas de trânsito com siglas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) haviam sido pichadas para dar a entender que se tratava de uma ação da esquerda.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
REI ESPANHA CAçCANDO ANIMAIS NA AFRICA
Ambientalistas querem rei da Espanha fora da WWF após caçada de elefantes
O caso veio a tona após Juan Carlos se acidentar na viagem, na última sexta-feira. Ele fraturou o quadril durante a caçada e teve de retornar à Espanha às pressas para passar por uma cirurgia.
Muitos jornais e canais de televisão divulgaram uma imagem do rei posando com uma arma ao lado de um elefante morto em 2006, numa viagem ao país.
Angel Villamor, cirurgião responsável, disse que o rei tem previsão de alta nesta semana. "O rei continua com um programa de reabilitação intensivo. A fisioterapia segue satisfatoriamente. Ele consegue levantar e sentar por conta própria", afirmou o hospital San Jose, em nota.
POSICIONAMENTO
Após receber centenas de mensagens via redes sociais sobre o caso, o secretário-geral do WWF na Espanha, Juan Carlos del Olmo, publicou ontem (16) no site da ONG uma carta solicitando uma reunião com a Casa Real. Abaixo, a tradução:
"Escrevo para transmitir o profundo mal-estar e a preocupação do WWF pelos últimos acontecimentos relacionados com a participação do rei em uma caçada de elefantes na África, o que provocou uma enorme rejeição entre nossos sócios e a opinião pública, em geral contrária à caça de elefantes, mesmo quando esta é realizada de forma legal.
Parte dessas manifestações solicita que o rei não continue mais ostentando o título de presidente de honra da WWF espanhola.
Esse acontecimento mundialmente conhecido implica em um grave prejuízo à credibilidade da WWF e ao trabalho árduo que tem sido desenvolvido ao longo de 50 anos para a proteção dos elefantes e de outras espécies.
Dessa forma, considero urgente a realização de uma reunião para analisar a situação e dar uma resposta a essas pessoas."
| Pierre-Philippe Marcou/France Presse | ||
| Ativistas da ONG Igualdad Animal protestam em frente ao hospital onde o rei Juan Carlos se recupera. Os cartazes mostram fotos de animais com os dizeres "estas são as verdadeiras vítimas da caça" |
CRÍTICAS GENERALIZADAS
Além dos ambientalistas, políticos e jornais espanhóis também atacaram o rei por sua viagem, considerada extravagante em tempos de recessão, com o país sofrendo pelo alto nível de desemprego e submetido a medidas de austeridade dolorosas. Alguns comentaristas pedem que ele se desculpe ou até mesmo abdique, deixando o trono para seu filho, Felipe.
"Foi uma viagem irresponsável, no pior momento possível", afirmou o jornal "El Mundo" em editorial. "A imagem de um monarca caçando elefantes na África num momento em que crise econômica cria tantos problemas para os espanhóis é um exemplo muito ruim", emendou.
Tomas Gomez, líder do partido socialista, disse à imprensa que o rei "precisa escolher entre as obrigações públicas, ou uma abdicação que o permitira aproveitar a vida de modo diferente".
Juan Carlos, que supervisionou a transição do país para a democracia, ganhou o respeito de muitos espanhóis em 1981, quando ele condenou publicamente uma tentativa de golpe militar.
Recentemente, sua família foi alvo de críticas quando seu genro, Inaki Urdangarin, foi processado por fraude e peculato. Na última semana, o neto de 13 anos do rei se machucou ao atirar no próprio pé e levantou questionamentos sobre o uso de uma arma por um menor de idade.
terça-feira, 17 de abril de 2012
A CORRUPTA FACE OCULTA DA EUROPA
Assim
os senhores da guerra e a corrupta Europa fazem com que as pessoas
honestas passem fome e se suicidem como na Grecia e em Italia.
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Fonte: http://archiviostorico.corriere.it/2012/febbraio/13/Fregate_sottomarini_caccia_Quelle_pressioni_co_8_120213025.shtml
Fragatas, submarinos e caças. Aquelas pressões de Merkel e Sarkozy para obter contratos militares
Os gregos sofrem a fome, mas tem os arsenais de guerra cheios. E eles
continuam a comprar armas. Este ano, queimarao três por cento do PIB
(produto interno bruto) em gastos militares. Somente os Estados Unidos,
em proporção, podem permeter-se tanto . Mas o que faz Atenas desperdiçar
montanhas de dinheiro? O temor dos turcos? Não, é a ganância de Merkel e
Sarkozy.
