O bloco do Caldeirão do Huck "Lata Velha" é uma grande farça , a fraude foi desmascarada por João Marcelo , um (in)feliz "contemplado" (leia-se enganado) pelo programa da Rede Globo. Com o intuito de baratear custos e cumprir a promessa , o carro antigo a ser restaurado é trocado por outro , que então é reformado para se parecer com o carro do cliente. Após isso começa a segunda etapa , uma série de propostas e subornos para manter o cliente calado, até falsificação de documento e assinatura. Se um bloco supostamente simples como o "Lata Velha" tem tantas fraudes , apenas para conseguir lucrar em cima , quantos podres ainda estão sob as mentiras e calunias da Globo? Um dia a casa cai... LEIA O TEXTO COMPLETO ABAIXO:
"Estava bom demais para ser verdade. Foi o que pensou João Marcelo Vieira, 37 anos, ao participar do quadro Lata velha, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. O sonho de ver seu Opala verde, ano 79, transformado em uma supermáquina durou menos de 24 horas. No dia da gravação, o vendedor não percebeu que não existia mais nada do Opala no modelo reformado. Nem no dia seguinte, quando a produção rebocou novamente o carro para a oficina, alegando que iria acertar a documentação. Meses depois, ele recebeu o carro, e só então percebeu, com o documento na mão, que o registro era uma Caravan 79.O próprio João Marcelo demorou para entender o que estava acontecendo. O documento esclarecia as dúvidas: a Caravan marrom, que antes pertencia a Rubem de Souza, em Minas Gerais, teria sido comprada por ele próprio por R$ 4.200! O problema é que João, dono de um quiosque na Praia do Recreio, garante que nunca esteve na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas, tampouco adquiriu o carro e muito menos assinou o documento de compra e venda. Estava, segundo ele, configurada a fraude. E começou uma odisséia em busca do verdadeiro carro.“Me deram o documento do carro com minha assinatura falsificada e sumiram com o Opala, que era de um tio que morreu de câncer e me pediu para não vendê-lo nunca”, lembra João Marcelo. O Opala, que tinha o apelido carinhoso de Ogro, estava caindo aos pedaços, só pegava no tranco, mas quebrava galhos. O quiosqueiro nunca tinha pensado em fazer a reforma. A participação no Lata velha foi sugestão de dois clientes, os atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima. A pedido deles, João Marcelo escreveu uma carta, entregue, em mãos, a Luciano Huck, durante uma festa. Dias depois, a produção do programa procurou pelo comerciante, fez entrevistas e fotos do carro."Na terceira entrevista, o Luciano apareceu no meu quiosque já para pegar o carro. Ele me propôs cantar uma ópera. Tive sete aulas de canto em Niterói. Tudo isso levou uns 26 dias. O carro supostamente foi para Belo Horizonte, eu acho, porque, até agora, a Justiça não conseguiu achar a oficina, cujo endereço foi passado pelo próprio dono, Paulinho Fonseca, baterista da banda Jota Quest", diz João Marcelo.Para ter seu carro modificado no programa, João interpretou no ar O sole mio, de Luciano Pavarotti, e emocionou o público."No dia seguinte à gravação, dei uma volta com o carro, escoltado pela Globo. Logo depois, a emissora mandou rebocá-lo sob alegação de que atualizaria a documentação. No quarto dia, recebi um telefonema da Rita, da produção do Caldeirão, dizendo que uma pessoa do Sul tinha oferecido R$ 120 mil para comprar meu carro. Não aceitei porque minha intenção era ficar com o Opala modificado", explica.Dois meses se passaram e nada do carro voltar. Ele conversou com Fernanda Lima, que conseguiu marcar uma reunião na Globo. Lá, João Marcelo diz que recebeu uma proposta financeira e que todos assumiram o erro do programa. Segundo o comerciante, a emissora não gostaria que o caso fosse para a Justiça. O encontro teria acontecido na sala do diretor da emissora Aloísio Legey."Havia três advogados, o Paulinho, o Aloísio e a Ana Bezerra, diretora de produção. O Aloísio perguntou o que eu queria e disse que se eu levasse o caso para a Justiça demoraria três anos. Falei que não queria nada, só o meu carro de volta", conta João Marcelo, que não esperava uma reação tão enérgica do diretor:"O Aloísio bateu na mesa e disse que isso poderia acabar com o programa do Luciano quando eu falei que minha carruagem tinha virado abóbora e, por isso, a situação era grave", afirma.O comerciante contou que ficou acertado no encontro que o programa devolveria o Opala transformado. Passados outros dois meses, o carro foi entregue. Mais uma vez, era a tal Caravan:"Quando me deram a documentação, vi que era da Caravan marrom. O carro foi comprado por R$ 4.200 e ainda falsificaram minha assinatura para legalizar a transferência. O número do chassi na documentação não era do Opala. As placas de identificação nas portas do veículo também eram de outro carro. O carro é um Frankenstein, foi remontado em cima de outra carcaça", garante.Desde janeiro, corre na Justiça um processo contra a Rede Globo e a Oficina Nittro Hot Rods no cartório da 1ª Vara Cível, em Jacarepaguá, com um pedido de indenização por danos morais e materiais. A pergunta que fica é a seguinte: Onde foi parar o Opala?!?..."
