| Os torturados nao tem motivos para sorrir... |
http://www.hrw.org/news/2011/11/09/eua-tortura-n-o-deve-ficar-impune
| Os torturados nao tem motivos para sorrir... |
Niall Fergusson no seu livro Colossus: The rise and fall of the american empire (Colosso: Ascensão e Queda do Império Americano) escreve nas paginas 58-9:
“O veredicto mais condenàvel de todos sobre a polìtica americana veio do General Smedley D. Butler, o mais condecorado “marine” de sua geraçao, em um artigo que escreveu para a revista Common Sense em 1935:
‘Eu ajudei a fazer do Haiti e de Cuba um lugar decente para o rapazes do National City Bank coletar as receitas alì. Ajudei no estupro de meia dùzia de repùblicas da América Central para o benefìcio de Wall Street. O registro de extorsao é longa. Eu ajudei a purificar a Nicaràgua para a casa bancària internacional dos Brown Brothers em 1909-1912. Eu trouxe luz à Repùblica Dominicana para os interesses americanos no açùcar em 1976.
Eu ajudei a fazer “direito” Honduras para empresas de frutas americanas em 1903. . . . Olhando para tràs, sinto que poderia ter dado à Al Capone algumas sugestoes. O melhor que ele poderia fazer era operar sua extorsao em tres distritos da cidade. Nòs, “marines” operamos em tres continentes.’
Esta seria a alegação mais prejudiciais de sempre contra o imperialismo americano: que para todas as suas nobres declaraçoes de intençao, se resumiria em uma extorçao de Wall Street.”
SEMELHANTE A QUANTO ACONTECE NO BRASIL COM O FUTEBOL E O CARNAVAL, ENQUANTO OS ITALIANOS FESTEJAM NAS RUAS A SaìDA DE BERLUSCONI, OS HOMENS DE WALL STREET APROVEITAM DO CLIMA DE FESTA PARA ASSUMIR O PODER NO PAìS E FAZER OS INTERESSES DOS BANQUEIROS MUNDIAIS:
O CRIME PERFEITO.
Por Sergio Domingues (sociologo)
Fonte: http://www.piratininga.org.br/artigos/2005/71/sergio_40anos.html
Globo: 40 anos de ditadura ideológica
A TV Globo completou 40 anos, em 2005. Provavelmente, muitos latino-americanos já ouviram falar da maior rede de televisão do Brasil. Devem ter assistido algumas de suas novelas, programas e os filmes que ajudou produzir. Mas, talvez, não façam idéia do poder que a empresa tem no país. Por Sergio Domingues, junho de 2005.
A Rede Globo é a quarta maior rede de TV do mundo. Alguns de seus programas são superiores em qualidade de imagem e edição a muitos de seus semelhantes em países ricos. Mas, para entender como a empresa chegou a ser tão poderosa, é preciso lembrar que a empresa nasceu praticamente junto com a ditadura militar imposta ao povo brasileiro, nos anos 1960.
A Globo foi criada em 1965, um ano depois do golpe militar que mergulharia o País nas trevas por 20 anos. Um dos instrumentos que utilizou para apoiar a ditadura foi o jornalismo. Enquanto milhares eram torturados e morriam nos porões da Ditadura, os jornais televisivos da Globo mostravam um País tranqüilo e ordeiro. Por outro lado, as novelas da emissora mostravam um povo alegre, feliz, preocupado apenas com desilusões amorosas e dramas familiares. Os programas de auditório e as transmissões de futebol também ajudavam a criar esse clima.
Mas além de poderosa, a Globo também é esperta. Sempre preparada para ficar ao lado do poder, a empresa muda suas táticas à medida que mudam as condições políticas do País. Em 1984, por exemplo, cometeu o erro de ignorar as grandes manifestações de rua, exigindo eleições diretas para presidente da República. Não voltaria a cometer um erro tão grosseiro.
O movimento foi derrotado e as eleições continuariam a ser indiretas. Mas, a Globo mostrou ter jogo de cintura. Vendo que a ditadura militar estava se esgotando, adotou a candidatura da oposição burguesa nas eleições indiretas disputadas no Colégio Eleitoral. Sabia que esta seria uma saída segura frente ao crescimento do movimento popular, cujas maiores expressões eram o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Em 1989, finalmente, aconteceram as primeiras eleições diretas para presidente. A candidatura de Fernando Collor surgiu como alternativa para a burguesia. A Globo vendeu a imagem de Collor como um campeão do combate à corrupção. Mesmo assim, Lula, candidato do PT e apoiado pela CUT, foi para o 2º turno das eleições. Nesse momento, a Globo entrou com tudo. Fez uma enorme campanha de terrorismo e calúnias contra o candidato popular. Collor é eleito e inicia o projeto neoliberal no País.
Quando as denúncias de corrupção do governo Collor começaram a estourar, a Globo não teve dúvidas. Passou a mostrar as grandes manifestações contra Collor como se ela não tivesse nada com o assunto. Afinal, o que interessava era jogar tudo para o campo da ética. Enquanto isso, esquecia-se o neoliberalismo que Collor começou a implantar e que já vinha fazendo desempregados aos milhões. Collor caiu, mas o neoliberalismo ficou.
Nas eleições seguintes, Fernando Henrique Cardoso se apresentou como o pai do Plano Real. Na verdade, o plano era igualzinho a todos os que já vinham sendo aplicados no México, Argentina, etc. Em nome do combate à inflação, muito desemprego e venda das estatais a preço de banana. A Globo também não podia perder essa. Desde os primeiros anúncios, o Real era festejado em todo o país pelas telas de tevê.
Finalmente, em 2002, Lula foi eleito presidente da República. Novamente, a Globo soube se adaptar. Passou a tratar o novo presidente com a maior simpatia. Em primeiro lugar, porque o Grupo se endividou investindo em televisão por assinatura. Deve mais de 5 bilhões de reais. Quer ajuda governamental para pagar a dívida. Em segundo lugar, Lula assumiu prometendo honrar todos os compromissos com os banqueiros internacionais. Até agora, não recuou um milímetro dessa proposta. A Globo se adaptou mas continua fiel à grande burguesia e ao capital internacional. Lula, por sua vez, se adaptou à Globo e ao que ela representa.
"Ainda naquela madrugada de domingo, véspera de eleição, O Globo chegava às bancas com um editorial de capa que recomendava voto em Moreira Franco", lembram os jornalistas na obra. Amorim e Passos defendem que está mal contada a explicação da Globo nas investigações da fraude. Ambos argumentam que a emissora manipulou os resultados da eleição. Uma das fontes citadas pelos jornalistas no livro revela, inclusive, que houve pessoas que não apenas "distorcia o andamento da apuração, mas mentia". Enquanto o jornal O Globo dava Moreira Franco na frente, no Jornal do Brasil, onde Paulo Henrique trabalhava na época, Brizola era quem vencia.
Ao mesmo tempo que enumera estatísticas das possíveis fraudes, Plim-Plim traça um pano de fundo que descreve o dia a dia das manchetes, os diálogos e os bastidores da apuração. Isso confere ao livro um ar de suspense policial, porque sua narrativa também investiga civis escoltados pela Polícia saindo, na madrugada, de prédio de zona eleitoral carregando sacolas; cédulas rasuradas encontradas nas ruas da periferia carioca; canetas de eleitores fazendo sua tinta apagar horas depois; e um caminhão tombando na av. Brasil, espalhando laranjas e... urnas eleitorais.
| Torturados nao tem motivo pra sorrir! |