Os dois líderes europeus colocaram o governo grego durante
meses contra o muro:: se vocês querem ajuda, se vocês querem permanecer
com o euro, vocês tem que comprar nossos tanques e nossos belos navios
de guerra . A pressão de Berlim sobre o governo de Atenas para vender
armas têm sido denunciada nos últimos dias por uma imprensa alemã
chocados com o cinismo de Merkel, que impõe cortes e sacrifícios
cidadãos helênicos e, em seguida, pretende promover a indústria de
belica da Alemanha.
Até 2009, as relações entre Atenas e Berlim
andavam bem, o governo grego era liderado por Kostas Karamanlis (partido
de centro-direita), um grande amigo de Merkel. Os anos de Karamanlis
foram uma benção para a Alemanha. "Nesse período - calculou uma revista
especializada - os fabricantes alemães de armas ganharam uma fortuna."
Um dos contratos militares de Atenas riguardava 170 panzers Leopard, que
custaram 1,7 bilhões de euros e 223 canhões abandonados pela
Bundeswehr, a defesa alemã.
Em 2008, os líderes da NATO assistiam
maravilhados os loucos gastos em armas que estavam fazendo a Grécia
saltar em quinto lugar no mundo como nação importadora de armas de
guerra. Antes de concluir seu mandato como primeiro-ministro, Karamanlis
fez um último presente aos alemães, encomendou 4 submarinos produzidos
pela ThyssenKrupp. Seu sucessor, George Papandreou, um socialista,
sempre se recusou a recebe-los . Ele queria economizar um gasto
monstruoso. Mas Berlim insistia. Então, o líder grego encontrou uma
desculpa para dizer não. Ele fez realizar uma avaliação técnica pelos
seus oficiais da Marinha, que determinaram que esses submarinos não pode
suportar o mar. Mas a verdade, bradou o vice de Papandreou, Theodore
Pangalos, é que "querem nos impor outras armas, mas nós não precisamos
delas." Deu razão a ele o ministro turco Egemen Bagis, em entrevista ao
Herald Tribune, disse claramente: "Os submarinos da Alemanha e França
não servem nem a Atenas nem a Ancara." No entanto, Papandreou, na
desesperada procura por fundos internacionais, não poderia dizer não a
tudo. No verão passado, o Wall Street Journal revelou que Berlim e Paris
exigiram a compra de armas como condição para aprovar o pacote de
medidas para "salvar" a Grécia.
E assim o líder de Atenas teve que
se render. Em março passado da Alemanha recebeu um desconto, em vez de 4
submarinos, comprou 2 submarinos a um preço de 1,3 mil milhões de
euros. Ele também teve que ficar com 223 tanques Leopard II por 403
milhões de euros, enriquecendo a indústria alemã à custa dos pobres
gregos. Um ganho imoral, de acordo com o alemão líder do partido
"Verdes" Daniel Cohn-Bendit. Papandreou também se comprometeu com
Sarkozy. Durante uma visita a Paris em maio passado assinou um acordo
para o fornecimento de seis fragatas e 15 helicópteros. Custo: 4 bilhões
de euros. Mais barcos de patrulha por 400 milhões de euros. No final,
Merkel foi capaz de se livrar de Papandreou, substituído pelo mais dócil
Papademos. E os programas militares repartem: ele planeja adquirir 60
caças interceptores. Os orçamentos têm sido crescentes. Para 2012, a
Grécia prevê gastos militares acima de 7 bilhões de euros, 18,2 por
cento a mais que em 2011, três por cento do PIB.
Será que irão
respeitá-los também Portugal, outro país com a água na garganta e que a
Alemanha e a França estão impondo a mesma receita: compra de armas em
troca de ajuda. Os produtores de armas precisam de apoio forte dos
governos dos seus países para vender seus produtos. E os governos estão
colocando pressão sobre potenciais compradores. Assim, os gastos
militares mundiais crescem de forma alarmante: em 2011 atingiu 1,8
trilhões de dólares, 50 por cento mais que em 2001.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
OBAMA (PREMIO NOBEL DA PAZ) CONTINUA MATANDO INOCENTES (ATÉ CRIANÇAS) NO PAQUISTAO
FONTE http://www.thebureauinvestigates.com/2012/02/04/obama-terror-drones-cia-tactics-in-pakistan-include-targeting-rescuers-and-funerals/
A campanha de drones da CIA no Paquistão matou dezenas de civis que tinham ido socorrer vítimas ou que participavam a funerais, revelou uma investigação da The Bureau of Investigative Journalism para o Sunday Times.
Os resultados são publicados poucos dias depois de o presidente Obama afirmar que a campanha de drones no Paquistão era um "direcionada, esforço focado" que "não causou um grande número de vítimas civis."
Falando publicamente pela primeira vez sobre as polêmicas dos ataques drones da CIA , Obama afirmou na semana passada que eles são usados exclusivamente para golpir os terroristas, rejeitando o que ele chamou de "percepção de que estamos apenas enviando um monte de ataques à toa".