E para quem ainda não acredita, aqui vai o link do processo em andamento:
A banda australiana Midnight Oil fez sua apresentação na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos com roupas em que se lia a palavra "Sorry" (desculpa, em inglês).
O manifesto fez alusão ao povo aborígene (nativos da Austrália), que fez um protesto em Sydney exigindo desculpas públicas das autoridades locais pelas arbitrariedades dos colonizadores ao longo da história. O governo australiano, na época, preferiu não se pronunciar a respeito.
SYDNEY - O governo da Austrália fez seu primeiro pedido formal de desculpas à população aborígine por injustiças cometidas no passado. O pedido de desculpas faz parte dos planos de premiê Kevin Rudd de transformar as questões indígenas em prioridade do governo, conforme prometeu durante a campanha eleitoral que o levou ao poder no fim do ano passado.
Durante mais de uma década o ex-premiê australiano John Howard se recusou a fazer este pedido de desculpas. Mas o sucessor de Howard, o primeiro-ministro Kevin Rudd, fez o pedido no Parlamento australiano por leis e políticas que "causaram grande dor, sofrimento e perda" aos aborígines.
"Pela dor, pelo sofrimento destas gerações roubadas, seus descendentes e por suas famílias que ficaram para trás, nós pedimos perdão", disse o premiê.
A chamada "geração roubada" ou a "política de assimilação" permitia que crianças aborígines fossem tiradas de suas famílias para viver com famílias brancas. Milhares de crianças aborígines foram vítimas dessa política, adotada pelo país desde o século 19 até 1969.
O pedido de desculpas, transmitido em rede nacional pela televisão da Austrália, foi recebido com comemoração. Mas alguns aborígines afirmam que este pedido deveria ter sido acompanhado por uma indenização por todo o sofrimento.
A aprovação da moção colocará a Austrália na lista dos países que desculparam-se oficialmente pela opressão a minorias, como o Canadá, em 1998, e a África do Sul, em 1992, por causa do apartheid, entre outros.
Valores europeus
A chamada "política de assimilação", que separou crianças aborígines de seus pais por tantas décadas, tinha como objetivo inicial civilizar as crianças, passar a elas valores europeus.
"Pedimos perdão pelas leis e políticas de Parlamentos e governos sucessivos que causaram profunda dor e perda a estes australianos", disse o primeiro-ministro Kevin Rudd.
A reação inicial ao discurso de Rudd no Parlamento foi positiva. Ao final do pronunciamento, todos os presentes no Parlamento levantaram e aplaudiram e houve comemoração do lado de fora, pois milhares de aborígines foram a Canberra participar do evento. Mas, líderes tribais e organizações de defesa de direitos de aborígines defendiam o pagamento de bilhões de dólares a estas populações.
Os aborígines são atualmente 450 mil pessoas e este grupo étnico é considerado o mais pobre da Austrália.
Reportagem do Jornal da Band. Colaborador CQC é impedido de fazer perguntas ao nosso miseràvel senador Sarney. Realmente impressionante nosso paìs!!! Para nao dizer inacreditàvel e vergonhoso... Mas o que se pode esperar de pessoas tao mediocres, egoistas e sem visao da situçao precaria e triste na qual se encontra nosso povo.
Chico Xavier ja nos ensinou que a "conta" depois aparece para ser "paga". Infelizmente sao esses seres baixos e ignorantes que, frequentemente, ocupam as poltronas nas quais deveriam estar sentadas as pessoas mais qualificadas, inteligentes ou ao menos de boa vontade!
Boa sorte a Sarney, Collor, Barbalho, Calheiros e cia... pois a estrada deles serà longa...
Presidente do Senado, filhos e netos se envolvem em alguns dos mais rumorosos casos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Acusações incluem abuso de poder econômico e formação de quadrilha
A série de revelações das últimas semanas colocou a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no centro da crise política brasileira. Não é de hoje, entretanto, que o sobrenome maranhense aparece envolvido em escândalos com dinheiro público. Acusações rumorosas acompanham o clã desde os tempos em que Sarney presidiu o Brasil, na década de 1980.
Em 1987, o início das obras da Ferrovia Norte-Sul foi interrompido em decorrência da revelação de fraude na licitação. Em anúncio cifrado publicado no caderno de classificados, a Folha de S. Paulo antecipou os nomes das empreiteiras vencedoras. Investigado, o caso acabou esquecido.
Desde que se elegeu presidente do Senado, pela terceira vez, em fevereiro deste ano, José Sarney anda às voltas com mais uma série de revelações constrangedoras. Uma das últimas foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo no dia 3 de julho.
O diário paulista revelou que o presidente do Senado não declarou à Justiça Eleitoral em 1998 e 2006 uma casa no Lago Sul em Brasília, avaliada em R$ 4 milhões. O senador comprou a residência em 1997 do dono do banco Safra, Joseph Safra, mas só registrou o negócio em cartório em 2008.
Em nota, assessoria do presidente do Senado afirmou que o pagamento da casa foi feito em dez parcelas. A partir de 1999, Sarney garantiu que a residência foi informada em declarações à Receita Federal e ao Tribunal de Contas da União (TCU). “Motivo pelo qual não foi incluído na declaração de Imposto de Renda de 1998 do senador e, por conseqüência, não foi informado à Justiça Eleitoral naquele ano.”
Sobre o fato de as informações não serem prestadas à Justiça Eleitoral, Sarney disse que, “por equívoco do contador, em 2006, foi apresentada à Justiça Eleitoral a mesma lista de bens de 1998”.
A nota se contradisse. Na verdade, as declarações de bens de 1998 e 2006 são diferentes. Confira aqui e aqui. Em seguida, a assessoria de Sarney corrigiu-se com uma nova nota. Afirmou a omissão da casa à Justiça Eleitoral aconteceu “por esquecimento, depois de feita a atualização patrimonial”.
Para o advogado Eduardo Ferrão, que defende alguns familiares do senador pelo Amapá, existem acusações “absolutamente absurdas” contra o clã. A assessoria da presidência do Senado diz que a intenção é influenciar nas eleições de 2010 e encontrar um “bode expiatório” para os problemas ao personalizar as denúncias em José Sarney. As acusações contra os Sarney, no entanto, não param de apareder.
Atos secretos
Na últimas semanas, surgiram os atos secretos. Uma comissão de sindicância apurou que, desde 1996, foram feitas 663 normas só publicadas em boletins administrativos suplementares, tempos depois de sua real aplicação.
Algumas dessas normas secretas serviram para contratar membros da família Sarney. É o caso de um neto de José Sarney, João Fernando, no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e de uma sobrinha dele no gabinete de Delcídio Amaral (PT-MS). Outros atos empregaram uma prima e uma sobrinha do marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, Jorge Murad.
De acordo com a assessoria da Presidência do Senado, realmente foi José Sarney quem pediu a Delcídio para empregar a sobrinha. Mas o ato não foi secreto. Um ato foi publicado, e ela não atendeu à convocação para assumir o cargo em 30 dias. Foi determinada uma nova publicação, segundo a assessoria, mas, desta vez, a sobrinha assumiu e o ato não foi publicado.
Os auxiliares de Sarney dizem que ele não teve conhecimento algum da contratação do neto para o gabinete de Epitácio Cafeteira. Mas que ele recomendou que os salários pagos à sobrinha de Murad, que também estava no gabinete de Cafeteira, fossem ressarcidos.
Três filhos
Os três filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), são investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público e processados na Justiça.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), é investigada pelo Ministério Público Federal em Brasília por uso de passagens aéreas. Conforme mostrou o Congresso em Foco em março, a agência de turismo Sphaera disse que a cota da então senadora foi usada para transportar um grupo de pessoas de São Luís (MA) a Brasília.
Roseana ainda responde a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela é acusada de abuso de poder econômico e de pagar as despesas eleitorais da coligação União Democrática Independente, formada pelo PSL e PTC. Um dos denunciantes é Aderson Lago (PSDB), sobrinho do governador cassado do estado, Jackson Lago (PDT). Segundo ele, R$ 168 mil foram usados em troca do apoio político.
De acordo com o secretário de Comunicação do Maranhão, Sérgio Macedo, nenhuma das duas acusações procede. Ele diz que a ação no TSE “é uma peça de ficção assinada pelo tucanato, pela perda do poder”. Segundo Macedo, já há pareceres contrários à ação judicial.
O secretário de Comunicação diz que Roseana já comprovou que nenhuma pessoa listada na notícia viajou às custas do Senado. “Todos viajaram por conta própria.” Macedo aguarda que o MPF arquive a investigação contra a governadora.
Corrupção
Fernando, outro filho de José Sarney, é acusado em inquérito da PF de montar um esquema de corrupção no governo, apurado pela Operação Boi Barrica. Para os policiais, ele praticou formação de quadrilha, crime contra a administração pública e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Outro filho, o deputado Sarney Filho (PV-MA), é um dos investigados pelo Ministério Público por usar passagens áreas para voar ao exterior com a mulher e o filho para o exterior. Para o MP, esse e outros casos mostram "sérias irregularidades cometidas na emissão de passagens aéreas pagas com recursos da Câmara dos Deputados".
Partiram da cota de Sarney Filho cinco voos para Marco Antônio Bogéa. Ele é um dos investigados pela PF na Operação Boi Barrica. O inquérito continua em andamento e é analisado em conjunto com uma equipe de quatro procuradores da República no Maranhão.
O advogado de Fernando Sarney, Eduardo Ferrão, afirma que todas as acusações são falsas. Ferrão está questionando na Justiça a interpretação dada a diálogos telefônicos para comprovar a defesa. “Nossa preocupação é colocar tudo dentro dos autos do que aconteceu realmente”, diz. Ferrão protesta contra o vazamento do inquérito.
Procurado pela reportagem, Sarney Filho enviou uma nota (leia abaixo a íntegra da nota).
Um neto
A operação de créditos consignados no Senado é investigada pela Polícia Federal. Uma das empresas era dirigida pela babá do ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, é um dos operadores dos empréstimos consignados. Ele abriu sua empresa – a Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda – quatro meses depois de Zoghbi criar a Contact Assessoria de Crédito.
Adriano Sarney disse que fatura “menos de R$ 5 milhões” por ano com a empresa de intermediação de crédito. E negou ao jornal que fosse beneficiado por ser neto do presidente do Senado.