"Drones não causaram um grande número de vítimas civis", disse a um entrevistador em um fórum on-line. "Este é um esforço direcionado, focado em pessoas que estão em uma lista de terroristas ativos que tentam entrar e prejudicar os americanos".
Mas a pesquisa pelo Bureau of Investigative Journalism descobriu que desde que Obama assumiu o cargo há três anos, entre 282 e 535 civis foram de forma credível reportados como mortos, incluindo mais de 60 crianças. Uma investigação de três meses, incluindo relatos de testemunhas oculares encontrou indícios de que pelo menos 50 civis foram mortos depois de ataques, quando eles tinham ido socorrer vítimas. Mais de 20 civis também foram golpidos em ataques deliberados contra funerais e parentes. As táticas têm sido condenadas pelos principais especialistas legais.
Embora os ataques com drones iniciaram sob a administração Bush em 2004, eles foram intensificados enormemente com Obama.
Houveram 260 ataques de Predators ou Reapers não tripulados no Paquistão pela administração de Obama - em média um a cada quatro dias. Como os ataques são realizados pela CIA, nenhuma informação é dada sobre os números de mortos.
Funcionários do governo insistem que esses ataques segretos são legais. John Brennan, assessor do presidente em contraterrorismo , argumenta que os EUA têm o direito de, unilateralmente, atacar terroristas em qualquer lugar do mundo, não apenas o que ele chamou de "campos de batalha quente".
Mas alguns especialistas em direito internacional fortemente discordam e questionam como o governo dos EUA iria reagir se um outro estado, como a China ou a Rússia iniciasse a tomar tais medidas contra aqueles que declaram como inimigos.
sábado, 7 de abril de 2012
"DEUS ABENçOE A AMERICA" DIRIA OBAMA...
Link http://killinghope.org/bblum6/debate.htm
Aqui está um breve resumo do que Washington tem se empenhado do fim da Segunda Guerra Mundial até o presente:
>> Tentado derrubar mais de 40 governos estrangeiros.
>> Injustificada invasão militar de cerca de 20 nações soberanas.
>> Trabalhado para esmagar mais de 30 movimentos populistas que estavam lutando contra os regimes ditatoriais.
>> Provedendo indispensável apoio a um pequeno exército de ditaduras brutais: Mobutu do Zaire, Pinochet do Chile, Duvalier do Haiti, Somoza da Nicarágua, a junta militar grega, Marcos das Filipinas, Rhee da Coréia, Shah do Irão, 40 anos de ditadores militares na Guatemala, Suharto da Indonésia, Hussein do Iraque, A JUNTA MILITAR BRASILEIRA, Trujillo da República Dominicana, o talibã do Afeganistão, e outros.
>> Soltado poderosas bombas sobre o povo de cerca de 25 países, incluindo 40 dias e noites consecutivos no Iraque, 78 dias e noites na Iugoslávia, e vários meses no Afeganistão; todos esses três países tiveram o primeiro requisito como um alvo bombardeio americano : ser completamente indefeso. E nem uma vez os Estados Unidos chegaram perto de reparar os danos causados pelos seus grandes bombardeios. Afeganistão e Iraque são, claro, os exemplos mais recentes.
>> Aumentado o uso de urânio empobrecido, uma das armas mais desprezíveis já projetados pela humanidade, que produz bebês grosseiramente deformadas entre as suas muitas qualidades encantadoras, e que, num mundo civilizado não intimidado pelos Estados Unidos, seria categoricamente proibido.
>> O uso repetido de bombas de fragmentação, um outro dispositivo diabólico concebido por um cientista louco, que roubou de muitos jovens um ou mais membros, e alguns a sua visão, e continua a fazer isso todos os dias em muitos países, com as bombas permanecem no chão.
>> Tentativas de assassinato contra a vida de cerca de 40 líderes políticos estrangeiros.
>> Interferência bruta em dezenas de eleições democráticas estrangeiras.
>> Grande manipulação dos movimentos trabalhistas.
>> Vergonhosa fabricação de "notícias", cujo efeito de desinformação se multiplica quando os ativos da CIA em outros países propagam as mesmas histórias.
>> Fornecer manuais, materiais e incentivo para a prática de tortura.
>> Guerra química ou biológica ou o teste de tais armas, e o uso de herbicidas poderosos, todos que causam efeitos terríveis para as pessoas e ambientes de China, Coréia, Vietnã, Laos, Panamá, Cuba, Iraque, Afeganistão, Sérvia e em outros lugares.
>> Incentivo do tráfico de drogas em várias partes do mundo quando serve aos propósitos da CIA.
>> Apoio a esquadrões da morte, particularmente na América Latina.