O pai de Adriano, o deputado Sarney Filho, não retornou os recados deixados pelo Congresso em Foco com sua assessoria. A Superintendência da Polícia Federal em Brasília, que investiga os empréstimos consignados no Legislativo, afirmou que não poderia se manifestar sobre o caso.
CASO A CASO
Conheça os escândalos que envolvem a família do presidente do Senado, José Sarney
(Fontes: Ministério Público Federal, Polícia Federal, noticiário, assessores e advogados da família e notas à imprensa)
OS PERSONAGENS
- JOSè SARNEY (PMDB-AP), presidente do Senado;
Contratação do neto João Fernando Sarney e da sobrinha Vera Macieira Borges por meio de ato secreto
Ocultação de mansão de R$ 5 milhões à Justiça Eleitoral
Recebeu auxílio-moradia mesmo morando possuindo casa própria na capital
Funcionário da Fundação José Sarney, no Maranhão, Raimundo Nonato Quintiliano recebe salário do Senado
O suplente de Sarney, Jorge Nóvoa, é seu assessor parlamentar
Valéria Freire dos Santos, nomeada por ato secreto, mora num imóvel no térreo dos prédios funcionais dos senadores
Usou R$ 800 mil de sua verba indenizatória para contratar empresa que organizasse acervo pessoal de livros e documentos
Um ato secreto permitiu que o irmão de Sarney, Ivan, trabalhasse de 2005 a 2007 na segunda Secretaria do Senado, então comandada por João Alberto (PMDB-MA)
- ROSEANA SARNEY - governadora do Maranhão e ex-senadora
Parentes do marido de Roseana, Jorge Murad, contratados pelo Senado. A prima Virgínia Murad estava na liderança do governo no Congresso. A sobrinha Isabella Murad morava no exterior, mas estava lotada na liderança do PTB
Abuso de poder econômico nas eleições de 2006
Uso de cota de passagens para fins particulares, quando era senadora
Amauri de Jesus Machado, trabalha como motorista, mas seria mordomo de Roseana Sarney
- FERNANDO SARNEY - empresario
Formação de quadrilha, crime contra a administração pública e crimes contra o sistema financeiro nacional, apurados na Operação Boi Barrica.
- ZEQUINHA SARNEY (PV-MA), deputado federal
Uso de passagens aéreas para transporte de familiares
Uso de passagens aéreas para transporte de Marco Bogéa, investigado pela PF
ADRIANO SARNEY, empresário, filho de Zequinha
.Dono de empresa de intermediação de crédito consignado no Senado. A PF investiga a ação dessas empresas na Casa e o eventual cometimento de irregularidades
Defesa de Sarney
O advogado Eduardo Ferrão, que defende Fernando Sarney no inquérito da Operação Boi Barrica, há acusações indevidas contra o clã do Maranhão. “Pela convivência com a família, vejo que há algumas coisas absolutamente absurdas. Vai aparecer amanhã outra coisa, como ‘o pneu do carro dele veio da Argentina e não do Brasil”, imagina.
Ele diz que é normal a certas pessoas solicitar serviços a outras pessoas, como contadores. Ferrão afirma que os Sarneys não têm como se responsabilizar por tudo que as outras pessoas fazem à sua volta.
A assessoria da Presidência do Senado também diz que José Sarney está sendo vítima de suas medidas para moralizar a Casa. E afirma que procura-se um “bode expiatório” para todos os problemas. “Essa crise é para 2010”, informa a assessoria, ao crer que a intenção é desestabilizar a base aliada e garantir argumentos à oposição na disputa eleitoral do ano que vem.
Os auxiliares do presidente lembram que, ao assumir o comando da Casa, Sarney cortou as despesas e determinou que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estudasse a reforma administrativa da instituição. Só a partir daí é que surgiram as denúncias, dizem.
“Os atos secretos só foram descobertos porque foram levantados no relatório da FGV. Se a intenção fosse escondê-los, não estaria no relatório”, diz a assessoria. Além disso, a personalização da crise no presidente não teria sentido. Os assessores dizem que os atos secretos atingiram todos os parlamentares da Casa e não apenas Sarney.
“Quando é com o José Sarney, é crime. Quando é com outro senador, é chantagem, ameaça”, reclama a assessoria.
ALGUEM PODERIA ME ESCLARECER SE PILANTRA E SEM VERGONHA VIROU SINONIMO DE EMPRESARIO? DESDE JA AGRADEçO...
Programa da Fox Television mostrando diversas evidências da fraude montada pelo governo americano. O programa foi ao ar com o nome "FOX Special - Conspiracy Theory: DID WE LAND ON THE MOON?" (Especial FOX - Teoria da Conspiração: NÓS POUSAMOS NA LUA?)
Omito minha opiniao, mas a julgar pela honestidade e honra dos governos americanos... de tudo se pode esperar... A cada um o julgamento.
Seguindo a serie CLASSE, EDUCAçAO, CULTURA e "FINEZA" na polìtica, pra nao deixar ACM sozinho publico também um grande retrato do unico (até agora) presidente cassado por corrupçao... Ele mesmo; o nosso COLLOR mostrando a sua verdadeira cara!! isso sim que é Brasil...
Collor agride Rodrigo Asfora, repórter do SBT, durante passeata. Conseguiu o impossivel: materializar o abstrato, O cinismo se modelou no seu rosto. Gente assim que nao deixa o nosso paìs ir pra frente... progredir.