>> Causar graves danos à saúde e ao bem-estar das massas do mundo girando os parafusos de do FMI, Banco Mundial, OMC e outras instituições financeiras internacionais, bem como pela imposição de sanções e embargos impiedosos.
>> Muito do acima tem criado milhões de refugiados sem-teto errantes em giro pelo mundo.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
DEMOCRACIA E SOBERANIA... COMO O ELEFANTE ROSA, ALGUEM JA VIU?
http://apertisverbis.blogspot.it/2012/03/intervista-al-professor-andrea.html
A escolha do equilibrio na balança de pagamentos do Estado adicionado à Constituição [italiana] foi realmente ditado pela Europa?
"De acordo com algumas opiniões, isto enfraquece o próprio conceito de soberania nacional. A soberania econômica nacional é um conceito (como aquele de democracia), que não existe mais há pelo menos 20 anos.
As mudanças da organização tecnológica, da produção / acumulação e do trabalho que têm ocorrido ao longo dos últimos trinta anos redefiniram os aspectos geo-económicos e geo-políticos internacionais. O processo de financeirização foi um dos efeitos e tal processo agora determina a hierarquia de comando economico. Hoje 10 multinacionais da finança são capazes de impor seus interesses econômicos à inteiras comunidades nacionais e sopranacionais [Uniao Europeia por exemplo].
A novidade que a crise europeia nos oferece é que agora sao esses poderes que escolhem diretamente os chefes de governo, enquanto até alguns anos se limitavam a condicionar indiretamente as escolhas econômicas."
Precisa adicionar alguma coisa?
domingo, 1 de abril de 2012
A AMERICA E SUA BARBARIE NO IRAQUE...
[...]
O canal CBS News informava, em 19 de julho de 2003, bem antes da descoberta dos casos comprovados de tortura na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá: “A Anistia Internacional examina certo número de casos de tortura presumida cometidos no Iraque pelas autoridades norte-americanas, dos quais um é o caso Khraisan al-Aballi. A casa de Al-Aballi foi destruída por soldados dos Estados Unidos que entraram atirando para todos os lados; eles o prenderam, assim como a seu velho pai de 80 anos. Golpearam e feriram seu irmão... Os três homens foram levados... Al-Aballi diz que seus interrogadores o deixaram inteiramente nu e o mantiveram acordado por uma semana, de pé ou ajoelhado, com as mãos e os pés amarrados, a cabeça coberta por um saco. Al-Aballi diz ter declarado a seus sequestradores: ‘Não sei o que vocês querem. Eu não tenho nada’. ‘Pedi que me matassem’, conta Al-Aballi. Oito dias depois eles o deixaram partir acompanhado por seu pai... Os oficiais norte-americanos jamais responderam às inúmeras solicitações que foram feitas para discutir esse caso...”
[...]
Viva a liberdade diriam os grandes colossos produtores de arma a BUSH...
O CINISMO GLOBAL DE BUSH (escrito por CHOMSKY)
fonte:
A
"guerra preventiva" no Iraque provocou a disseminação do terrorismo
pelo mundo, mas um país que dá abrigo a uma lista de notórios
terroristas nunca será alvo desta política: os Estados Unidos
|
| por Noam Chomsky |
| Contrariamente
ao que se poderia pensar, as ocupações militares, mesmo quando
realizadas pelos conquistadores mais brutais, podem ser bem-sucedidas. É
o caso da invasão da Europa Ocidental por Hitler, ou a da Europa
Oriental pela Rússia, no pós-guerra. Em ambos os casos, os países
ocupados eram dirigidos por colaboracionistas que dispunham de redes
locais, civis e militares, e eram meramente apoiados pelas tropas do
conquistador. Desenvolveu-se uma corajosa resistência contra Hitler, mas
sem ajuda externa ela teria sido esmagada. Na Europa Oriental (como na
própria Rússia), os Estados Unidos tentaram dar apoio à resistência
anti-soviética até o início da década de 50, mas sem êxito. Por contraste, observemos a invasão do Iraque. Ela pôs fim a dois regimes monstruosos, um dos quais temos permissão de citar e o outro, não. O primeiro foi o regime do tirano; o segundo, as sanções impostas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, que mataram centenas de milhares de pessoas, devastaram a sociedade, reforçaram o poder do tirano e obrigaram a população a depender dele para sua sobrevivência (por meio do racionamento) - preservando, dessa forma, Saddam Hussein do destino que tiveram outros ditadores apoiados por diversos governos dos Estados Unidos, particularmente por parentes e amigos do atual governo norte-americano - tais como Suharto, Marcos, Duvalier, Ceaucescu, etc., que foram depostos por uma oposição interna. Tal perspectiva era plausível antes da guerra. Ninguém duvida que a população tenha recebido com satisfação o fim das sanções e o fim do regime de Saddam Hussein. Os opositores à guerra no Iraque no mundo inteiro também, embora esse fato tenha sido ocultado. Mas teria sido possível suprimir o regime das sanções sem a guerra; além do que, se elas tivessem sido abolidas, a população poderia ter conseguido se livrar da ditadura. A investigação realizada pelo inspetor David Kay, nomeado pelo presidente Bush após a vitória, não só desmentiu, de maneira absolutamente clara, a pretensa detenção de armas de destruição em massa pelo Iraque, como demonstrou, além do mais, que o poder exercido por Saddam Hussein, nos anos que precederam a invasão norte-americana, era muito frágil. Isto confirmou, a posteriori, as teses de inúmeros especialistas que conheciam bem a situação interna iraquiana. Dois coordenadores do programa de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, Denis Halliday e Hans von Sponeck1, haviam repetido inúmeras vezes que se o boicote e as sanções impostas por Washington e Londres tivessem poupado a população, os próprios iraquianos teriam deposto seu tirano. Infâmia comparável a Pearl Harbor Teria sido possível suprimir o regime das sanções sem a guerra; além do que, se elas tivessem sido abolidas, a população poderia ter conseguido se livrar da ditadura Todos sabemos que as intervenções militares podem ter efeitos secundários positivos: o bombardeio de Pearl Harbor pela aviação japonesa em dezembro de 1941, por exemplo, levou à expulsão das potências imperiais ocidentais da Ásia, poupando, dessa maneira, milhões de vidas que teriam se perdido. Seria isso uma justificativa para o fascismo japonês e seus crimes? É evidente que não. Todo mundo reconhece que a agressão japonesa contra os Estados Unidos foi um crime de guerra, o "crime capital", segundo o Tribunal de Nuremberg. Foi com toda a razão que Arthur Schlesinger, o mais respeitado historiador norte-americano, lembrou esse precedente de Pearl Harbor quando começaram os bombardeios do Iraque. O presidente Franklin D. Roosevelt, escreveu ele, tinha motivos para dizer que o ataque japonês era uma data memorável na história da infâmia e que os norte-americanos deveriam viver com o ataque contra Bagdá como uma infâmia comparável à política imperial japonesa. Com o fim dos dois regimes - o das sanções e o de Saddam Hussein - os Estados Unidos dispunham de recursos imensos para reconstruir o Iraque. A população estava aliviada e a resistência praticamente não contava com qualquer apoio externo. Mas ela se desenvolveu fundamentalmente a partir de dentro, como uma resposta à violência e brutalidade dos invasores. Foi necessário um verdadeiro talento para conseguir fracassar... "Santuário de terroristas" O governo Bush considerou os riscos da guerra insignificantes, quando comparados com a perspectiva de assumir o controle do Iraque e de suas riquezas Isto porque a invasão desencadeou um ciclo de violência que, por sua vez, produziu ainda mais violência, como provam os terríveis combates travados em Falluja - e nos quais são os civis as principais vítimas. Embora jamais tenham existido vínculos entre o antigo regime iraquiano e a rede terrorista Al-Qaida, todo mundo concorda que o "Iraque ocupado" se tornou um "santuário de terroristas", como observou, no New York Times2, Jéssica Stern, especialista em terrorismo da Universidade de Harvard. A guerra contra o Iraque foi decretada apesar da oposição da opinião pública internacional, que receava que tal agressão conduzisse à disseminação do terrorismo. O governo Bush considerou esses riscos insignificantes, quando comparados com a perspectiva de assumir o controle do Iraque e de suas riquezas, de lançar a primeira "guerra preventiva" e de reforçar seu domínio sobre o cenário interno norte-americano. Por outro lado, a "guerra contra o terrorismo" fracassou e os atentados sangrentos se multiplicaram pelo mundo inteiro. Para a desgraça de seus moradores, não pára de aumentar o número de cidades atingidas pelo terrorismo desde o 11 de setembro de 2001 e, principalmente, após a invasão do Iraque. Elas já são hoje Bagdá, Casablanca, Istambul, Jacarta, Jerusalém, Haifa, Ashdod, Mombassa, Moscou, Riad, Madri e Damasco. Nesse ritmo, é possível prever um cenário em que o terrorismo e as armas de destruição em massa acabem por se unificar numa mesma organização cujos ataques poderiam assumir proporções realmente aterradoras. Fracasso surpreendente Para a desgraça de seus moradores, não pára de aumentar o número de cidades atingidas pelo terrorismo desde o 11 de setembro de 2001 O conceito de "guerra preventiva", tão caro a George W. Bush, revelou sua