E um parabéns para o povo alagoano que o elegeu senador em 2007 (depois de 8 anos de perda dos direitos polìticos por corrupçao). E imaginem que a coisa foi tao escandalosa que o senado federal foi quem decretou a perda dos direitos politicos!!!! Isso mesmo a corja do senado nao conseguiu arranjar nem mesmo um argomento para defende-lo ou dissimular o caso. Da notar que os argumentos do senado nao precisam ser nem coerentes e muito menos de peso... do contrario, Sarney ja tinha bailado...
Imortalada a CLASSE, a EDUCAçAO, a CULTURA (coronelismo é obvio!), a "FINEZA" dos politicos nacionais (e nao sò... basta ver as baixarias do primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi)
Ehh toninho malvadeza... um obrigado pelo atraso que proporcionou ao Brasil (principalmente as péssimas condiçoes de vida no nordeste). Vai fazer a mesma viagem de Dante!!!
(texto abaixo do usuario youtube drrosinha)
Recordar é viver. A diretora Leonora Luz colocou no YouTube um vídeo histórico, para que os jornalistas e conservadores de plantão reflitam sobre o que é truculência no poder público.
Nas eleições para governador de 1986, o então ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães reagiu ao seu estilo com um repórter da TV Itapoã, com xingamentos e agressões físicas. Ao ser questinado sobre o motivo das vaias direcionadas a ele, ACM xingou o repórter de filho da p... e logo depois pisou em seu pé. O irmão de ACM completou as agressões com chutes na canela e soco nas costas.
O que chama a atenção no vídeo também é a frase que ACM sussurra no ouvido do repórter logo depois do xingamento. Ninguém sabe, mas presume-se que foi algo mais sério, dada a postura que ACM costumava tratar seus inimigos no auge do poder.
Diante de tal vídeo, a diretora Leonora Luz pede aos envolvidos na ocasião, repórter e cinegrafista, que apareçam para dar mais detalhes sobre o ocorrido nos bastidores da matéria.
Me parece um filme subliminar. Pode auxiliar-nos a ver aquilo que vai além das aparencias do teatro polìtico. (clique para ver filme)
O filme trata, com ar ironico, da manipulação da opinião pública através dos meios de comunicação que servem ao poder. A história narra a preparação e a realização de uma falsa guerra em um país da Europa organizado pelos empregados de relações públicas, com a ajuda de Stanley Motss, para tirar a atenção da mídia e do público de um escândalo sexual que envolveu o presidente do Estados Unidos da América.
Isso é feito forjando falsas notícias, incluindo uma falsa notícia do teatro de guerra, feitas em um estúdio cinematográfico.
Curiosamente, poucos meses após o lançamento nos cinemas dos Estados Unidos, a administração Clinton se sentiria obrigado a abordar o escândalo que surgiu da relaçao do presidente americano com Monica Lewinsky.
Vem da perguntar outra vez: A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
"O mundo todo é um palco, e todos os homens e mulheres são meros atores. Têm suas entradas e saídas". Seria quase capaz de enterpretar a celebre frase em modo que "homens e mulheres" nada mais seria que os polìticos que surgem e passam na nossa nova era da imagem, era do parecer!
Muito interessante e pra refletir, vistas as atrocidades cometidas pela Igreja Catolica no curso dos seus muitos séculos e a megalomania identificavel em muitos papas...
Serà necessario uma passada pelos numeros romanos entao segue um lembrete: I=1; V=5; X=10; L=50; C=100; D=500
Extrato do capìtolo XIV do livro "A Caminho da Luz" de Chico Xavier. "IDENTIFICAÇÃO DA BESTA APOCALÍPTICA
Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por 42 meses, acrescentando que o seu número era o 666 (Apoc. XIII, 5 e 18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da Humanidade.
Quanto ao número 666, sem nos referirmos às interpretações com os números gregos, em seus valores, devemos recorrer aos algarismos romanos, em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos, explicando que é o Sumo-Pontífice da igreja romana quem usa os títulos de
"VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS", (112 + 51 + 501 +1 +1)
"VICARIVS FILII DEI" ( 112 + 53 + 501)
e "DVX CLERI" ( 515 + 151)
que significam "Vigário-Geral de Deus na Terra", "Vigário do Filho de Deus" e "Príncipe do Clero". Bastará ao estudioso um pequeno jogo de paciência, somando os algarismos romanos encontrados em cada titulo papal a fim de encontrar a mesma equação de 666, em cada um deles.
Vê-se, pois, que o Apocalipse de João tem singular importância para os destinos da Humanidade terrestre."
Escutamos o carro deles que estaciona na calçada. Depois de um tempo, de repente se abre a porta. Aparecem Furnari e Santangelo.
"Como foi?" Lucchese indaga.
"Tudo bem". Lucchese faz uma careta de satisfação.
"Deixamos-o a beira de uma estradinha de campo, cerca de um km daqui. Agora temos de voltar para enterra-lo, mas precisamos de uma mão."
Lucchese me olha.
"Enzo, vai com eles. Eu fico aqui."
Pegamos as ferramentas necessárias e fomos nós três, eu, Furnari e Santangelo, para Calderara, uma fração de Paderno Dugnano, uma área que eu conhecia perfeitamente. Era escuro. Chegamos no lugar onde estava o corpo do turco. Tiramos suas roupas e o arrastamos algumas dezenas de metros, no campo aberto, onde havia um campo de cereais. Com pás cavamos um buraco de dois metros de profundidade e jogamos o cadáver dentro. Em seguida, despejamos gasolina e, penso, também ácido e o sepultamos. Não longe dali, queimamos as roupas e o passaporte.
Onze anos mais tarde, em maio de 1992, depois que o Dr. Borsellino, graças às minhas revelações, mandou prender cerca de quarenta pessoas (incluindo o prefeito Vaccarino), saiu um artigo no (jornal) Corriere della Sera, que o Dr. Borsellino me fez ler, no qual dizia que eu poderia desfeito o mistério do atentado ao Papa.
O preocupante é que, na ordem de custódia cautelar de todos os detidos, se falava de tudo (da associação mafiosa ao narcotráfico), exceto do atentado ao Papa. Nem menos se fazia menção dos 10 bilhões reciclados do I.O.R. (instituto de obras religiosas da igreja católica) nem do tráfico de armas com a Calábria, coisas que eu tinha dito só ao Dr. Borsellino e sobre o qual ele investigada em grande segredo. Dr. Borsellino acreditava que estes argumentos fossem tão delicados e perigosos, ao ponto que ele preferia não divulga-los nem mesmo ao Dr. Natoli e ao Dr. Lo Voi. Temia pela segurança deles.
Lembro-me de Dr. Borsellino preocupado.
Disse-me: “Além de mim, com quem você falou sobre o Papa?”
Eu respondo: “Ninguém! Como o Senhor sabe, eu só falei com o Marechal Canale, a quem também mencionei dos famosos 10 bilhões.”
Dr. Borsellino faz uma cara de raiva e com os olhos cintilantes me disse: “Estes são sinais de que eu não gosto! Esperemos que não roubem o cadáver do turco que enterrastes. Agora me movo para que tu possa ser levado ao local onde está o cadáver.”
No giro de dois meses, o Dr. Borsellino será assassinado.
Tudo o que disse ao Dr. Borsellino e agora estou escrevendo, também disse ao Dr. Priore 14 anos atrás. A primeira coisa que eu disse ao Dr. Priore e ao Dr. Marini foi de levar-me a Calderara. Lhes faria achar o cadáver do cúmplice de Ali Agca. Repito, eu conhecia bem a área, mesmo antes de sepultar o turco com as minhas mãos. Era um vasto campo, totalmente plana.
Quando chegamos ao local, o campo estava completamente revirado, com montes de terra e buracos profundos em toda parte. Uma pessoa do lugar explicou ao Dr. Priore que, em março de 1992, viu algumas escavadeiras colocando de cabeça para baixo todo o campo, que estava ali desde sempre e era cultivado com grãos. Faça-se muita atenção. Comecei a colaborar (com justiça) em Dezembro de 1991. O corpo permaneceu lá durante 10 anos. Mas poucos meses depois que comecei a falar, fizeram desaparecer o corpo! Infelizmente, o Dr. Borsellino tinha tido uma intuição certa: eles tinham roubado uma prova importantíssima. Lembro que o Dr. Priore ficou mal. Ele tinha sempre acreditado em mim, porque ela tinha conseguido encontrar provas de tudo aquilo que eu tinha dito. Incluindo a morte do Papa Luciani e os bilhões reciclados pelo Vaticano! Ele nunca me processou por difamação. Bem pelo contrário.
A casa de Michele Lucchese era em Paderno Dugnano em uma zona, digamos, "segura", ou seja, meticulosamente controlada pelo nosso amigo, o marechal dos Carabinieri (semelhante àpolicia militar brasileira), Giorgio Donato. Ao meio-dia me encontro com ele. Apenas me vê, Lucchese me pede para contar tudo o que eu fiz e vi no meu “dia romano”. Eu, com infinita paciência, conto-lhe todos os detalhes da operação, incluindo a agitação que havia notado no rosto do Antonov.
“Michele, não tinhas me dito que se deveria fazer um atentado contra o Papa”.
Ele sorriu.
Então me disse: “Vistes? Neste momento Furnari e Santangelo estão almoçando juntos com o Turco naquele restaurante. Vai lá agora e, enquanto Santangelo fica com o turco, tu mostra a Furnari o ponto exato onde devem fazer com que ele tenha o mesmo fim de sceccu lu”.
Que, na Sicília, significa “fazer o fim do jumento".
“Caro Enzo, deves saber que um jumento se usa até que serve. Nasceu para ser usado. Quando não serve mais, se mata!”
Sabia muito bem o que queriam dizer aquelas palavras.
Então marca um encontro, a casa sua, para a mesma noite.
Depois de fazer como tinha ordenado, à noite me apresento a ele.
Lucchese, como sempre, me saúda calorosamente.
“Então?”
“Furnari e Santangelo estão com o turco. Eles estão levando-o no lugar que lhes indiquei.”
“Bravissimo! Enzo, eu não quis que tu participasses do homicìdio do turco. Preferi que estivesses aqui, para me fazer companhia. Espero que entendas. Agora, porém, em primeiro lugar, deixe-me fazer um telefonema.”