verdadeira natureza: trata-se de um simples eufemismo para poder atacar quem quer que seja. Foi o caráter arbitrário e perigoso dessa doutrina - e não, unicamente, sua concretização no Iraque - que desencadeou, em fevereiro de 2003, a grande onda de protestos contra a invasão, rejeição que se ampliou desde então, principalmente devido à incapacidade de Washington provar que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. Desde abril de 2003 que as pesquisas junto à opinião pública revelavam que os cidadãos norte-americanos desejavam que a ONU assumisse, no pós-guerra, a principal responsabilidade de reconstruir política e economicamente o Iraque. Apesar de tudo, o fracasso da ocupação é surpreendente, considerando-se o poder militar e os recursos de que dispõem os Estados Unidos. Esse fracasso forçou o governo Bush a dar marcha à ré, resignando-se a pedir a ajuda das Nações Unidas. Estas se perguntam se o Iraque poderia vir a ter um status que não fosse o de vassalo de Washington. Os Estados Unidos construíram em Bagdá sua maior missão diplomática do mundo, com 3 mil funcionários, o que significa de maneira bastante clara que a transferência de soberania, prevista para o próximo dia 30 de junho, será consideravelmente restrita. Esse sentimento foi reforçado pela exigência norte-americana de manter no Iraque importantes bases militares e uma presença considerável de suas tropas. Essa vontade de avassalar Bagdá também pode ser identificada nas ordens dadas por Paul Bremer, o pró-cônsul de Washington, no sentido de que a economia local permaneça aberta e controlada por estrangeiros (leia, nesta edição, os artigos de Ibrahim Warde e Juan Cole). A perda de controle sobre a economia restringe de forma radical a soberania política, assim como as perspectivas de um desenvolvimento saudável. Essa é uma das lições mais claras da história. Jamais algum país colonizado conseguiu se desenvolver enquanto sua política e sua economia fossem dominadas pela potência invasora. O fator eleitoral O conceito de "guerra preventiva", tão caro a George W. Bush, revelou sua verdadeira natureza: trata-se de um simples eufemismo para poder atacar quem quer que seja Em dezembro de 2003, uma pesquisa da organização PIPA/Knowledge Networks revelou que a própria população norte-americana apóia com reticências a decisão do governo Bush de manter uma grande presença militar no Iraque em caráter permanente. Essa preocupação popular decorre do fato de que as pessoas não acreditam que a causa seja justa. A oferta eleitoral nos Estados Unidos é bem restrita e as pessoas sabem que, em geral, as eleições são compradas nos Estados Unidos. Às vezes, o candidato democrata, John Kerry, é descrito como um "Bush carente de calorias". No entanto, as duas facções do que se convencionou chamar o "Partido dos Patrões" têm propostas políticas distintas. Os pequenos detalhes que, à saída, separam os dois candidatos, podem vir a se transformar, à chegada, em impactos gigantescos e de natureza bastante contraditória, caso o eleito seja Bush ou Kerry. Isso pode ocorrer no próximo mês de novembro, como ocorreu em 2000, quando os candidatos eram Bush e Gore. Bush formula sua doutrina da seguinte maneira: "Livrar o mundo do Mal e do terrorismo"."Declarar guerra ao terrorismo é também declarar guerra a qualquer Estado que dê abrigo a terroristas. Pois um Estado que abriga terroristas em seu território é, ele próprio, um Estado terrorista e como tal deve ser tratado", afirmou após o 11 de setembro de 2001. Em nome dessa doutrina, Bush desencadeou a guerra no Afeganistão, em 2001, e no Iraque, em 2002. E ameaça outros países, como a Síria. Às vezes, dá até para questionar se Bush é realmente coerente, pois existem inúmeros outros países que abrigam terroristas, que os protegem, e que não são bombardeados, nem invadidos. A começar... pelos próprios Estados Unidos! É sabido que, desde 1959, os Estados Unidos deram apoio a ações terroristas contra Cuba. Houve a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, rajadas de metralhadoras, a partir de aviões, contra civis, bombas colocadas em locais públicos, em Havana e outras cidades, o assassinato de funcionários do governo, a destruição, em pleno vôo, de um avião da empresa aérea cubana, em 1976, que provocou a morte de 80 pessoas, assim como foram organizadas dezenas de complôs para assassinar Fidel Castro. Um dos terroristas anticastristas mais famosos, acusado de ser quem planejou o atentado contra o avião comercial, em 1976, é Orlando Bosch. Em 1989, George Bush, o pai, cancelou uma decisão do Departamento de Justiça que recusava o pedido de asilo