Lucchese pega o telefone e disca um número. Desde as primeiras palavras sei que do outro lado da linha está o Comandante dos Carabinieri, Giorgio Donato.
Lembro-me destas palavras: “A ação começa!”
Depois de terminar a chamada, gira-se para mim com ar satisfeito: “A área está sob controle. Este amigo é muito em forma!”
Depois, enquanto esperamos que voltem Santangelo e Furnari, Lucchese começou a falar-me do motivo pelo qual foi planejado o atentado contra o Papa.
“Enzo, existem algumas coisas que você precisa saber. Papa Wojtyla pretendia seguir o caminho traçado pelo Papa Luciani, ou seja, romper os equilíbrios no interior do Vaticano. Revelo-te uma coisa. Papa Luciani estava disposto a fazer uma verdadeira revolução no Vaticano. Como desejava tanto que a Igreja fosse mais pobre, tinha preparado um projeto para redimensionar a riqueza do Vaticano e tinha estudado um plano para ajudar as famílias pobres em todo o mundo, principalmente aquelas italianas. Claro, tudo tinha de ser feito por meio do I.O.R., o Banco do Vaticano, cuja administração teria sido dada a laicos, de acordo com os ensinamentos de Jesus: “Dai a César o que é de César”. Papa Luciani não suportava a idéia de que os Cardeais e Bispos administrassem essas enormes riquezas e, portanto, sua primeira intenção era a de remover justo aqueles Cardeais que usavam e manipulavam o Bispo Marcinkus e que se aproveitavam não só da sua capacidade para gerir o I.O.R., mas também e acima de tudo os seus contatos e seus amigos poderosos a nível europeu e internacional. Se o Papa Luciani não fosse morto, em poucos dias teriam sido removidos e substituídos, imediatamente, tanto Marcinkus quanto outros quatro Cardeais e talvez, se não me engano, o secretário de Estado ou o secretário do Papa. Em seus lugares entrariam outros bispos e Cardeais de màxima confiança. Eles, em grande segredo, tinham preparado em conjunto com o Papa Luciani um plano bem preciso. Depois que fossem inseridos cada um no lugar certo, distribuiriam, imediatamente, 90% da riqueza do Vaticano em diferentes partes do mundo, de modo a construir casas, escolas, hospitais etc ... Os restantes 10% da riqueza seria confiada e administrada pelo Estado Italiano de acordo com as necessidades da Igreja. Resumindo, ele queria fazer uma revolução e tomar todos de surpresa!
Infelizmente, o pobre Papa não pode completar o seu plano, por que um dos Cardeais de confiança traiu-o e foi contar tudo para Marcinkus e aos outros Cardeais! Eles tomaram conhecimento da coisa, se moveram imediatamente e com diabólica inteligência conseguiram, sem deixar qualquer rasto, matar o Papa com uma grande quantidade de gotas de calmante, graças também à ajuda do seu médico pessoal.”
Fiquei completamente espantado com as palavras de Lucchese.
“Michele, e quem são estes quatro cardeais?”
“Enzo. Posso dizer-te aquilo que me disse o notário Albano”.
“E que diz o notário?”
“Ele diz que eram quatro as "almas negras" que giravam dentro do Vaticano e exercitavam um forte poder aproveitando as competências gerenciais do Bispo Marcinkus . Me disse quatro nomes. Primeiro, Cardeal Macchi, um favorito do Papa Paulo VI, que também tinha o tinha nominado Seu Secretário. Fazia parte dos Cavaleiros do Santo Sepulcro, tal como o Bispo Marcinkus”.
“Cardeal Macchi! Este nome não é novo para mim ... É claro! Tem o mesmo nome de um meu companheiro de Elementar! E quem mais?”
“A segunda "alma negra", era o Cardeal Villot, Vallot ou Vellot, desculpe mas eu não lembro bem ...”
“Que nome estranho! Nem mesmo termina com uma vogal. Tem de ser um estrangeiro.”
“Exatamente, Enzo. Este Cardeal, embora não italiano, fez coisas extraordinárias e salvou a finança do Vaticano, aquela finanças que Papa Luciani queria destruir. E depois havia o Cardeal Benelli...”
“Benelli! Como a marca da minha primeira moto! Se chamava bem assim. Eu ainda me lembro. Casesic me deu-a, meu padrinho de Confirmação...”
“Finalmente me disse o nome do Cardeal Gianvito, que acho fosse também secretário. Todos os três faziam parte da Ordem dos Cavaleiros do Santo Sepulcro. Enzuccio, filho meu, deves compreender que estes quatro cardeais tinham na mão o I.O.R. e as finanças do Vaticano! Eles também tinham uma linha direta com o seu notário Albano que, como bem sabes, dentro de Cosa Nostra é como uma flor aos olhos”
“Escuta, Michele. Uma curiosidade. Mas com o outro turco, o que aconteceu?”
“O outro turco, ao que parece, tu nem o encontrou. Seu nome é Ali Agca. Outra noite ele ficou em um hotel em Palermo, antes de chegar em Roma para o atentado. Tu deves saber que os dois turcos foram treinados na Sicília por de Cosa Nostra. Se, após o atentado, tivesse conseguido escapar, já havia pronto um plano para matá-lo.”
Fomos longe falando por horas, até madrugada, até que escutamos chegar Furnari e Santangelo .