feito por Bosch. Este vive até hoje tranqüilamente nos Estados Unidos, onde prossegue com suas atividades anticastristas. Os "combatentes da liberdade" A perda de controle sobre a economia restringe de forma radical a soberania política, assim como as perspectivas de um desenvolvimento saudável do Iraque A lista de terroristas refugiados nos Estados Unidos também contempla Emmanuel Constant, do Haiti, conhecido pelo apelido de "Toto" e ex-líder paramilitar da época dos Duvalier. "Toto" foi o fundador da Frente Revolucionária pelo Avanço e o Progresso do Haiti (FRAPH), uma milícia paramilitar que, obedecendo às ordens da Junta que depôs o presidente Aristide, aterrorizou a população entre 1990 e 1994. Segundo informações obtidas recentemente, "Toto" está morando no bairro de Queens, em Nova York. E Washington recusou o pedido de extradição formulado pelo Haiti. Por quê? Porque "Toto" poderia revelar os vínculos entre os Estados Unidos e a Junta, responsável por ter mandado assassinar - pelos homens da FRAHP - de 4 mil a 5 mil haitianos... É bom acrescentar que, entre os gângsteres que participaram, junto às tropas norte-americanas, do recente golpe de Estado contra o presidente Aristide, encontram-se vários ex-dirigentes da organização terrorista FRAHP... Washington resiste a entregar gente que lhe prestou bons serviços, mesmo quando se trata de terroristas. Em fevereiro de 2003, por exemplo, a Venezuela pediu a extradição de dois oficiais que participaram do golpe de Estado de 11 de abril de 2002 e, em seguida, organizaram um atentado em Caracas antes de fugirem para Miami, onde encontraram abrigo. Isto porque nem todos os terrorismos são da mesma natureza. E os que servem aos interesses dos Estados Unidos não poderiam ser qualificados pela expressão vilã de "terroristas". Eles são os novos "combatentes da liberdade", que é o termo empregado pelos meios de comunicação quando se referiam a Osama bin Laden - nos tempos em que ele praticava ações terroristas contra os soviéticos e a servi? |
segunda-feira, 19 de março de 2012
A INDIFERENçA: QUE BELEZA....
Na Alemanha de Hitler era difuso um costume particular: quem sabia não falava,, quem não sabia não fazia perguntas, a quem fazia perguntas não se respondia. Desta forma, o cidadão típico alemão conquistava e defendia a sua ignorância, que lhe parecia uma justificativa suficiente de sua adesão ao nazismo: fechando a boca, os olhos e os ouvidos, ele se construia a ilusão de não estar ciente, e então de não ser cúmplice, do que acontecia fora de sua porta.
PRIMO LEVI
Appendice (1976) a Se questo è un uomo, in Opere, Einaudi, Torino 1998
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
RELIGIAO: OPIO DOS POVOS
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A ETERNA MENOR IDADE DOS HOMENS
Immanuel Kant
Iluminismo é a saída do ser humano do estado de imaturidade do qual ele mesmo é culpado. Imaturidade é a incapacidade de usar o proprio entendimento sem a orientação de outro. Culpada é essa imaturidade, se a sua causa não depende de um defeito de entendimento, mas por falta de determinação e coragem para usá-lo sem a orientação de outro. Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento! Então este é o lema do Iluminismo.
A preguiça e a covardia são as razões pelas quais grande parte dos seres humanos, depois que a natureza da muito tempo os libertou da guia altrui , no entanto, permanecem de bom grado de menor idade a vida, e por isso tão facilmente outros conseguem estabelecerem-se como seus tutores. É muito conveniente ser menor de idade! Se eu tiver um livro que tem intelecto por mim, um diretor espiritual que tem uma consciência por mim, um médico que avalia a dieta por mim, etc., Eu certamente não preciso esforçar-me sozinho. Eu não preciso pensar, desde que possa pagar: outros prontamente assumirao esta tarefa tediosa em meu lugar. A garantir que a grande maioria dos seres humanos considere a mudança para a maior idade, além de difícil, também muito perigoso, se preocupam jà os tutores que tão gentilmente assumiram a alta vigilância sobre eles. Depois de ter-lhes inicialmente estupidecidos, como se fossem animais de estimação, e de ter cuidadosamente evitado que essas plácidas criaturas ousassem dar um passo sem o andador pra crianças no qual lhes engaiolaram e em que foram confinados, mais tarde descrevem-lhes o perigo que os ameaça se tentassem andar sozinhas. Ora, este perigo não é tão grande, porque, com poucas quedas, eles eventualmente aprenderiam a andar: mas um exemplo deste tipo, no entanto, os rende timorosos e, normalmente, os alontana de qualquer ulterior tentativa.