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Na Primavera de 1981, enquanto estava em Milão, Michele Lucchese se aproxima e me diz que tem, absolutamente, de falar comigo de algo de extrema importância.
"Enzo, estas são as ordens. Em 12 de maio, deves pegar um trem para Roma. Escutes bem. Na estação (ferroviària)Termini, duas pessoas estarao esperando-te na linha número 3. Tu lhes conhece. Um deles é Xavier Furnari, o chefe Decina da família de Castelvetrano. Faz parte do "grupo de fogo." O outro é Vincenzo Santangelo. É um homem de honra também. É o irmão de Lillo Santangelo, afilhado do nosso chefe absoluto Francesco Denaro Messina. Eles te dirão o que fazer. Precisaras ter em custódia dois turcos que serão entregues por um búlgaro. Este búlgaro é importante e confiável. Suficiente. Não posso antecipar-te nada. Digo-te só que na Cidade Eterna está prestes a explodir uma bomba que vai ficar na história! Caro Enzuccio, prepara-te, sei que não vais me decepcionar ".
Conforme acordado com Michele Lucchese, a noite de 12 de Maio de 1981 pego o trem para Roma. Chego à estação Termini na manhã seguinte, sigo as ordens à letra e vou até a linha 3. Como já tinha antecipado, Furnari e Santangelo estão ali em um banquinho. Vejo que eles não estão sozinhos. Com eles, está uma pessoa que não conheço.
Furnari me apresentá-o imediatamente. "Ele é Antonov, o búlgaro. Tem relações estreitas com a máfia turca e Cosa Nostra. Será ele a dizer-te o que fazer. Mas antes vamos tomar café da manhã. " Após o café, todos nós quatro fomos a Praça San Pietro.
Apenas entrei na na praça, Furnari me e cochicha na orelha: "Agora te colocas completamente à disposição do Antonov e executa com perfeição tudo o que te disser ".
Olho o búlgaro. Sabe já o que me deve dizer. Mi indica um ponto, no início da praça: "Eu e tu nos encontraremos lá esta tarde."
Depois do almoço vou no exato ponto indicado por Antonov. Mais ou menos as quatro da tarde. Ele já está ali esperando por mim faz um tempo. Lembro-me que a praça já estava cheia de fiéis à espera de ver o Santo Padre. O búlgaro olha ao redor.
Quando é certo que ninguém está escutando me diz: "Aqui te trarei dois turcos. Tu os levarás onde te for dito. Agora, porém, primeiro me acompagna ao interno da praça uns cinqüenta metros. Depois, volte aqui e espere eu voltar com os turcos. Esteja ciente, no entanto, que não levarei menos de uma hora."
Nos metemos no meio da multidão no interior da praça. A um certo ponto Antonov trava: "Bem. Tu, não conheces os dois turcos, mas saibas que eles, neste momento, te viram junto comigo e te conheceram. Eles têm ordens de te seguir. Farão tudo aquilo que tu disser."
Eu aceno com a cabeça para dizer ter entendido: "E se acontece algo de imprevisto?"
Antonov já pensou: "Não se preocupe. Se por qualquer motivo, não posso acompanhá-los, eles vão vir no lugar onde tu estás. Disse-lhes o ponto exato. Irão dizer estas palavras: "Olá Antonov". Aqui, por favor, leve este rosário. Lembre-se de manter-lo sempre na mão esquerda, bem à vista. Quando os turcos virão até ti, cumprimente-os com a mão esquerda. E lembre-se: eles estão armados. "
Aproximadamente uma hora após a praça estava superlotada de pessoas. Quase não dava para se mover. Era quente. E a multidão te roubava o fôlego. Eu estava lá, no local estabelecido, à espera que o búlgaro me trouxesse os dois turcos. Papa Wojtyla estava fazendo seu habitual percurso através da multidão. Lembro-me de um mar de mãos e olhares para buscar a bênção do Papa. Em um certo momento, longe, em meio ao barulho geral, escuto um forte barulho, como uma explosão. Talvez um tiro. Por um momento, o silêncio. As pessoas estão confusas, desorientadas, com medo. Alguns começaram a gritar: "Atiraram no Papa! Atiraram no Papa!" Em um instante se dá um tumulto. Lembro-me de um enorme confusão. Pessoas gritando, pessoas correndo, pessoas chorando. Continuo no meu lugar. Logo após, cerca de dez minutos, vinte, no máximo, vejo chegar Antonov correndo. Tem um turco com ele.
Apenas me vê grita: "Sai fora! Saia imediatamente! Levas o turco daqui."
Antonov é suado, agitatissimo. Levo-o comigo. Juntos, nos dirigimos rápido à estação Termini. O combinado é sempre a linha 3. Furnari e Santangelo já estão lá a esperar-me. Tudo conforme o esperado. Eles já prepararam o bilhete do trem para Milão. Furnari me diz: "Enzo, relaxe. Não há necessidade de correr. O trem está atrasado uma hora." Partimos de Roma nós quatro; já é tarde da noite. Na manhã do dia 14, chegamos à estação em Milão. Alì nos dividimos. Eu, naquela noite, tenho um compromisso na casa de Michele Lucchese. Furnari e Santangelo cuidam do turco. Cumprimento-os, abraço-os e saio da estação.