Para cada ser humano individualmente tomado é, portanto, difícil de se livrar de uma menor idade que lhe virou quase natureza . Chegou até mesmo a amá-la, e de fato é realmente incapaz de usar seu próprio entendimento,, não lhe tendo nunca sido autorizado de colocar-lo a prova. Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos de um uso racional, ou melhor de um abuso , de suas disposiçoes naturais, são a base de uma menor idade permanente. E mesmo aqueles que se livrassem desse jogo , faria, no entanto,só um salto inseguro mesmo sobre a vala mais estreita , nao sendo acostumado a mover-se tão livremente. Entao, somente poucos são capazes, trabalhando em seu próprio espírito, de livrar-se da menor idade caminhando , ao mesmo tempo, com passo seguro.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Soldados americanos mijam em corpos mortos no Afeganistao
Essa é a America.
Esses sao "marines"!
Essa é a moral e a liberdade que os Estados Unidos porta ao mundo....
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
RAINHA INGLATERRA TENTA ROUBAR DINHEIRO DOS POBRES INGLESES
("Rainha") Elizabeth 2ª quis usar fundo para pobres para pagar contas de palácio
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/806183-elizabeth-2-quis-usar-fundo-para-pobres-para-pagar-contas-de-palacio.shtmlNESSE MUNDO Sò DUAS COISAS NAO TEM LIMITE:
A IGNORANCIA DOS POVOS e A GANANCIA DOS MILHARDARIOS...
| Multidao na frente do Palacio Buckingham Palace para ver casamento do principe!!! |
| Matt Dunham/AP - 17.mai.05 | |||
| Palácio de Buckingham, em Londres; custo para aquecer o local passa de US$ 1,5 milhão por ano |
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
ESTADOS UNIDOS: DEPOIS DA INVASAO, O ROUBO AO POVO IRAQUIANO...
Iraque: instituições americanas desviaram US$ 17 bilhoes do país
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5194765-EI308,00-Iraque+instituicoes+americanas+desviaram+US+bi+do+pais.htmlsexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A ORGIA SE TRANSFORMA EM NATAL... O TRAVESTIMENTO DE UM VELHO RITO ROMANO DE HOMENAGEM AO DEUS CHAMADO SATURNO
Texto de Leni Ribeiro Leite (paginas 103-108) em:
ANAIS DA XXV SEMANA DE ESTUDOS CLÁSSICOS
Intertextualidade e Pensamento Clássico
13 a 16 de setembro de 2005
DEPARTAMENTO DE LETRAS CLÁSSICAS
FACULDADE DE LETRAS / UFRJ
Disponivel em http://www.letras.ufrj.br/pgclassicas/SEC-Textos-2005.pdf
Nei te plus oculis meis amorem,
Iocundissime Calue, munere isto
Odissem te odio uatiniano;
Nam quid feci ego quidue sum locutus,
Cure me tot male perdere poetis?
Isti dei mala multa dent clienti,
Qui tantum tibi misit impiorum.
Quod si, ut suspicor, hoc nouum ac repertum
Munus dat tibi Sulla literator,
Non est mi male, sed bene ac beate,
Quod non dispereunt tui labores.
Dei magni, horribile est sacrum libellum!
Quem tu scilicet ad tuum Catullum
Misti, continuo ut die periret
Saturnalibus, optimum dierum!
Felicíssimo Calvo, por tal presente
Eu te odiaria com o ódio de Vatínio;
Pois o que eu fiz, o que eu falei,
Para que me perdesses com tão maus poetas?
Que os deuses mandem muitos males ao teu cliente
Que enviou a ti tantas coisas ímpias.
Se, conforme suspeito, este presente novo e inacreditável
Mas sim bom e belo por não desperdiçares teus esforços.
Grandes deuses, que livro horrível e infame!
Este que sem dúvida tu deste a teu Catulo para que ele morra
subitamente
Neste dia de dons, das Saturnais, melhor dos dias!
deverá destruir dia tão sagrado! Enquanto as colinas do Lácio
permanecerem de pé, e o pai Tibre, enquanto romano e o
Capitólio estiverem firmes sobre o mundo, ele deve continuar.”
em festa. Rédeas soltas são dadas para a dispersão pública, em
qualquer lugar que se vá são ouvidos os sons de grandes
preparações, como se houvesse realmente uma grande diferença
entre os dias devotados a Saturno e os dias comerciais. Se você
estivesse aqui, eu gostaria de debater com você se deveríamos ter
uma noite como as outras ou se, para evitar a diferença,
deveríamos ambos ter um jantar melhor e deixar de lado a toga.”
BORNECQUE, H. & MORNET, D. Roma e os romanos. SP: EPU-EDUSP, 1976.
CATULO. O livro de Catulo. Trad. João Ângelo Oliva Neto. SP: EDUSP, 1996.
GRIMAL, Pierre. Dicionário de mitologia grega e romana. 4. ed. RJ: Bertrand Brasil, 2000.
MARTIAL. Epigrams. Cambrige, Massachussets: Harvard, 1993.
SULLIVAN, J. P. Martial – The Unexpected Classic. Cambridge: Cambridge University, 1991.
